Estas casas tem valor histórico ?


Estas fotos foram tiradas por mim, Gilberto Simon.

Elas realmente precisam ser preservadas ?

Sou totalmente a favor de preservar patrimônio histórico, sem dúvida !

Mas patrimônio histórico classificado como tal, pela Equipe de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da Prefeitura de Porto Alegre (EPHAC). Mas estas casas realmente são patrimônio ou apenas casas bonitas que alguns acham que deva ser preservada ?

Não podemos comparar casarões históricos, como os da Independência, com estas “casas bonitas” da Rua Luciana de Abreu.

Que critério usar ? 

Casas simplesmente bonitas devem obrigatoriamente ser preservadas ou o seu dono tem total liberdade para demolir ou não ? Esta é minha dúvida.

Não estou pedindo que todos concordem comigo, só estou mostrando um outro lado sem critérios subjetivos e sentimentais.

Reconheço que uma delas, com arquitetura bem interesante, a terceira foto de cima pra baixo, branca com aberturas marrons, poderia ser preservada. Já as demais não sei.

Texto editado pelo autor em 27/11/2010



Categorias:Prédios

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25 respostas

  1. Gilberto, tinha visto essa discussão na época, mas somente esta semana conheci melhor o movimento Moinhos Vive:
    http://moinhosvive.blogspot.com.br

    Eles realmente estão lutando para preservar esse conjunto de casas, segundo o movimento, elas teriam um valor para preservar:

    “De acordo com o Ministério Público, o prédio número 272 é um palacete característico do Moinhos de Vento, projetado em 1929 pelo arquiteto austríaco Egon Weindörfer, um dos introdutores da arquitetura moderna em Porto Alegre. Os outros cinco casarões geminados, entre os números 242 e 266, são do arquiteto alemão Franz Filsinger, que trabalhou com Theodor Wiedersphan, um dos mais importantes arquitetos da história do Estado.
    São residências de 1930, construídas para mestres cervejeiros que vieram da Alemanha trabalhar na Cervejaria Becker – que depois se fundiu com outras cervejarias, dando origem à Continental e mais adiante à Cervejaria Brahma.”
    http://moinhosvive.blogspot.com.br/2007/04/relembrando-polmica-das-casas-da.html

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  2. Caro Gilberto, parabéns pelo Post! Muito boa discussão. É importante que todos demonstrem sua opinião. Afinal o patrimônio tem o objetivo de resgatar a nossa história, pois somos feitos dela.
    Este casario tem valor histórico e arquitetônico para o bairro, sim. Pois fazem parte do tecido urbano do bairro. Para quem ainda não viu, há um movimento chamado Moinhos Vive, que luta pela preservação dos casarões deste bairro e que muito já fez para salvaguardar o patrimônio da região. Para não acontecer como no bairro Cidade Baixa, em frente ao Nova Olaria, que construiram um prédio de 19 andares, descaracterizando seu entorno e acabando com uma árvore nativa que servia de rota importante para aves dos parques da Capital. Um bairro com características lineares, com casarios em fita e prédios baixos.
    O que é necessário neste caso da rua Luciana de Abreu, é dar um uso adequado aos casarões e um belo restauro. Muito do charme das ruas destes bairros se deve a estes conjuntos
    arquitetônicos, como no caso da Barão de Santo Ângelo.
    Como cita acima, Jorge Luis, existem outros valores em questão. Antes de se tombar um bem imóvel muitos aspectos são coniderados, além de um aprofundado levantamento feito na edificação e seu histórico.
    Quanto aos Goldztein, não importa qual a construtora, mas sim suas intenções. deve-se considerar o entorno sempre. E esta construtora em especial, como alguns amigos mencionaram, nem de longe é barateira! Muito pelo contrário! Mas não é essa a questão.

    Parabéns, novamente!!!

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  3. realmente esta resposta foi p a jake

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  4. Não podemos esquecer que os casarões da Independência, assim como outros espalhados pela cidade também já foram considerados apenas “casas bonitas”, ou até muitas vezes de gosto duvidoso.

    Com certeza estas casas bonitas daqui algumas décadas, ou até mesmo menos, caso sejam conservadas, com certeza também serão considerados casarões históricos.

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  5. Mas esse assunto só está em destaque pq o CP em represalia a Goldsztein, q não anuncia nos veículos da Record, está tentando criar uma imagem ruim pra construtora. Tanto q se trata de um projeto de 2002. Como faz falta um bom jornal em Poa.

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  6. Acho a discussão válida, sim. Será que é patrimônio?

    Não sei responder no momento. Se está havendo discussão, acaba já sendo um bom embasamento: o reconhecimento popular é importantíssimo.

    Tudo precisa ser pesad0 com muito cuidado. Patrimônio histórico não é só valor arquitetônico! Essas casas realmente não parecem ter tanto deste valor, mas ‘podem’ ter outros. Formam paisagem urbana? São referências? São documentos históricos importantes de determinado período?

    Acho que a pergunta mais fácil de responder é o título deste post. É óbvio que tem valor histórico. Qualquer prédio desta época tem valor histórico. Mas pode não ter valor arquitetônico, pode não ser referencial urbano, etc. Mas é documento histórico. Vale a pena preservar?

    Afinal, pode ser que realmente não seja patrimônio. Discussão muito válida, pena que conduzida de forma tão rasa.

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