As torres do projeto do Cais

Estou fazendo esta matéria para colocar um paralelo entre o estudo preliminar do Projeto de Revitalização do Cais Mauá, e o projeto propriamente dito, apresentado na sexta-feira, 22.

Veja as fotos a seguir:

1. Estudo preliminar:

Torres próximas da rodoviária

2. Projeto vencedor

 Vocês podem ver que há uma diferença bem grande arquitetonicamente falando. Com certeza eles resolveram não ousar demais para não chocar a provinciana população de Porto Alegre. Mas deixar de ousar é um problema. É a mesmice, é o médio. É Porto Alegre!

projeto apresentado esta semana

 

E a altura ?

Em nenhum momento eles citam a altura (em metros e/ou andares) dos prédios.  Será que serão torres baixas, como as atuais da cidade (16 a 18 andares)?

Será que Porto Alegre perderá a chance de ter um ícone arquitetônico, como muitas e muitas cidades modernas do mundo tem ?

Deixo em aberto a questão para discutirmos e até perguntarmos aos projetistas …

Tiveram medo de ousar ?

Queria deixar bem claro aqui que gostei do projeto, independente das torres. A solução apresentada para o shopping, com um verdadeiro parque sobre ele, o anfiteatro verde, a idéia das cascatas no muro, tudo isso soa de forma maravilhosa para a cidade de Porto Alegre. Mas ainda acho que faltou alguma coisa.

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Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Prédios, Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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28 respostas

  1. Gostei muito deste projeto, está melhor que o inicial. Acertaram em retirar a torre próxima ao Gasômetro, pois uma torre lá concorreria visualmente com a chaminé. E as torres próximas à rodoviária não precisam ser altas, tem que ficar na média de altura. Vejam como as altas torres do antigo Méridien e do Othon Palace destoam na orla de Copacabana, isso é feio, destoa e é desarmonioso! Além disso, poucas cidades da Europa possuem arranha-céus e são cidades com muita qualidade de vida. Arranha-céu não é sinônimo de modernidade e desenvolvimento! E podem causar sombra e problemas de circulação nas proximidades. No mais, os armazéns são bonitos, não precisam ser muito alterados, o que importa e que se faça bom uso deles, como em Puerto Madero (Buenos Aires). E a solução do bonde elétrico e do “shopping” parque próximo ao Gasômetro foi muito boa. O projeto é ótimo, não precisa ser megalomaníaco para ser de qualidade!

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  2. SOU A FAVOR DO PROJETO PORTO DOS CASAIS NA ÍNTEGRA. SOU A FAVOR DO AEROMÓVEL. SOU A FAVOR DE TUDO O QUE PODE MODERNIZAR NOSSA CIDADE. OUTRO DIA ANDEI PELO CENTRO E FIQUEI BOQUIABERTO COM A SUJEIRA. E FALO EM SUJEIRA, NÃO AQUILO ATIRADO NO CHÃO. DISSO JÁ NOS ACOSTUMAMOS. FALO DOS PRÉDIOS…PRÉDIOS VELHOS…NÃO OS ANTIGOS QUE FAZEM PARTE DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO. FALO DAQUELES QUE FORAM LEVANTADOS POR “ARQUITETOS E ENGENHEIROS” SEM O MENOR ESCRÚPULO E HOJE ESTÃO LÁ, ABANDONADOS…SIM…EXISTEM INÚMEROS PRÉDIOS ABANDONADOS. TAL COMO NOSSO CENTRO…MAS A MENTALIDADE DE MUITOS CIDADÃOS PORTOALEGRENSES (PROVINCIANOS ATÉ NO PENSAMENTO), BEM COMO DE CERTOS PARTIDOS E POLÍTICOS E TECNOCRATAS E BURROCRATAS, ESTÃO DEIXANDO A CIDADE NA BERLINDA…NA CONTRAMÃO…É MUITO DIÁLOGO…É MUITO DISCURSO…É MUITO TEMPO PERDIDO…QUEM NUNCA VISITOU UMA CIDADE AMERICANA ? OU CANADENSE ? OU EUROPÉIA ? OU CHINESA ? OU JAPONESA ? OU AUSTRALIANA ? SERÁ QUE ELES ESTÃO ERRADOS ? FALO DA ALTURA DOS PRÉDIOS…AQUI PREFEREM LIMITAR A ALTURA, MAS PERMITEM A CONSTRUÇÃO DE PRÉDIOS DE ATÉ 18 ANDARES POR TODA A CIDADE…É COISA DE TERCEIRO MUNDO…VIDE TODAS GRANDES CIDADES SULAMERICANAS…É UMA INCOERÊNCIA…

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  3. O projeto é bom, mas falta ousadia como já foi falado aqui no blog. Porto Alegre, e o RS como um todo, deixam que destruam sua identidade cultural através da imposição do centro do país, mas não suportam a ideia de modernizarem as cidades. Isto não é provincianismo puramente. É uma mentalidade revolucionária criada desde a escola no cidadão de Porto Alegre, que precisa se rebelar contra qualquer coisa. O resultado é que parece estarmos condenados a sermos apenas mais uma cidade, com turismo por um dia ou de negócios. Porto Alegre poderia muito mais, poderia ser a cidade mais bela do país. Mas os eco****xiitas e a escória esquerdista acaba com qualquer anseio que não seja deixar tudo como está.

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  4. Gilberto e Flick

    Mas é exatamente esse o ponto, quando foi que deram manutenção pra esse muro?
    Isso ta ai a varias decadas, nunca vejo nada sobre grandes manutenções, imagina se da uma enchente e ele arrebenta?
    Acho que o estrago seria bem maior…
    Ja faz tantas decadas e nada de enchentes, na minha opinião, a melhor proposta seria a que fizeram quando começaram com o papo de cais, onde tinha meio que um lugar para apreciar a vista, que dependendo da altura da água, ele sobre e vira uma proteção.

    E na minha opinião, deveriam soterrar a Mauá e o trêm, dar uma boa planejada na parte de cima valorizando bem a area e como o Flick disse, fazer uma rua local, com quatro faixas, sei la, duas pra cada lado, um bom espaço verde ja que sobra a parte do trêm, bancos, praças… aquele sonho de todo ecox… hehe..
    Ja pegava aquelas garagens velhas e encardidas que fizeram em prédios belos e antigos e dava um jeito de transformar em bares e restaurantes pra dar vida ao lugar…
    Predios residenciais ja tem a duas quadras, mas se der, por mais uns… bonitos de preferencia.

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  5. Rodrigo, entra logo em contato com o Lerner, não demore muito!

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  6. não dá pra ver direito nessa imagens… parece ter um traçado a mão…APARENTEMENTE, eles fizeram uma texturização diferente e moderna do “cladding” nos prédios… mas pode ser só aparencia causada pelo efeito de traço manual que utilizaram nos “renders”.

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  7. Dionélio, esta ideia foi defendida por mim diversas vezes. seria, basicamente, fazer um “Mergulhão” na Mauá, a tornando via expressa de fato, e criando sobre ela uma rua local, com interessante tratamento paisagístico, com uma qualificada vegetação. Com ela, aterrar o Trensurb, que para mim é a maior barreira entre o Centro e o Guaíba, muito mais que o Muro da Mauá.

    Mas seria caro demais para uma cidade como Porto Alegre.

    Guilherme,

    A política de factóides e “achismos” é o que mais atrasa a qualificação urbana de Porto Alegre, e é o que mais condenamos em espaços como este. Portanto, acho incabível expressões pejorativas como “murinho”, quando direcionadas a um dique de concreto armado. Ao invés de questionarmos a segurança deste equipamento, deveríamos, sendo mais sensatos, exigir sempre uma adequada manutenção.

    O muro é uma questão interessante a ser abordada e continuo com a ideia de que sua mais sensata utilização é no interior dos galpões, completando os espaços abertos exteriores com compotas metálicas. Seria possível construir o novo dique (repartindo os galpões para diferenciados usos, com acesso pelo Guaíba e pela Mauá) e ainda não deixar a cidade alguns dias/meses sem a devida segurança. Não sabemos quando acontecerá uma nova “enchente de 40”, e segundo as estatísticas elas acontecem de 50 em 50 anos.

    Tal ideia defendida por mim há anos foi inclusive abordada pelo felipe Mobus em outro post, onde ele publicou este esquema:

    Pretendo entrar em contato com o Jaime Lerner e discutir com ele esta questão.

    Gilberto,

    Antes de tudo, gostaria de dizer que é uma pena não ter tempo disponível para discutirmos estes assuntos. Ainda mais agora, que tenho um escritório próprio. Saudade do tempo que defendíamos a cidade da ganância política… Muito aprendemos, mas o que ficou foi a frustração e o reconhecimento da mediocridade alheia.

    Sobre o projeto, passamos pela fase de elaboração de um “Plano Diretor do Cais”, onde se trabalhavam “palavras”: definições de uso, volumetrias etc. Agora estamos, sobre esta lei (este “Plano Diretor do Cais”) escolhendo qual será a equipe responsável pela obra. O design dos prédios que fora apresentado até então serve apenas como ilustração e complemento às palavras abordadas. Ou seja, mais uma vez são textos, frases, diretrizes que nos servem como parâmetro. O design e a arquitetura em si ficam para mais tarde (ainda que para esta etapa é preciso uma garantia financeira para as equipes).

    Pode ser que este design apresentado seja utilizado no projeto final, mas isto depende da boa vontade do investidor, que ao ganhar a licitação pode erguer o que quiser, desde que respeite a lei urbanística especial do local. (boa vontade que acredito ser válida, visto que é um projeto notório, nacional e internacionalmente)

    Posso estar errado, visto que não li os editais, mas isto é o comum, o trivial.

    Lembrando o histórico porto-alegrense (e até brasileiro): antes se ousa, se sonha, para depois colocar os pés no chão e abraçar a mediocridade. Isto é, assim como podemos esperar muito do projeto final, há muitas chances de que seja mais pobre que o apresentado até então…

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  8. Como será o acesso ao cais na área do mercado público? Será por meio de um túnel? Gostaria que a Av. Mauá e o Trensurb fossem aterrados ampliando a Praça Farroupilha e conectando o centro à orla sem qualquer barreira. Seria uma solução cara, sem dúvida, mas muito interessante. (quem deu esta idéia foi um forista do SSC, que não me recordo no nome)

    Quanto ao projeto ele ficou muito bom, mas Porto Alegre merecia algo que fosse ótimo. Sou apenas um curioso por arquitetura e urbanismo, pois minha área é o direito, no entanto arrisco-me a comparar o projeto aquela menina que é bonitinha, mas é sem sal. Faltou atrevimento, malícia, algo de impacto.

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  9. RAFAEL.
    Ta ai uma coisa que eu sempre me perguntei.
    Um murinho de nada desses, como que iria segurar uma inchente?
    O desastre certamente seria pior com o muro, que pelo jeito não aguentaria e iria arrebentar, isso iria gerar uma boa onda pra Porto Alegre, dando mais estragos.

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    • Oi Guilherme. Só pra lembrar: o muro, como o Rafael falou tem 30 cm de largura. É verdade. Mas é de concreto armado, desenhado por especilistas na área, do DNOS. Ele tem 3 metros de altura acima do solo e MAIS 3 METROS ABAIXO DO SOLO. Isto da uma estabilidade e uma segurança a ele inigualável. Não é qualquer coisa que derrubaria este muro. Talvez nem uma tsunami. Abraço.

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  10. Só acho que poderia haver mais integração com outros trechos da orla, bom mesmo seria ter uma ciclovia que fosse do cais até o BarraShoppingSul. Quanto aos prédios menores, parece que serve como desculpa para não ter que se investir em melhorias nos equipamentos dos bombeiros.

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