Começa a aparecer o novo Araújo Vianna

Nota do Blog: na verdade, a manchete da ZH exagera. Recém começaram as obras e a colocação de tapumes. Vai levar muitos meses pra começar a aparecer o ‘novo’ Araújo…

Foto: Diego Vara

O Araújo Vianna, tradicional auditório instalado no Parque da Redenção, na Capital, começa a mudar de cara. Em uma operação que durou toda a quarta-feira (15) foi retirada a lona que cobria o espaço desde 1996 _ e cujo desgaste devido a ação do tempo determinou a interdição do anfiteatro, em 2005.

O novo Araújo Vianna terá um novo teto de metal e madeira, que consumirá aproximadamente metade dos R$ 15 milhões com que está orçada a reforma, além de ar condicionado e vedação completa _ principal diferença em relação ao espaço com o qual os porto-alegrenses estão acostumados desde a sua inauguração, em 12 de março de 1964 (antes o anfiteatro estava instalado na Praça da Matriz, no centro da Capital).

A retirada da lona constituiu uma segunda fase da obra. A primeira foi a limpeza e a higienização do espaço, que desde a interdição se tornou depósito de lixo e animais mortos _ foram encontrados mais de 80, entre gatos, cachorros e até gambás. No total, tiveram de ser removidas cerca de três toneladas de detritos. A reinauguração, em princípio, está marcada para 12 de março de 2012. O novo Araújo Vianna está sendo reformado a partir de uma parceria público-privada entre a Opus e a prefeitura de Porto Alegre, com patrocínio de Oi e Vonpar.

ZH – Segundo Caderno

 Atualizado em 16/12/2010 – ZH

Lona do Araújo Vianna é retirada

Remoção da cobertura é parte da revitalização do auditório, que deve ficar pronta em 2012Ontem foi o último dia do velho Araújo Vianna. Hoje é primeiro do novo auditório encravado no Parque da Redenção, na Capital.

Éessa a imagem que os responsáveis pela grande reforma do Araújo usam para se referir à retirada da lona que cobria o espaço desde 1996. A velha cobertura, que teve sua instalação discutida desde pelo menos a década de 1970 e que, com o desgaste devido a ação do tempo, determinou a interdição do anfiteatro em 2005, foi posta abaixo numa operação que durou o dia inteiro.

– De agora em diante a imagem que teremos do Araújo será outra – promete o coordenador do projeto de restauração, Carlos Caramez, referindo-se ao fato de que o desgaste da lona e sua utilidade da cobertura pautaram grande parte do debate em torno do auditório nos últimos anos.

O novo Araújo Vianna terá teto de metal e madeira, que consumirá metade dos R$ 15 milhões em que está orçada a reforma, além de ar condicionado e vedação completa – principal diferença em relação ao atual espaço, inaugurado em 12 de março de 1964 (antes estava instalado na Praça da Matriz, no Centro).

– Mas as aberturas laterais (outra marca do projeto arquitetônico) continuarão existindo, serão transformadas em grandes portas que poderão permanecer fechadas ou ser abertas – relata Caramez. – A cobertura é tão importante porque a acústica é prioridade para nós – completa.

A retirada da lona é a segunda fase da obra. A primeira foi a limpeza do espaço, que desde a interdição se tornou depósito de lixo e animais mortos – foram encontrados mais de 80, entre gatos, cachorros e até gambás. No total, foram removidas cerca de três toneladas de detritos.

A intenção dos responsáveis é terminar a instalação da cobertura antes do início do próximo inverno, para então se concentrar na fase final da obra – o espaço interno. A reinauguração, em princípio, está marcada para 12 de março de 2012. O novo Araújo Vianna está sendo reformado a partir de uma parceria público-privada entre a Opus e a prefeitura de Porto Alegre, com patrocínio de Oi e Vonpar. Quando estiver pronto, o auditório terá 10 anos de gestão compartilhada entre as duas parceiras (três quartos do período com direito de utilização por parte da Opus, um quarto por parte do município).

Como vai ser o novo auditório

– O Araújo Vianna terá cobertura acústica fixa, vedação no forro, climatização com ar condicionado e ampliação do palco.
– A Sala Radamés Gnattali, construída atrás do palco, sediará oficinas e workshops.
– A obra, orçada em R$ 15 milhões, deve durar 18 meses. Começou em agosto deste ano e tem previsão de conclusão para março de 2012.
– A capacidade de público, no auditório, será de 3 mil pessoas.
– O contrato prevê programação compartilhada durante 10 anos: 75% dos dias da temporada para uso da Opus e 25% para uso da prefeitura de Porto Alegre.

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Categorias:Restaurações | Reformas

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6 respostas

  1. “Já reparei que nesse blog, toda vez que é anunciada uma obra, uma melhoria, o que mais aparece é o que vai causar de problemas, o que tem de ruim, como deveria ser.”

    É que nós conhecemos muito bem a aldeia, Cassiana.

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  2. Já reparei que nesse blog, toda vez que é anunciada uma obra, uma melhoria, o que mais aparece é o que vai causar de problemas, o que tem de ruim, como deveria ser.
    Não participo muito, mas leio todos os dias as novidades do blog, e fiquei feliz com essa entre outras.
    Não dá pra resolver tudo ao mesmo tempo.
    Não devemos nos contentar com pouco, mas podemos ficar felizes com um pouco de cada vez!

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  3. “Aproveitem e projetem fachadas e paredes externas dedicados exclusivamente aos pichadores. Isso tem que estar previsto no projeto.”

    O que seria bom era colocar umas câmeras bem escondidas que possibilitassem à Brigada ver bem quem são os pichadores e poderem enquadrar no ato, fazer eles limparem as pichações com a língua e depois meter o grampo nas mãos deles e aplicar o tatuador no lombo. Só o que funciona é a repressão, nesse caso. Mas o que me revolta é que os vândalos saem das próprias residências para pichar, mas eu nunca vi pichação em casa de pichador…

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  4. Aproveitem e projetem fachadas e paredes externas dedicados exclusivamente aos pichadores. Isso tem que estar previsto no projeto.

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  5. Perguntinha básica: depois que o projeto estiver concluído, o Poder Público vai manter o local livre da sub-espécie que vive sob a marquise externa do teatro há muitos anos?
    A pergunta é absolutamente pertinente, visto que…se deixarem aquela “tchurma” da sujeira e do crack ocupando o entorno….não há projeto de revitalização que resista.

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  6. Não vejo a hora de começarem para valer as obras, espero que melhorem todo o entorno, pois chega dar vergonha de andar na sujeira da Redenção e a cereja do topo é o Araújo Vianna naquele estado…

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