ATÉ 2014 – Avenida deverá ter trecho rebaixado junto à Usina

Presidente João Goulart poderá ter trincheira de 150 metros de extensão

Sequência da Avenida Mauá, a Presidente João Goulart deve ter um trecho rebaixado nas proximidades da Usina do Gasômetro, na Capital. A obra, prevista no novo Plano Diretor, poderá ser custeada pelo consórcio que venceu a licitação do Cais do Porto, uma vez que permitiria a ligação a pé do Centro Histórico a um futuro shopping do empreendimento.

Se a obra viária sair do papel, os veículos que se deslocarem nos dois sentidos da Presidente João Goulart farão um “mergulho” ao lado da Praça Brigadeiro Sampaio. Chamado de trincheira pelos engenheiros, o rebaixamento de uma extensão de 150 metros possibilitaria a passagem de pedestres da praça ao shopping e à Usina por meio de um tapete de grama, sem a necessidade de disputar espaço com os carros.

O custo da intervenção é estimado em R$ 13 milhões e seria bancado pelo consórcio formado por empresas espanholas e brasileiras, de acordo com o prefeito José Fortunati. A expectativa é de que a conclusão ocorra antes da Copa de 2014.

Iniciativa de um grupo de trabalho da Secretaria do Planejamento Municipal (SPM), a ideia de rebaixar a avenida foi parar no Plano Diretor por meio de mobilização popular coordenada pelo Movimento Viva Gasômetro.

Coordenadora do movimento, Jacqueline Sanchotene explicou que, além do rebaixamento da avenida, que aparece no plano como Corredor Parque do Gasômetro, foi incluída na lei a criação do Largo Cultural junto à Usina. A intervenção prevê o alargamento das calçadas da Rua General Salustiano, entre Andradas e Duque de Caxias.

– A criação do parque e do largo será importante para a qualidade de vida dos porto-alegrenses e visitantes, que terão um local a mais para passear – afirmou Jacqueline, que estará quinta-feira na tribuna da Câmara de Vereadores para defender a implementação dos projetos e pedir apoio à recuperação das fachadas de seis imóveis antigos e à instalação de fios subterrâneos na General Salustiano.

Procurado por ZH para comentar o assunto, o arquiteto Paulo Kawahara, um dos responsáveis pelo projeto do Cais do Porto, informou, por meio de sua secretária, que estava ocupado para dar entrevista. O coordenador executivo do projeto, Edemar Tutikian, por sua vez, disse que não poderia falar no momento do contato.

Zero Hora

 

Share



Categorias:ORLA, Parques da Cidade, Projeto de Revitalização do Cais Mauá, Revitalização do centro

Tags:, , , , ,

17 respostas

  1. “a revitalização é necessária” – já é um passo adiante.

    Agora resta a questão do que fazer com esses armazéns ou que revitalização queremos para o Cais da Mauá? No meu ponto de vista existe espaço para quase tudo: cultura, entretenimento, lazer, comércio, serviços… e, se possível, com espaços 24 hs do dia a disposição dos cidadãos

    Curtir

  2. Esse negócio de “aspecto cultural” serve de pretexto para promover uma SUBcultura popularesca de gosto extremamente duvidoso. Daqui a pouco vão querer fazer baile funk nesses galpões…

    Curtir

  3. tA LA VEM ESSA GENTE QUERENDO TORNAR O CAIS EM UM SAMBODRAMO, NO MINIMO!!!

    Curtir

  4. É verdade, nesse período de 10 anos referido no comentário, houve a coexistência de atividades portuárias com atividades ligadas à arte, à cultura, à gastronomia, ao artesanato e assim por diante. E, realmente, boa parte dos “galpões” (arnazéns) foram utilizados para sediar tais atividades não portuárias. Vamos a outra questão técnica, sem entrar no campo da política, que oblitera a visão das pessoas e elas passam a ver a realidade através do seu “programa” (catecismo) – oa armazéns portuários do Cais Mauá foram concebidos e construídos para atender a carga geral fracionada (caixas, engradados, etc,), que hoje é transportada em contêineres (unitização das cargas). A carga que hoje freqüenta o porto da Capital é , fundamentalmente, a granel (fertilizantes), e na maioria das vezes não exige armazenagem de trânsito (a descarga é direta – navio, funil, caminhão), e vai diretamente para o destino. É o que acontecia no Cais Mauá. A revitalização dessa área é algo incontornável – os armazéns não se prestam mais ao atual estágio das cargas, não existe retroárea e a localização central é inadequada às operações portuárias desse tipo (carga geral unitizada e granel). Mas deverá ser útil, no âmbito da revitalização, para outras atividades de natureza portuária (embarcações de turismo e passageiros, por exemplo). A questão não é discutir se deve ou não haver a revitalização, até porque essa questão não suscita mais qualquer polêmica – a revitalização é necessária. A discussão é como fazer isso conciliando o interesse público (aspectos culturais, históricos, ambientais, legais, patrimoniais e sociais) com as demandas privadas. A discussão é sobre o modelo de reurbanização, é sobre o tipo de projeto a ser implementado.

    Curtir

  5. Politicagem esquerdopática é assim mesmo, ficam tentando tapar o sol com a peneira para embaçar projetos coerentes. E o pior é que mesmo assim conseguem travar o desenvolvimento da cidade com essa “argumentação” falsa baseada em rancores partidaristas. Eu mesmo já fui nuns galpões do cais durante a bienal de 2007.

    Curtir

  6. Cara, faz mais de 10 anos, no mínimo, que os galpões do Cais da Mauá são usados pela Feira do Livro e bienal do Mercosul, por exemplo. E passaram a ser utilizados por esses eventos culturais, independente de formalização legal, exatamente porque já não tinham mais funções portuárias.

    Curtir

  7. Uma informação (não há juízo de mérito) – A transferência oficial das operações portuárias, de carga e descarga de navios, do Cais Mauá para o Cais Navegantes, ocorreu em 25 de abril de 2005, em cerimônia política realizada no Pórtico Central com a presença do ex-governador Rigotto e do ex-prefeito Fogaça. Em razão do Cais Navegantes ainda não estar totalmente aparelhada para tal, essa transferência ocorreu de fato no início de 2006. Ainda assim, persistem algumas operações portuárias no Cais Mauá – atracação/desatracação de embarcações de turismo, da marinha, de barcaças mercantes, para fins de suprimentos, abastecimento de água e combustível, reparos e ações da vigilância sanitária (anvisa), da receita federal e da polícia federal. Então, as principais operações portuárias deixaram de ser feitas no Cais Mauá há cerca de cinco (5) anos, no máximo.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: