Capital discute novo projeto para a rótula da Nilo Peçanha

A novela sobre o que deverá ser feito para resolver os problemas de mobilidade urbana na rótula localizada na avenida Nilo Peçanha, na zona Leste de Porto Alegre, teve mais um capítulo ontem. O prefeito José Fortunati instalou um grupo de trabalho que tem como objetivo analisar as mudanças que deverão ser feitas no local. A comissão é formada por representantes da comunidade, de órgãos da prefeitura e do Ministério Público Estadual (MPE). Com os debates, a prefeitura admite aceitar alterações no projeto original apresentado em agosto.

“Temos um grande nó de mobilidade urbana naquele ponto. Preparamos um belo projeto que não foi executado por falta de uma empresa interessada na licitação. Já que isso não aconteceu, nada melhor do que chamar a comunidade para discutir conosco se existem outras opções”, afirma o prefeito. A ideia é que os debates do grupo de trabalho não se arrastem por muito tempo, o que atrasaria ainda mais a execução das obras.

O projeto apresentado pela prefeitura prevê a implantação de semáforos naquele ponto, permitindo aos motoristas a conversão à esquerda da rua Carazinho para a avenida Nilópolis, e conversão da rua Carlos Trein Filho para a Nilo Peçanha, sentido Centro-bairro. O movimento da Nilópolis para a Carlos Trein Filho acontecerá pela travessa Cel. Antônio Carneiro Pinto e pela Carazinho.

O objetivo da intervenção é reduzir em até 80% os congestionamentos na região da rótula, onde circulam aproximadamente 61 mil veículos. O edital para as obras foi publicado na edição do dia 24 de agosto do Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa), mas, como não houve interessados para a realização das mudanças, a prefeitura cogita até, dependendo do tamanho das alterações que deverão ser feitas no local, fazer as obras por conta própria.

“Vamos discutir a busca pela solução mais organizada. Espero que avancemos com muita rapidez. Pretendemos discutir alternativas ao projeto e, também, como obter recursos para realizar se não seguir o que previa o texto”, diz Fortunati. A Associação dos Moradores do Bairro Bela Vista (Amobela) é contrária à retirada da rótula, o que classifica como um “retrocesso”. Conforme o prefeito, o objetivo é de que se busque uma solução tecnicamente viável e que agregue os interesses dos lojistas, dos moradores e dos motoristas que trafegam pela região. “É importante que façamos uma discussão ágil e com a maior participação da comunidade possível”, enfatiza Fortunati.

Jornal do Comércio
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=46155

 

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Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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5 respostas

  1. Concordo, Getúlio. Quando não se quer fazer nada e lavar as mãos (tirando o peso da decisão dos ombros), se faz uma enquete, um plebiscito, uma consulta pública, um Grupo de Trabalho e coisas similares. As pessoas responsáveis pelas decisões já não têm mais culhões para fazer o que deve ser feito. Estão sempre delegando suas responsabilidades..e pior ainda; adotando medidas demagógicas e eleitoreiras como o tal Orçamento Participativo e a consulta popular, como no caso do pontal do estaleiro. (além de torrar nossa grana num sistema especial de votação específica ao caso, que pagaram ao TRE).
    Quanto mais gente opinando (inclusive quem não entende nada da parte técnica da coisa), mais porcaria e mais enrolação aparece.
    Que a prefeitura se reúna com meia dízia de técnicos da SMOV e EPTC e >>>>DECIDA<<<< o que fazer. Não tem nada que ficar pedindo opiniãozinha daqui e dali.
    Se o Executivo tem convicção no projeto escolhido, que o realize…..cao contrário, que enfie a viola no saco e nãotoque mais no assunto.

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  2. A cidade do assembleismo, ja se elege os governantes para decidirem os rumos da cidade, ainda inventam essas eternas discussões para não fazerem nada.

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  3. É preciso montar Grupos de Trabalho para semaforizar um cruzamento?
    Excetuando-se semáforos e rotatórias…só há mais um outro modo de lidar com um cruzamento conflituoso > passagem de nível. É a alternativa mais cara (muito mais cara)…mas é a alternativa definitiva. Bem..cabe ao poder público decidir e pesar os prós e contras.

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  4. Contratem a Pepsi !!! Ela já tem know-how em incentivar discussões, como no “plebiscito” que inventou pro povo discutir se quer segurança, ou beleza, ou esporte na Redenção.

    “Pespsi pergunta: o que você quer para a Nilo?”

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  5. Como se discute nessa terra. Milagre que ainda não fizeram um plebiscito. Menos mal que é pra polemizar, discutir & discutir sobre a rótula. Porque quando é pra polemizar, discutir & discutir sobre investimentos como o Pontal, o resultado é triste.

    Aliás: quantas “conversas cruzadas” ou “polêmicas” já houveram na TV Com e RádioGaúcha sobre a Rótula? Nenhuma???

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