Porto Alegre foi a capital cuja população menos cresceu na década

Brasil chega a 185,712 milhões de habitantes

Resultados parciais do Censo 2010 mostra que população do Estado é de 10,57 milhões e que Porto Alegre foi a capital que menos cresceu desde 2000

185.712.713. Este é o número de brasileiros que vivem no País. Os dados parciais do Censo 2010 foram publicados nesta quinta-feira no Diário Oficial da União. O tamanho da população ficou abaixo do esperado, que era de 191.480.630 pessoas, tendo como dia de referência 1 de agosto de 2010, mas representa crescimento de 9,4% em relação ao ano de 2000, quando o país contabilizava 169.799.170 de indivíduos.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o 12º Censo Demográfico percorreu nos últimos três meses os 8.514.876,599 quilômetros quadrados do território nacional, alcançando todos os 5.565 municípios. Um total de 191 mil recenseadores visitou 67.275.459 domicílios. A previsão é que no dia 29 de novembro o País tenha o dado consolidado sobre a população. A pesquisa começou em 1 de agosto e foi encerrada oficialmente no dia 31 de outubro.

O estado e a cidade de São Paulo continuam como os mais populosos do País, com 39.924.091 e 10.659.386 de habitantes respectivamente. Em seguida estão os estados de Minas Gerais (19.159.260) e do Rio de Janeiro (15.180.636). A Bahia é o quarto mais populoso (13.633.969) e o Rio Grande do Sul o quinto, com 10.576.758 pessoas. O estado com menor população é Roraima, que possui 425.398 habitantes. Em seguida, estão Amapá (648.553), Acre (707.125) e Tocantins (1.373.551).

A população do Rio Grande do Sul cresceu 3,7% em relação ao último censo, realizado em 2000. Já a Capital teve um aumento populacional de apenas 0,3%. Os dados apresentados apontam que a população de Porto Alegre é de 1.365.039 habitantes. As outras cinco cidades com maior população no Estado são Caxias do Sul (427.664), Pelotas (321.818), Canoas (317.945), Santa Maria (259.004) e Gravataí (253.060).

Se Porto Alegre é a cidade com maior população do Estado, por outro lado, André da Rocha, no Nordeste gaúcho, é a cidade onde reside o menor número de pessoas: 1.216 habitantes. Na sequência estão União da Serra (1.487), Coqueiro Baixo (1.528), Engenho Velho (1.530), Montauri (1.538) e Vista Alegre do Prata (1.569).

Conforme o IBGE, todos os municípios poderão checar o tamanho de suas populações na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União. O objetivo é que as prefeituras conheçam os dados e possam contestá-los, se for o caso, nos próximos 20 dias (entre 5 e 24 de novembro). Os cálculos do IBGE são utilizados na definição da verba a ser repassado pela União a cada município, que varia de acordo com o número de habitantes.

Jornal do Comércio
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=45548

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ZERO HORA

Censo 2010: saiba quais foram as principais mudanças no RS nos últimos 10 anos

População do Estado é de 10,5 milhões e cresceu 3,7% em dez anos

Dados preliminares do Censo 2010, divulgados ontem pelo IBGE, mostram que o Rio Grande do Sul foi o Estado que menos cresceu em população ao longo da década, com uma variação de apenas 3,8% em relação a 2000 – uma taxa similar à de países europeus, onde a preocupação é com a queda na população. Entre os municípios gaúchos, mais da metade já vive essa realidade.

Em 2010, 275 municípios do Rio Grande do Sul têm menos moradores do que 10 anos atrás – o equivalente a 55% do total. O encolhimento, evidenciado ontem com a divulgação dos dados preliminares do Censo, é um dos fenômenos de mudança na distribuição da população gaúcha fotografados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda populacional na maior parte dos municípios decorre de uma combinação de maternidades menos movimentadas com maciças ondas migratórias para novos polos de crescimento. O primeiro fator é geral no Estado e fez com que o Rio Grande do Sul fosse a unidade da federação com menor taxa de crescimento populacional na década. O segundo elemento, as migrações, forjaram novos pontos de expansão populacional e levaram à despovoação de áreas.

Com um incremento de apenas 3,8%, o Rio Grande do Sul apresentou médias anuais semelhantes às de países europeus, como a Suíça. Para Nedio Piran, especialista em migrações, o Brasil passa por um processo de transição demográfica. O Rio Grande do Sul lidera esse fenômeno.

— Os países emergentes estão reduzindo o seu crescimento rápido, passando para taxas europeias em menos tempo do que os europeus — diz.

O economista Pedro Silveira Bandeira, professor da UFRGS, diz que a queda da natalidade impede municípios de repor a população que migra:

— Alegrete sempre exportou gente, mas fazia muito filho, o que compensava. Agora, com a baixa fecundidade e a manutenção da migração, o problema fica mais evidente — destaca.

Para Piran, a competitividade econômica atinge o tamanho dos municípios. A busca por emprego, qualidade de vida e segurança muda o mapa.

— Nas cidades, principalmente nas pequenas, só ficam idosos e crianças. O resto migra para polos regionais.

Os números do Censo tiveram de ser apresentados ontem, antes do fim das visitas, para que os municípios possam entrar com recursos sobre possíveis distorções nos repasses federais e estaduais, que dependem dos dados populacionais para serem calculados.

Segundo a Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs), as novas bases de habitantes poderão afetar os cofres de 19 prefeituras. Outras seis, no entanto, podem ter a carteira reforçada.

— As pessoas buscam oportunidade. Enquanto o Litoral e a Grande Porto Alegre crescem, a Fronteira mingua. Isso interfere na economia e aumenta as desigualdades – diz o presidente da Famurs, Vilmar Zanchin.

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Porto Alegre: A Capital que parou em 2000

Porto Alegre tem cerca de 70 mil pessoas a menos do que o IBGE pensava. Essa é a diferença entre a estimativa de população que o instituto fez para a cidade no ano passado e os dados computados pelo Censo.

O resultado é que a Capital foi a metrópole que menos aumentou na década no país. Aliás, mal se pode falar em aumento. Na comparação com o Censo de 2000, Porto Alegre teve o acréscimo de apenas 5 mil pessoas, um avanço de 0,3%.

A estagnação se explica pelo rumo que a cidade tomou e pelo desenvolvimento de polos no Interior. No passado, a cidade crescia movida pelos migrantes que chegavam de todos os cantos à procura de emprego na indústria ou de escolas e faculdades.

De lá para cá, as fábricas foram embora, e o Ensino Supeiror espalhou-se pelo Estado. O fluxo migratório se inverteu. Milhares de moradores de Porto Alegre foram morar nos municípios vizinhos, onde estão os empregos industriais. A Capital virou uma espécie de cidade-dormitório para parte de sua população: todos os dias, cerca de 90 mil pessoas viajam a municípios próximos para trabalhar.

Outro fator foi a debandada de pessoas cansadas da violência. Municípios menores da Região Metropolitana, como Nova Santa Rita, receberam uma avalanche de ex-moradores de Porto Alegre à procura de qualidade de vida.

Zero Hora
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&section=capa_offline

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Categorias:Demografia

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56 respostas

  1. a materia e sobre porto alegre e alguns aqui tem que comparar Curitiba com porto alegre nada a ve não tem como comparar Curitiba com porto alegre já morei em porto alegre e moro em Curitiba, Curitiba com certeza no brasil e a cidade modelo não vejo cidade com a organização com a limpeza com a preocupação de ser ecologicamente sustentável como eu vejo por aqui, aqui em Curitiba ate pra vc perga um ônibus eles fasem fila e esperao a vez , Curitiba tem seus problemas sim mais comparados ao resto do brasil são bem menores ,POA tem seus encantos mais compara com Curitiba que e uma cidade bem planejada e maior que POA não tem sentido ……………

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  2. Segundo dados do IBGE , o pico populacional de Porto Alegre será atingindo em 2016 , o que é um fato negativo. Não há exemplos mundo a fora de cidades que viveram bons momentos econômicos após registrarem decréscimos populacionais. O problema de POA aumenta a medida em que não há dinamismo econômico na Região Metropolitana.

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  3. bom eu vou falar o que penso talvez muitos que foram embora de poa se mudou para pequnas cidades do rs pelo menos o rs naodeixou de arrcadar impostos mas aqui no pr em algumas cidades tambem diminuiu habitantes eu moro em uma cidade pequna de 18000 e agora tem 15000 habitantes muitos estudam e vão procura opurtunidade em lugares grandes

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  4. Só uma observação… Não é só em SP que as áreas mais ricas crescem menos. É que só em SP foi feito um estudo minuscioso sobre isto, mas é uma tendência natural em qualquer parte e isto não quer dizer que as pessoas estão indo embora, mas que estão tendo menos filhos ou vivendo sozinhas mesmo, diferente das áreas mais pobres… E mesmo nas áreas mais pobres (aqui em SP) o crescimento populacional despencou nos últimos 10 anos!

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  5. Acho inútil comparar POA com outras cidades do país. Temos que comparar com o resto do mundo desenvolvido. E POA INSISTE em não se desenvolver em várias áreas onde o desenvolvimento É POSSÍVEL!

    Os gringos continuam a vir pra POA e achar a cidade feia. Pois o centro continua decadente. Os turistas continuam a chegar e a não ver nenhuma opção cultural no cais. Os porto alegrenses INSISTEM que a cidade já está boa do modo que está, pois tem o por do sol, e não precisa de mais nada. E os turistas de fora veem é uma orla NÃO urbanizada, feia e não aproveitada.

    Vamos exportar a burrice agora para o resto da região metropolitana, começando com a proibição da importação das girafas para o zoo de Sapucaia… “as girafas devem ficar em seu ambiente natural!” brandam os retrógrados… apesar que são girafas nascidas em cativeiro na Africa do Sul…

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  6. Ok, Gilberto. Podemos agendar um encontro pra ver o que pode ser feito. É inaceitável que com o DMLU e mais todas as terceirizações da coleta de lixo em POA, a cada dia nossa cidade esteja mais suja. Temos que cobrar ações objetivas da Câmara de Vereadores e do Executivo.
    Fotos são contundentes..elas nunca mentem. Os textos podem deixar comigo. Precisamos de alguma visibilidade para que nossos pleitos sejam levados em alguma consideração.

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  7. Porto Alegre é a cidade que tem menos favelas e população vivendo nelas entre as maiores capitais.
    Conheço Curitiba de cabo a rabo. Principalmente “procurando pêlo em ovo”, pois conheci a cidade por várias vezes procurando locações para filmar comerciais. A cidade só me impressionou nas áreas nobres. Saindo delas e não muito longe delas, até os Diretores e Produtores curitibanos me diziam “essa é a verdadeira Curitiba”.
    Aliás, não é comum conversar com curitibanos e arrancar deles essas informações sobre a cidade. Não conseguem entender tamanho “fascínio” pelo resto do país com os problemas que eles frenquentam no dia a dia. Marketing. E eu não duvido nenhum pouco do poder do Marketing.

    Ninguém aqui fica babando ovo e ofendido quando a cidade é atacada desse jeito. As pessoas, eu principalmente, daqui, só não gostam de exageros e chutômetros.
    Tu apareceu com um monte de informação de 1991 chutando que por ter mais favelas hj, a população de favelados praticamente deve ter dobrado. Não é bem assim.
    Muitas dessas favelas contabilizadas são cantinhos pequenos, espremidos em lugares “nobres” ou no centro, como a Vila dos Papeleiros, como aquela minúscula que tem pertinho do Bourbon Shopping…Perto de cidades inteiras de outras metrópoles, Poa está “bem servida” por favelas, se é que isso é possível.

    Niguém tá negando que isso deve ser combatido e resolvido. Só que não é verdade que 50% das pessoas de Poa vivem em Favelas. Na última vez que eu tive um dado era próximo dos 15%, o que me incomodou muito. Não meu ego portoalegrense e sim o fato de achar esse número horroroso ainda assim. E esse dado é bem mais recente. Trabalho com a conta da Prefeitura de Porto Alegre na agência de propaganda deles. E tenho acesso a um mundo de informações desse tipo.
    Que, mesmo estando na casa dos 15%, ainda assim, algumas dessas “vilas” são bem decentes. Principalmente se comparando com cidades como Rio, SP, Vitória, Salvador, Fortaleza e BH, só pra citar as maiores.
    Cito o exemplo de uma tia, que era casada com um tio falecido. Ela mora na Restinga e adora. Já fui algumas vezes na casa dela, naquelas churrascadas de família, regada a muita bebida e…banhos de piscina. Não piscina plástica, piscina de fibra! Casarão, assim com mais alguns nas redondezas. Não digo que ela é rica, porque não é. Mas quando cita-se alguma família de favela logo se imagina um barraco de madeira e latas de óleo, sem estrutura e saneamento básico.
    Ela tem carro, casa com 3 quartos, um belo pátio com piscina, TV a cabo, notebook… Costuma usar ônibus pra não gastar gasolina, viaja sempre que pode..
    Tenho familiares no Jardim Leopoldina, na Parque dos Maias e Passo das Pedras.
    Todos vivem simplesmente, mas beeeem, mas beeeeeeeeeeem melhor que qualquer favelado do centro do país.
    Mas isso quer dizer que está ótimo? Claro que não. Que pode melhorar? Claro que sim.
    Só não vamos fazer da nossa cidade o patinho feio das metrópoles do Brasil porque ela tá mais pra cisne.
    Em tempos: concordo com você que o número de mendigos aumentou. Mas não o de favelados.
    A diferença é que se vc ir atrás dos cadastros sobre indigentes na capital verá que a grande maioria, quase sua totalidade, está ligada diretamente ao vício de crack e outras drogas. São pessoas que perderam tudo pras drogas ou que foram abandonadas pela própria família. E essas pessoas foram morar no “nosso jardim”, onde é mais fácil praticar pequenos furtos ou mendigar algum tipo de alimento.
    As estatísticas comprovam que as grandes favelas de 20 e 30 anos atrás, se não deixaram de ser favelas, melhoraram. Qualquer um que circule na Vila Cruzeiro, Passo das Pedras, Restinga e outras e comparam, percebem que um mínino de melhora aconteceu. Seja urbana ou nas moradias mesmo.

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  8. “Sugestao deste editor do blog : a porta é a serventia da casa. Saia da cidade.”

    Eu já tinha alertado às pessoas, que invariavelmente sempre quando alguém critica Porto Alegre, não tarda a aparecer alguém que diga: Se tu não gosta de Poa, se mude. Você acabou de provar isso.
    Eu estou aqui debatendo e trazendo uma visão da realidade urbana de Poa. Ao contrário, algumas carolas de quermesse (você é uma delas), primeiramente nega os dados oficiais do IBGE que eu colei o link pra todo lerem.
    Em segundo lugar, Porto Alegre de 2001 tem mais de 400 favelas.. Porque? Porque a miséria aumentou….e os bolsões de pobreza naturalmente aumentaram. Isso é FATO….não é chute.
    Em terceiro lugar, eu, como sou homem de AÇÕES, fiz e refaço aqui um convite a todos do blog portoimagem…para que façamos uma visita á Câmara de Veereadores cobrar por uma cidade menos indecente. Me pronfitico a escrever um arrazoado endereçado aeles, entregar em mãos, o Gilberto poderia contribuir com fotos e todos os demais participantes do blog poderiam de algum modo ajudar…seja acompanhando a visita à Câmara ou de outro modo qualquer. Eu só não quero é viver numa cidade suja e luto por melhores condições de urbanização e humanização.
    Sinta-se você também convidado a participar desta ação em prol de Porto Alegre.

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    • Augusto, achei muito interessante a tua sugestão e oficialmente em nome do Blog, aceito. Para isso temos que nos reunir, nós do Blog com quem mais quiser mais e providenciarmos algo neste sentido. Vamos levar adiante esta idéia. Não basta só discutirmos aqui no Blog, temos que agir, pois se nós não agirmos, quem vai agir.

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