Porto Alegre é a cidade com maior incidência de câncer no País

Porto Alegre, Goiânia e São Paulo foram as cidades que registraram mais casos de câncer, tanto em homens quanto em mulheres. Os dados constam no quarto volume da série Câncer no Brasil – Dados dos Registros de Base Populacional, que o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou nesta sexta-feira (26).

A capital gaúcha foi o município com a maior média de incidência da doença no período analisado, entre 2000 e 2005. Entre os homens, foram registrados 404,16 casos por 100 mil habitantes. No público feminino, foram 286,18 por grupo de 100 mil.

Goiânia e São Paulo registraram mais de 300 casos por 100 mil habitantes. A menor taxa de incidência foi observada em João Pessoa (182,42 entre os homens e 177,45 entre mulheres).

De acordo com a publicação, os tipos de câncer mais frequentes nos homens são os de pele (não-melanoma), de próstata e de pulmão. Já nas mulheres, os mais registrados são os de pele (não-melanoma), mama e de colo do útero. Outro dado da publicação, é que cerca de 44% do total de tumores registrados são do tipo chamado in situ – que se tratado adequadamente tem chance de cura de quase 100%.

A pesquisa apresenta a incidência de diversos tumores em 17 cidades, sendo 16 capitais. Os dados têm o objetivo de identificar os principais tipos de câncer que afetam as populações das cidades que monitoram os casos da doença. As informações são usadas para planejar ações de prevenção e detecção precoce.

A divulgação da pesquisa marca as ações do Dia Nacional de Combate ao Câncer, que será comemorado amanhã (27). A série Câncer no Brasil – Dados dos Registros de Câncer de Base Populacional foi lançada pela primeira vez em 1991. A expectativa é que a próxima publicação da série seja divulgada no prazo de cinco anos.

Agência Brasil

Jornal do Comércio

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21 respostas

  1. Eu creio que o fator LATITUDE do RS também colabora um pouco para a alta incidência desse câncer, porque Porto Alegre tem mais insolação no verão que o restante do Brasil, cerca de 14 horas, e no caso agricultores, pedreiros, todos aqueles que se expõem ao sol nesse tempo, têm mais chances de adquirir essa moléstia. No inverno é sempre frio e no verão a gente quer aproveitar mais… Mas certamente a genética, o tabagismo e o desuso de protetores solares também ajudam a aumentar ainda mais esse índice.

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  2. Olha, o que menos vejo de sujeira na rua é cigarro, a maior parte é lixo mesmo, ou cocô de cachorro. Mas eu sei que quando eu era fumante eu fazia isso por que não existem cinzeiros, e se jogar a bituca no lixo pega fogo.

    E os fumantes pagam bastante impostos pelos seus cigarros, essa história de sistema público de saúde é balela. Nosso sistema é de uso livre e gratuito, seja para fumantes ou outros viciados, pessoas normais ou traficantes.

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  3. O problema de quem fuma nao e’ so’ deles. A maioria dos fumantes joga o resto do cigarro no chao, por exemplo, o que suja a cidade e ajuda a entupir os bueiros. Os fumantes tambem utilizam o sistema publico de saude quanto tem problemas decorrentes do fumo. Entao, essa historia de “cada um na sua” nao funciona no caso dos fumantes.

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  4. É preconceito que existe em volta sim, hoje em dia quem fuma lá no seu cantinho, fazendo mal para si mesmo apenas é mal visto inclusive em ambiente de trabalho. Como aparentemente nunca foste fumante e eu já creio que sei melhor sobre isso.

    Em relação aos malefícios, repito que não nego que eles existem (tanto que larguei o vício). Mas se faz um escarcéu em volta do cigarro e nada ou muito pouco se fala em relação inclusive a outras drogas (como álcool) ou a questões públicas como a qualidade de nosso ar e água (aliás acho que só eu falei nisso). Por exemplo, pouco se falou historicamente sobre o diesel entupido de enxofre que a petrobrás ao menos vendia no Brasil até agora há pouco.

    E sim, se fuma horrores na Europa (Itália por exemplo) e a expectativa de vida é alta por lá. Sinceramente, acho que o cigarro prejudica muito mais a qualidade de vida do que a longevidade.

    E sobre o que falaram logo aqui? Claro, do cigarro.

    Mas eu sei que é uma discussão em vão. Assim como no passao fizemos o erro de criar um glamour em volta do cigarro, agora estamos pecando no sentido contrário.

    Vi acima algum post querendo pôr algum ar de “verdade absoluta” na medicina, mas a vida não é tão simples. Vamos nos lembrar que a ciência erra também, mas ela é o que temos de melhor. A medicina já sugeriu até sanguessuga e eletrochoque como tratamento médico, certo? 😉

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  5. Realmente o nosso inverno úmido é complicado.

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  6. Bom…eu nao fumo e numca fumei, jamais tentei fumar. So’ que tmbm nao me importo se os outros fumam cada um cada um nao e’.

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  7. Em Medicina nenhum conhecimento pode se basear no mero achismo, tem de haver estudos grandes com anos de seguimento, realizados dentro de padrões adequados de metodologia. Ninguém simplesmente chega e diz “o tabagismo é fator de risco para câncer e doenças cardiovasculares” e todo mundo diz amém. São necessárias provas concretas e elas estão aí à disposição para qualquer um ler. Procurem o New England Journal of Medicine, o Lancet, o BMJ entre vários outros onde estes estudos sobre os efeitos do tabagismo foram publicados.

    Quanto ao que o Phil falou sobre inverno frio e úmido, realmente isso explica o grande número de pacientes nas emergências, especialmente nos meses frios, com infecções respiratórias, asma e DPOC exacerbados. No entanto isso não tem absolutamente nenhuma relação com câncer. Quanto aos europeus fumarem mais, não posso afirmar, não tenho nenhum dado concreto, mas devemos lembrar que o cigarro é um fator de risco para estas doenças – nunca ninguém disse que quem fuma terá câncer de pulmão com 100% de certeza, até mesmo porque vários fatores se entrelaçam na gênese do câncer.

    Agora desculpe desiludir os que querem minimizar os efeitos deletérios do cigarro, pois isto já está bem estabelecido, e relembrando, estabelecido a partir de dados concretos, não suposições.

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  8. Ah, antes que alguém me rotule de alguma coisa, sou a favor de proibir fumo em locais fechados sim pois é uma questão de saúde dos que não fumam. Mas o que cada um faz com sua vida é problema seu.

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  9. Gilberto, tua opinião é exatamente o preconceito a que me refiro. Mas na era do politicamente correto temos preconceitos politicamente corretos, é engraçado.

    Eu sou ex-fumante e não sou anti-tabagista.

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    • Não tenho preconceito algum contra fumantes, é um direito deles. Direito até que ele invada o meu de não fumar. Não tenho preconceito algum. Só sei que fumar é uma desgraça e as pessoas estão se matando e também aos outros que estão por perto. Apenas isso. Abraço.

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  10. Eu prometo que visitarei vocês no hospital quando estiverem com câncer de pulmão ….

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