Polêmica na retirada de areia para construção civil

Mineradores pedem mais extração Crédito: divulgação / cp

O ritmo acelerado do crescimento da construção civil – em decorrência das obras que integram o PAC e a Copa do Mundo de 2014 – causam preocupação pela possibilidade de faltar areia. Para o presidente da Sociedade dos Mineradores de Areia do Rio Jacuí (Smarja), Sandro de Almeida, a solução é liberar a extração do minério, com rigor ambiental, no Guaíba. “Onde tem desenvolvimento, tem areia. A extração no Guaíba, que no passado foi vital para grandes obras viárias em Porto Alegre, como a construção de avenidas, perimetrais, prédios, parques e até mesmo o Estádio Beira-Rio, pode voltar a ser uma alternativa viável”, acrescentou Almeida.

A Smarja é pioneira na busca de licenciamento para minerar no Guaíba, já tendo aprovação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima). No momento, aguarda a realização de audiência pública para análise de seu projeto. Hoje, há 274 pontos de extração de areia no RS, onde atuam 99 empresas, gerando 5 mil empregos diretos. Porém, somente para o projeto inicial da BR 448 (Rodovia do Parque) será necessária a quantidade de 1,850 milhão de metros cúbicos.

 Correio do Povo

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Categorias:Meio Ambiente

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8 respostas

  1. A extração da areia tem que ser feita de maneira adequada para não danificar o solo e os rios, assim como a extração do minério tem que ser feita cuidadosamente para não prejudicar o meio ambiente.

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  2. a areia se for extraída de maneira correta como manda as leis não afeta tanto o solo
    mas se for extraída por dragas de sucção vai destruir tudo igual ao vídeo do nosso amigo
    mostra e a mesma pessoa que quer extrair areia do rio guaiba é a mesma que destruiu o rio jacuí que aparece no vídeo o guaiba não deve ser usado como areá de extração por que as dragas de alcatruz( dragas 80%) menos nocivas aos rios não podem trabalhar no guaiba so pode trabalhar no guaiba as dragas de sucção(100% destruidora de rios) essas dragas tem que ser exterminada dos nosso rios se quisermos que nosso netos os conheção diga não a sucção e sim aos tempos antigos diga sim as dragas de alcatruzes.

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  3. Fiz um novo filme para mostrar como a extracao sem um manejo adequado pode ser destrutiva ao meio ambiente, impacto ambiiental tudo causa ate ir ate de uma esquina a outra, mas podemos amenizar os estragos, o que estas empresas que estao ai hoje nao pensam, apenas querem o lucro, no caso da retirada do rio jacui apos acabar a areia no meio do rio estes empresarios nao pensaram 2 vezes e buscaram retirar areia das margens, causando estas estragos irreparaveis a natureza, devemos nos concentrar nisso quem nao respeita a natureza tem que perder o direito de explora-la, deixo mais um filme que fiz, pois estou empenhado em combater estes mal exemplos,
    muito obrigado

    alexandre macedo

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  4. Uma forma de reduzir a dependência da areia na construção civil seria o uso de madeira (proveniente de áreas de manejo devidamente certificado) ao invés de alvenaria em vários desses projetos governamentais de habitação popular. Já até imagino que algum falso moralista esquerdopata vai querer arrancar o meu couro por tal declaração, dizendo que isso é pensamento de “burguês”, “classe-média-decadente-que-não-aceita-a-ascensão-econômica-dos-pobres”, ou outras manifestações de ranço ou revanchismo doentio típicas deles, mas eu não deixo de encarar isso como uma opção viável pelo custo e pela facilidade em se executar obras em madeira (poderia ser usada até mão de obra ociosa das próprias comunidades beneficiadas pelos programas habitacionais). Até nos Estados Unidos, alvo de severas críticas por esses fãs do “north-korean way of life”, ainda se usa bastante a madeira (ou derivados misturados com resinas plásticas) na construção de casas, inclusive pela classe média.

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  5. Olhem o que esta empresa fez no Rio Jacuí…

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  6. Sem se identificar com o nome verdadeiro, fica sem o menor sentido a sua “explicação técnica”. Este estará sendo o seu último comentário com este pseudônimo. Eu enviei e-mail para o seu e-mail cadastrado e não obtive resposta. Portanto, tanto o nome como o endereço de e-mail são falsos. Sinto muito. Deletarei todos daqui a pouco. Vão junto todas as respostas e referências ao seu “nome”. Assim como todos os demais com este nome serão tratados como spam a partir de agora. Gilberto Simon. Administrador do Blog.

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  7. Eu não falei sobre materiais de construção serem lançados no lago, mas outros tipos de resíduos sólidos e que, de fato, poderiam ser aproveitados ao menos para substituir parte da areia. O plástico das garrafas pode ser “pelletizado”, assim como resíduos de vidro poderiam ser triturados, e usados para substituir ao menos parte da areia em algumas aplicações. Em vários outros países se usa materiais reciclados misturados ao concreto, enquanto em território brasileiro isso ainda só ocorre em escala experimental. Um exemplo é a China onde se usa até fibra de maconha na construção civil. Mas até que não seria uma idéia das piores aproveitar alguns entulhos de obra (cacos de tijolo e de azulejos) para substituir parte da areia na produção de concreto e argamassas.

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  8. Além da areia, que pode ser retirada de forma controlada para reduzir o assoreamento tanto do Guaíba quanto de outros cursos d’água ao redor do estado, poderiam ser aproveitados alguns resíduos na construção civil, consequentemente diminuindo a demanda por areia. Não é difícil encontrar lixo lançado intencionalmente dentro de rios ou que acabem indo por meio de galerias pluviais, de garrafas PET a estilhaços de vidro (ou acrílicos), que poderiam substituir parte da areia.

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