Poluição – Porto Alegre pede socorro

Nível da poluição na Capital é ”alarmante”

O elevado nível de poluição do ar em Porto Alegre tem preocupado especialistas. O prognóstico de aumento dos índices ao longo dos anos pode refletir na saúde da população. O tema foi abordado na palestra “Poluição do Ar e Efeitos Sobre a Saúde”, ministrada pela professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Cláudia Rhoden, no evento Saneamento em Foco, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) no Salão Nobre da Federasul.

Segundo a especialista, a qualidade do ar em Porto Alegre é mais preocupante no inverno. De seis capitais brasileiras pesquisadas recentemente, a gaúcha fica atrás somente de São Paulo no nível de poluentes na atmosfera. “Estamos em um estágio alarmante. É necessário uma nova política de gestão para enfrentar esse problema, pois o prognóstico é de aumento cada vez maior da frota de veículos”, destacou.

A professora realizou uma série de trabalhos que apresentaram resultados preocupantes em relação à saúde da população. Conforme Cláudia, o nível de material particulado (poeira) contido na atmosfera de Porto Alegre pode causar danos até no cérebro. “É uma substância que é inalada pelas pessoas e que pode circular no sangue, chegando ao cérebro, o que pode gerar sérios problemas comportamentais”, alertou Cláudia.

Em abril deste ano, em trabalho solicitado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), a UFCSPA apresentou dados que colocaram o bairro Humaitá como o de pior qualidade de ar de Porto Alegre, superando o Centro e a Rodoviária – áreas de grande movimentação de veículos. Amostras colhidas chegaram a apresentar 16 microgramas de partículas por metro cúbico de ar, enquanto o nível aceitável não pode passar de 10 microgramas. O levantamento foi feito em sete pontos da Capital com o objetivo de traçar um mapa de risco atmosférico para que sejam desenvolvidos programas voltados às pessoas com problemas pneumológicos. Crianças com menos de 5 anos, idosos e pessoas com doenças nos aparelhos respiratório e cardiovascular são os mais afetados com a poluição.

Segundo a presidente da Abes-RS, Nanci Begnini Giugno, embora a entidade mantenha seu foco na questão da água, também está preocupada com outros aspectos da temática ambiental. “Temos que pensar de forma integrada. Os fatores que oferecem prejuízo à população são muitos.”

Correio do Povo

Nesta foto, tirada na free-way dias atrás, percebe-se a camada mais densa de poluição sobre a cidade

 

Share

Anúncios


Categorias:Meio Ambiente

Tags:, , ,

11 respostas

  1. adorei só ñ entendi a parte da professora mas gostei Nível da poluição na Capital é ”alarmante”

    O elevado nível de poluição do ar em Porto Alegre tem preocupado especialistas. O prognóstico de aumento dos índices ao longo dos anos pode refletir na saúde da população. O tema foi abordado na palestra “Poluição do Ar e Efeitos Sobre a Saúde”, ministrada pela professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Cláudia Rhoden, no evento Saneamento em Foco, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) no Salão Nobre da Federasul.

    Segundo a especialista, a qualidade do ar em Porto Alegre é mais preocupante no inverno. De seis capitais brasileiras pesquisadas recentemente, a gaúcha fica atrás somente de São Paulo no nível de poluentes na atmosfera. “Estamos em um estágio alarmante. É necessário uma nova política de gestão para enfrentar esse problema, pois o prognóstico é de aumento cada vez maior da frota de veículos”, destacou.

    A professora realizou uma série de trabalhos que apresentaram resultados preocupantes em relação à saúde da população. Conforme Cláudia, o nível de material particulado (poeira) contido na atmosfera de Porto Alegre pode causar danos até no cérebro. “É uma substância que é inalada pelas pessoas e que pode circular no sangue, chegando ao cérebro, o que pode gerar sérios problemas comportamentais”, alertou Cláudia.

    Em abril deste ano, em trabalho solicitado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), a UFCSPA apresentou dados que colocaram o bairro Humaitá como o de pior qualidade de ar de Porto Alegre, superando o Centro e a Rodoviária – áreas de grande movimentação de veículos. Amostras colhidas chegaram a apresentar 16 microgramas de partículas por metro cúbico de ar, enquanto o nível aceitável não pode passar de 10 microgramas. O levantamento foi feito em sete pontos da Capital com o objetivo de traçar um mapa de risco atmosférico para que sejam desenvolvidos programas voltados às pessoas com problemas pneumológicos. Crianças com menos de 5 anos, idosos e pessoas com doenças nos aparelhos respiratório e cardiovascular são os mais afetados com a poluição.

    Segundo a presidente da Abes-RS, Nanci Begnini Giugno, embora a entidade mantenha seu foco na questão da água, também está preocupada com outros aspectos da temática ambiental. “Temos que pensar de forma integrada. Os fatores que oferecem prejuízo à população são muitos.”

    Correio do Povo

    Nesta foto, tirada na free-way dias atrás, percebe-se a camada mais densa de poluição sobre a cidade
    bjs ane

    Curtir

  2. Olá.

    Boa tarde.

    Gostaria de utilizar a imagem dessa matéria em um livro didático. Como devo proceder?

    Por favor, assim que possível entre em contato.

    Obrigada.
    Carol Bock
    iconografia15@moderna.com.br

    Curtir

  3. A questão do lixo espalhado pela cidade é mesmo um caso sério, Augusto. Embora alguns não concordem, ou finjam não concordar para parecer “politicamente correto”, uma parte do problema acaba sendo causada pelos carroceiros e outros catadores que fazem de calçadas verdadeiros “centros de triagem de resíduos sólidos” a céu aberto, rasgando sacos e espalhando lixo de uma forma até mais bagunçada que alguns cachorros de rua.

    Curtir

  4. Esqueceram de falar no lixo espalhado pela cidade. Que cidade mais suja esta.

    Curtir

  5. No Brasil ficamos reféns da Petrobras e dos usineiros, em termos de combustíveis para os automóveis, tanto que não se fala mais em incetivos a pesquisa e produção de carros eletricos ou híbridos.

    Curtir

  6. A questão dos carros flex beberrões, citados pelo Guilherme, é um problema que chega a ser vergonhoso. Ao invés de se buscar uma eficiência maior num único combustível, como nos antigos carros a álcool, se tenta “empurrar” um suposto meio-termo quanto à eficiência, mas o que normalmente acaba acontecendo é uma piora tanto no consumo comparado às versões somente a álcool quanto aos que rodam só na gasolina. São poucos os modelos que realmente não prejudicam o consumo tão significativamente. Caso se investisse mais em melhorias para o uso do diesel seria mais fácil implementar sistemas de pré-aquecimento das galerias de combustível (como o FlexStart que a Bosch havia fornecido para uma série especial do Volkswagen Polo) e injeção direta (alguns fabricantes acabaram deixando de oferecer esse sistema em modelos direcionados ao mercado brasileiro por considerarem a gasolina local inadequada devido ao alto teor de enxofre, ausente no etanol). Quanto à liberação de carros a diesel, um problema é o alto teor de enxofre e materiais particulados presente no diesel brasileiro (ainda assim mais baixo que o teor de enxofre na gasolina), mas o biodiesel e óleos vegetais brutos (tanto virgens quanto usados) são uma boa alternativa. No exterior não é tão incomum encontrar kits de adaptação para veículos a diesel rodar com óleo vegetal usado (ao contrário do biodiesel, o óleo bruto acaba necessitando ser pré-aquecido para funcionar bem em alguns motores).

    Curtir

  7. O governo federal tem que liberar mesmo os carros a diesel, mas enquanto isso não ocorre o poder público local poderia aproveitar e iniciar um projeto local de incentivo ao biodiesel e óleos vegetais como combustível para substituir o diesel (ou até mesmo alguns veículos leves usados em serviços públicos atualmente movidos a gasolina poderiam usar motores a diesel de fabricação local que entretanto estão mais direcionados à exportação, seria bom ver a Brigada rodando nuns Prismas com o motor 1.7 turbodiesel da Meriva), seria possível até aproveitar o fato de algumas vilas de Porto Alegre e cidades limítrofes terem um certo aspecto rural e, numa articulação com os poderes públicos desses municípios, gerar empregos localmente dentro das comunidades. Tanto o biodiesel quanto os óleos vegetais não emitem material particulado, e as plantações acabam atuando como “ralos de carbono”. Outra forma de reduzir a poluição seria o governo estadual oferecer redução de IPVA para veículos a gás natural (que pode ser parcialmente ou totalmente substituído por biogás oriundo de aterros sanitários e estações de tratamento de esgotos ou fossas sépticas) como ocorre no Rio de Janeiro.

    http://cripplerooster.blogspot.com/2009/08/biodiesel-uma-alternativa-ser-encarada.html

    http://cripplerooster.blogspot.com/2009/10/biodiesel-ou-oleo-vegetal.html

    http://cripplerooster.blogspot.com/2010/07/pq-o-interesse-por-biodiesel-e-o-uso-de.html

    http://cripplerooster.blogspot.com/2010/11/gas-opcao-natural.html

    Curtir

  8. Eu acho que o excesso de fumantes na cidade é o motivo da poluição 😀 😀

    Curtir

  9. Enquanto o governo não se preocupar com isso, não dar uma ajudinha para carros eletricos, não liberar os carros a diesel, não ter metrô, os onibus forem caros e desconfortaveis, os carros forem flex beberrões, isso vai continuar assim.
    Não tem jeito.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: