CAMINHO PELA ÁGUA – Desencalha hidrovia Capital-Guaíba

Empresa que ganhou concessão do serviço assina contrato com o Estado segunda-feira e promete operar sistema até abril

Antiga reivindicação de moradores da Grande Porto Alegre, o transporte hidroviário de passageiros entre a Capital e o município de Guaíba está prestes a desencalhar. Após décadas de tentativas frustradas, a assinatura do contrato de concessão entre a empresa vencedora da licitação e o governo do Estado está prevista para segunda-feira, a bordo de uma das embarcações.

Ontem à tarde, o barco que receberá a governadora Yeda Crusius passava por retoques. Do tipo catamarã, com casco duplo, o veículo tem 18 metros e foi testado no Rio Jacuí. O modelo com capacidade para 120 passageiros oferece poltronas estofadas, TVs de LCD e ambiente climatizado. Os 15 quilômetros do percurso devem durar cerca de 20 minutos.

Com a assinatura do contrato, a Viação Tapajós e a CatSul, criada para operar o sistema, terão até 120 dias para colocar tudo em funcionamento. O prazo inicial de concessão é de 30 anos.

Estão previstas instalações junto ao Cais do Porto, na Capital, e à rodoviária de Guaíba, na zona central da cidade. Cada ponto receberá um píer flutuante. A intenção, segundo o diretor da CatSul, Carlos Augusto Bernaud, é que o transporte por água entre em operação em março ou em abril.

Na fase inicial, serão dois catamarãs em atividade. A expectativa é de que 2 mil pessoas usem o serviço diariamente. As passagens, conforme Bernaud, terão valor máximo de R$ 7. Gerente operacional da Expresso Rio Guaíba, Flavio Piccoli acredita que as pessoas continuarão optando pelo ônibus para pagar menos. Uma viagem na linha comum sai por R$ 3,05.

Bernaud reconhece que será difícil competir, já que o catamarã gasta 10 vezes mais em combustível do que um ônibus, mas afirma que serão criadas tarifas promocionais e bilhetes-integração. A aposta da empresa é de que a população prefira pagar um pouco mais para ganhar tempo:

– Pela água, não tem ponte.

Futuro secretário de Infraestrutura e Logística no governo Tarso Genro, o deputado federal Beto Albuquerque considerou uma boa notícia a implementação do transporte aquaviário.Lembrou que no governo Olívio Dutra a licitação não despertou o interesse do empresariado. Segundo ele, se o serviço der certo, poderá ser ampliado:

–Podemos ter uma ligação com a zona sul da Capital. Nossa torcida é para que dê certo.

Zero Hora

 

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Categorias:hidrovias

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20 respostas

  1. Por R$ 7,00 não vai dar certo.

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  2. “Se existe riscos prq vcs nao deixam QUEM IRA INVESTIR decidir isso?”

    Que eu saiba, ninguém aqui nesse tópico está contra os barcos. Apenas estamos analisando a viabilidade do investimento.
    Eu não tenho nada contra o investimento da Tapajós. Desejo muita sorte a eles porque sei de todas as dificuldades de se manter uma empresa.
    Nosso foco aqui é a escolha que os pasageiros vão fazer entre ônibus ou barcos.
    Olha…eu não quero ser o dono da verdade nem pretendo ser profeta arrependido…mas eu vou ficar extremamente surpreso se as pessoas optarem por ir de barco em vez do ônibus. Por esse preço anunciado, duvido muito.

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  3. No meu modo de ver, o transporte pública deveria ser financiado e/ou subsidiado pelo Poder Público, entretanto no Brasil (terra da injustiça, da incoerência e da falta de bom senso) ocorre o contrário, os governos cobram impostos sobre esse serviço público essencial.

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  4. Nao nescessariamente….fazia este trajeto todo final de semana….o onibus entra em guaiba, desce ate o rio guaiba, la e’ a parada, depois ou volta a POA ou segue ate’ barra do ribeiro, que por sinal ganhariam tambem, de qualquer forma independente de onde dessa, tens que ou caminhar ou pegar taxi ou como a maioria, sempre tinham alguem esperando com carro…guaiba nao e’ tao pequena assim. Barra do Ribeiro ganharia tambem, uma hora picos de la ate POA, de barco, ate guaiba 20 minutos dali seguiriam de onibus por baixo. levaria todo o trajeto 40 minutos. E esses marcos regulametorios ai, servem para impedir que qualquer outra oportunidade apareca para a populacao. Sempre os operadores de onibus ganham, o poder dessa gente ja esta se tornando supernatural.

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  5. Phil

    Primeiro: Não há só uma linha de ônibus para Guaíba!

    Segundo: O fim da linha do ônibus pode até ficar no mesmo lugar, mas como podes imaginar, o ônibus pode deixar o passageiro no meio do caminho, já o barco é meio arriscado! 😉

    Terceiro: Quando se dá uma concessão de um serviço público, cria-se uma série de restrições a outras pessoas que queiram operar serviços equivalentes.

    Quarto: Serviços que operam através de concessão pública tem regulamentação especial, cabendo ao Estado, quando não há equilíbrio nas contas subsidiar parte dos custos, logo infelizmente as coisas não são tão simples como colocas, não é como abrir um boteco e se o sujeito entra em falência o problema é dele.

    Quinto: Quando pegas um ônibus, um taxi ou uma lotação, estás pegando algo que é regulamentado pelo poder público, se fosse simples como colocas, “Deixar os caras fazerem quaisquer coisas” como ficaria confuso, as linhas de ônibus não teriam trajeto fixo, os taxis cobrariam de cordo com a cara do cliente, a lotação daria uma voltinha a mais para pegar o titio que estava esperando a seis quadras do trajeto normal, ou seja viraria uma zorra.

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  6. Se existe riscos prq vcs nao deixam QUEM IRA INVESTIR decidir isso? Afinal e’ o dinheiro deles….mas estou vendo que o povo dai deveriam fazer um buraco bem fundo e depois entrarem e pedir para os catarinas virem tapar depois……prq PELOAMOR DE DEUS, TUDO E’ DIFICIL AI HEIN? Nada serve tudo e’ errado. Deixem os caras fazerem a coisa.

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  7. “”Tem outro fator que não está sendo considerado, a passagem do ônibus é até a próximo a casa da pessoa, a passagem do barco será até ao ancoradouro.””

    Isso nao e’ verdade…a rodoviaria de guaiba fica no mesmo local de onde o barco iria atracar. Todos tem que se locomover de onibus ou carro ate suas casas…eu ja fiz isso.

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  8. Augusto

    Veja só o absurdo que estão fazendo, o transporte fluvial gasta mais combustível do que o onibus, só nas licitações da Yeda, é uma premiéré mundial, nunca se tinha visto isto.

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  9. Augusto

    Tem outro fator que não está sendo considerado, a passagem do ônibus é até a próximo a casa da pessoa, a passagem do barco será até ao ancoradouro.

    Salvo se todas as pessoas se mudem bem para próximo do ancoradouro é necessário agregar o valor da passagem do barco mais uma ou duas de ônibus.

    Se não fosse vinte minutos, mas os mesmos 40 minutos do ônibus, num barco menos veloz (com isto muito mais barato) a passagem seria compatível com o bolso do usuário.

    Esta concorrência me parece algo do tipo:

    Eu ganho a concorrência, coloco um barco rápido e caro e impeço que daí para diante qualquer outra empresa de navegação faça o serviço.

    Entendeste o jogo, não é para ser competitivo mesmo, tem coisas que são feitas para não dar certo e não atrapalhar o bom negócio dos outros $$$$$.

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