Corredor de ônibus da Sertório pode ser liberado temporariamente para todos os veículos

 

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3144248.xml

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Medida semelhante poderia ser adotada na III Perimetral, que está cada dia pior.

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6 respostas

  1. Essa noticia seria boa se fosse verdade, porque praticamente levo 50 min. da esqeuina da souza Reis até a Panamericana todos os dias e nunca vi liberação. Até já levei uma multa, salientando que eram 19:00hs e o trasnito estava completamente parado e eles estava lá somente para multar.

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  2. Acho que a única solução para Porto Alegre é mudar a regulação atual, que cria monopólios de longo-prazo para grandes empresas atuarem em determinadas regiões geográficas. Essas empresas e consórcios se instalam de uma tal maneira que se acomodam, pois a água JAMAIS lhes bate à bunda.

    Para acabar com um sistema de monopólio (mais precisamente, uma competição monopolista), precisamos:

    1) diminuir as barreiras de entrada: satisfeitos quesitos básicos de segurança e interoperabilidade, poderíamos ter sem problemas uma empresa operando com um ou dois ônibus;

    2) liquidez: o privilégio de operar uma linha deve ser de curto-prazo, para evitar acomodações na operação por parte da empresa;

    3) substituição sem custos de transação: se a interoperabilidade for garantida, com um modelo requisitos básicos para cada “classe” de ônibus, trocar o serviço de uma empresa pelo de outra seria um mero ato administrativo;

    4) concorrência na precificação: se uma empresa consegue oferecer um serviço a um custo menor (mantidos quesitos básicos), ela deve realizar mais viagens;

    5) garantir atendimento em regiões de baixa demanda e qualidade de serviço

    Para atingir tudo isso, imagino que o sistema deva ser um “pool” de empresas de transporte, do qual a prefeitura de Porto Alegre (ou as prefeituras das cidades da RMPA) compram o serviço em nome dos passageiros. A unidade de valor seria “quilômetro-passageiro-potencial”, e a unidade de venda seria “viagem de um veículo”.

    Cada ciclo seria um periodo de três ou quatro meses, ao início do qual haveria um leilão, onde as empresas proporiam o preço de quilômetro-passageiro-potencial. A prefeitura teria estabelecido já quantas viagens pretende comprar, e compraria tantos quilômetros (começando pelos mais baratos) quantos necessários para cumprir o número de viagens.

    A arrecadação das passagens no ciclo seria destinada ao pagamento das viagens efetivamente realizadas pelos operadores, de acordo com o preço do quilômetro ofertado. Percebam que o dinheiro da passagem paga pelo passageiro não vai direto para empresa que o transportou, e sim para a prefeitura que paga à empresa pelo serviço prestado. Isso cria um problema: se a prefeitura comprou uma viagem de um ônibus de 50 lugares e viajaram 5 passageiros, a prefeitura paga a viagem do ônibus inteiro – um prejuízo óbvio, pois as 5 passagens não cobrem o custo.

    A solução para esse problema é simples: a prefeitura, conhecendo os períodos de baixa demanda, compraria viagens de ônibus menores para aqueles horários; analogamente, para os períodos de alta demanda, compraria viagens de ônibus maiores. Na prática, na hora do leilão, poderíamos ter vários “tipos de serviço” sendo negociados: van, lotação, micro-ônibus, ônibus pequeno, ônibus normal, ônibus articulado, ônibus bi-articulado. Poderíamos também várias classes de qualidade sendo negociadas: os melhores ônibus seriam os com ar-condicionado e acesso para cadeirante – seriam negociados primeiro.

    Para garantir a participação de empresas pequenas, que geralmente não têm veículos suficientes para cobrir situações imprevistas de panes ou acidentes, a prefeitura poderia comprar também “opções de uso” em veículos de outras empresas. A prefeitura estaria comprando a disponibilidade de um determinado veículo para um determinado horário, podendo invocá-lo para cobrir panes em um determinado conjunto de viagens. Sim, estaríamos pagando para um ônibus ficar parado, mas isso é inevitável em um sistema confiável.

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  3. Eu ia rir da quarta noticia aqui, mas vou falar sério agora.

    O corredor de onibus da sertorio está subutilizado pois as empresas de onibus não querem perder as linhas que passam na assis brasil e os comerciantes da assis brasil não querem perder aquela multidão se se sufoca por lá.

    Isto é, empresas de onibus e comerciantes não tem interesse em mudar linhas de onibus da assis brasil para a sertorio, e a prefeitura (hehehe) obviamente não faz nada a respeito, mesmo tendo a obrigação legal de organizar o transporte coletivo (isto é, dando e retirando concessões de linhas como for mais adequado).

    Alguem da secretaria de transporte tá levando dinheiro das empresas de onibus ou associação de comerciantes da assis brasil? Imagina, não aqui no Brasil, um país sério…

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  4. “A longo prazo, é necessário estender o corredor da Sertório – pelo menos até a esquina com a Assis Brasil ou idealmente até a esquina com a Baltazar”

    Se tiverem que desapropriar alguma parte da área atualmente ocupada por aqueles desmanches vais ter que comprar um colete à prova de balas depois de ter dado tal sugestão. Mas que realmente seria uma boa alternativa para desafogar a Assis Brasil isso não pode ser negado.

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  5. Blz, agora qdo der acidente ninguém mais anda, nem os ônibus 😀

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  6. Isso é um paliativo fadado ao fracasso no médio prazo. Não se resolve trânsito se adicionando simplesmente adicionando mais faixas. Se o corredor está subutilizado, há que se tomar medidas para que ele seja mais utilizado. Uma possibilidade transferir algumas linhas da Assis Brasil para a Sertório. Outra seria aumentar o número de viagens dos ônibus que já circulam lá – até porque esses ônibus já circulam bem cheios no horário de pico.

    Uma outra ideia: criar uma linha “expresso triângulo”, que usaria o corredor da Farrapos/Sertório, sem parar, e iria até o terminal triângulo da Assis Brasil, onde seriam feitas integrações sem cobrança de tarifa no TRI. Isso seria uma forma bem primitiva dos Portais, podendo ser implementada a um custo mínimo, garantiria uso para o corredor da Sertório, e desafogaria um pouco o corredor da Assis Brasil.

    A longo prazo, é necessário estender o corredor da Sertório – pelo menos até a esquina com a Assis Brasil ou idealmente até a esquina com a Baltazar

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