Aerolevantamento: Porto Alegre vista do céu

Mapeamento digital subsidiará renovação do cadastro de imóveis e projetos de infraestruturaCom investimento de cerca de R$ 23 milhões da prefeitura e parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), começa a tomar forma um novo retrato da Capital. Chamado de aerolevantamento, o projeto que consiste no mapeamento digital da cidade para subsidiar com dados a renovação do cadastro de imóveis e projetos de infraestrutura será apresentado hoje.

No Aeroporto Internacional Salgado Filho, o prefeito José Fortunati apresentará as primeiras imagens captadas nos voos realizados nos últimos dias. Além das imagens de 1982, quando foi feito o aerolevantamento anterior, e das de 2010, serão apresentados a aeronave e os equipamentos utilizados na captação das fotografias.

Professora da UFRGS, a engenheira cartógrafa Andrea Lopes Iescheck explicou que, além das fotos aéreas, a utilização de laser originará imagens em 3D dos volumes das construções e das superfícies:

– Além das fotografias aéreas digitais, foi feito um recobrimento a laser, uma varredura que permitirá mapear o relevo e o volume das edificações.

O mapeamento digital é uma das fases da modernização completa da base de dados urbanos que inclui ainda atualização da base cartográfica do município, hoje sustentada em sistema de 1903, e do cadastro de imóveis, revisado pela última vez em 1957.

O estudo terá como produto final um amplo banco de informações sobre o estágio de desenvolvimento de Porto Alegre, que embasará a definição de políticas públicas e o planejamento da cidade. O mapeamento envolveu cerca de 550 quilômetros quadrados de área, incluindo o território da Capital e seus limites com outros municípios.

– No ano que vem, a prefeitura começará a acessar um conjunto de imagens que serão estratégicas na orientação dos investimentos e obras que Porto Alegre receberá em atendimento às demandas do Orçamento Participativo e na preparação para a Copa – afirmou o secretário-adjunto da Fazenda, Roberto Bertoncini.

O projeto tem apoio técnico do Instituto de Geociências da UFRGS, e será desdobrado em um período de 30 meses para análises. A coordenação é feita pelas secretarias municipais da Fazenda e do Planejamento, e é executado pelo Consórcio Guaíba, vencedor da licitação.

A tecnologia

– As fotos foram tiradas com equipamentos a bordo de um pequeno avião
– Além das fotos planas, a utilização de laser originará imagens em 3D dos volumes das construções e das superfícies
– O estudo permitirá a identificação de imóveis não regularizados
– O levantamento poderá possibilitar o reconhecimento do território por um sistema de GPS

Zero Hora

 

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