NC2 adia a definição sobre o local para nova planta

A definição da localização da planta industrial da NC2 Global no Brasil está em fase final e o anúncio da cidade escolhida ocorrerá nos próximos seis meses. Até lá a fabricante norte-americana de caminhões aumentará a produção na unidade da Agrale, em Caxias do Sul, para retomar as vendas no Brasil. Atualmente, a produção da fábrica gaúcha é comercializada para a África do Sul. A estratégia inicial da empresa no Brasil foi anunciada ontem, em São Paulo, pelo presidente da companhia, Al Saltiel. A NC2 é resultado de parceria da Navistar com a Caterpillar.

Nesta etapa inicial a empresa investirá em torno de US$ 10 milhões na expansão da linha de montagem na planta da Agrale, com planos de contratar 150 funcionários, que se somarão aos 60 já existentes. Segundo Cesar Longo, diretor regional de vendas da NC2 no Brasil, o acordo firmado há 12 anos pela Navistar com a montadora caxiense permanece inalterado, exceto pelas condições financeiras em função da nova demanda de produção. Esta situação se prolongará pelos próximos dois anos, período necessário para início das operações da nova fábrica da montadora.

Saltiel também fez mais dois anúncios. O primeiro é que o presidente da companhia para o Brasil será conhecido até o final do ano. O segundo é que a partir de novembro a empresa começa a comercializar o caminhão modelo International 9800i no Brasil e, a partir de fevereiro, o DuraStar.

O modelo 9800 foi adequado às necessidades do mercado brasileiro. Traz como inovações a transmissão sincronizada com treze velocidades e a cabine com teto mais alto. O caminhão, equipado com motor eletrônico

Cummins de 11 litros, com 417 cv de potência e 2010 Nm de torque, será oferecido nas opções 6×2 e 6×4 e peso bruto total combinado de 57 e 74 toneladas, respectivamente. Seu preço de venda será da ordem de R$ 395 mil.

Já o International DuraStar estará disponível nas versões 4×2, 6×2 e 6×4, com motor eletrônico MWM MaxxForce 7.2 litros Euro 3, de 260 cv e 900 Nm de torque. Um dos principais diferenciais é o sistema elétrico Multiplex, que combina a distribuição da corrente elétrica e repassa informações sobre o veículo. É indicado para aplicações em basculantes, frigorífico, furgão de alumínio, carga seca e tanque.

Longo projeta para o ano que vem produção e vendas na casa de 1,3 mil unidades dentre os dois veículos. Deste total algo como 20% será exportado para os atuais clientes da companhia. Os caminhões serão distribuídos por meio de redes de revendedores das marcas International e Cat. Até 2012 a empresa projeta ter 60 pontos de vendas em todo o País. Atualmente são cinco e, até dezembro próximo, serão 10. Os veículos terão índice de nacionalização da ordem de 65% no início, avançando para até 90%. Saltiel explicou que a meta da companhia é ter poucos grupos de revenda, mas com territórios maiores.

Jornal do Comércio



Categorias:Economia Estadual

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2 respostas

  1. Gostaria de saber se é verdade que a fabrica foi anunciada para Sorocaba em São Paulo.

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  2. A princípio o 9800i vai continuar sendo montado em Caxias do Sul pelo menos por mais algum tempo, e eventualmente ao invés de Guaíba os caminhões continuem sendo produzidos por lá. Mas eu acho pouco provável que a fábrica vá para Minas Gerais, parece mais fácil fazer exportação para outros países latino-americanos, africanos e do Oriente Médio pelo Rio Grande do Sul.

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