O aperto agora é no T11

Reportagem acompanhou o embarque de passageiros na linha que une zonas Norte e Sul. Usuários reclamam da superlotação.

Quem depende do T11 para chegar ao trabalho ou à escola trava uma batalha por espaço a cada manhã. A linha da Carris que percorre a Terceira Perimetral e une as zonas Norte e Sul registra aumento de passageiros a cada dia, e tem dificuldades para atender a demanda. Mesmo com ônibus articulados passando a cada cinco minutos, a viagem começa com o empurra-empurra à porta do coletivo.

– Pior ponto fica na Aparício

O assunto já foi tema da coluna Chamada das Ruas, do Diário Gaúcho, diversas vezes neste ano. O pior ponto seria a parada da Avenida Coronel Aparício Borges, esquina com Avenida Bento Gonçalves.

– O T11 está sempre lotado. No sábado, é ainda pior, a gente fica 15 minutos esperando na parada – conta o funcionário público João Carlos de Lima, 52 anos.

João conversou com a reportagem do DG na manhã de ontem. Ele não conseguiu pegar o primeiro T11 que chegou, lotado. Precisou esperar outro.

– Nem articulados resolvem

Já o gerente de posto de gasolina Emerson Weber, 37 anos, desistiu do T11. Prefere o T2.

– Já vi gente passando mal (por causa da superlotação) – lembra.

O gesseiro Daniel Weber, 30 anos, de Viamão, pega o T11 diariamente e conta que, de manhã, a superlotação é pior por volta das 7h30min:

– Nem os articulados dão conta. Tem dias em que não cabe mais niguém e ainda tem uns 30 de fora.

– O que diz a EPTC

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, afirma que a T11 é a linha com maior carregamento de passageiros de Porto Alegre. Ele explica que a parada da Avenida Coronel Aparício Borges, esquina com Avenida Bento Gonçalves, é bastante movimentada porque trata-se de um grande ponto de integração de várias linhas, que trazem usuários de bairros como Agronomia, Lomba do Pinheiro, Cefer, São José, entre outros.

– Estamos fazendo avaliações para identificar o ponto de maior carregamento (de passageiros) para incluir um ônibus vazio para melhorar o atendimento. Além disso, vamos incluir, a partir da próxima semana, mais dois ônibus na tabela para atender nos horários de pico – afirma.

– Painel de queixas

Além de diversas reclamações nas colunas do jornalista Antonio Macedo (3/6, 26 e 29/11), os usuários mandaram e-mails para o Diário Gaúcho:

“Pelo amor de Deus, melhorias na linha T11, Zona Sul. A situação está precária, qualquer dia vai ter morte dentro do ônibus.” – 18 de junho

“O T11 é desumano. Grávidas, idosos e crianças todos esmagados, parece sardinha.” – 19 de junho

“Os ônibus da linha T11 não têm horário para passar. A cada dia, vêm em uma hora diferente, e sempre superlotados em horários de pico. Há motoristas que agridem usuários verbalmente. Acredito ser por causa do estresse.” – 1º de julho

“Os constantes atrasos e a superlotação desses ônibus nos horários de pico é revoltante. É uma falta de respeito com o usuário.” – 15 de setembro

Números

Extensão da viagem do T11
– Norte-Sul: 22,4km
– Sul-Norte: 21,8km
– O tempo de viagem varia conforme o horário, mas fica em torno de 55min a 1h em cada sentido.
– Hoje a linha T11 transporta cerca de 20 mil passageiros por dia, em 189 viagens, sendo 93 Norte-Sul e 96 Sul-Norte.
Fonte: EPTC

Zero Hora

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Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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24 respostas

  1. Hoje 20/08/2012, fazem mais de 3 anos que pego o T11 e diariamente é assim de manhã e no final da tarde, tudo isso que citaram aí em cima, ainda bem que estou quase me mudando e não vou mais precisar pegar este onibus deprimente.

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  2. Ônibus urbano de 2 andares produzido pela Marcopolo em Caxias e exportado para a África do Sul

    Seria uma boa opção para Porto Alegre: o piso inferior perfeitamente acessível para deficientes físicos, e o piso superior possiilitaria uma redução significativa da superlotação nos corredores.

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  3. Tem quem acabe considerando menos pior tomar chuva numa Honda Biz que ficar prensado num T11… Enquanto não houver, efetivamente, uma mudança no transporte público, com o mínimo de higiene nos veículos e mobiliário urbano, e a superlotação não for evitada, vai ser sempre a mesma bagunça. Por mais que as empresas reclamem e considerem inviáveis, por mim poderiam até proibir o transporte de passageiros em pé (além dos articulados, eventualmente criticados por serem mais difíceis de manobrar e demandarem uma habilitação mais específica na CNH do condutor na categoria E, existe a possibilidade de se usar ônibus double-decker, que a Marcopolo até fabrica para exportação com um chassi nacional da Volvo ou da Tutto, mesma fabricante daquele chassi de 15 metros com 2º eixo direcional usado por ônibus híbridos em São Paulo) ou realmente haver um controle para evitar amontoamentos nos corredores dos ônibus.

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