Canos gigantes flutuam até a Capital

Peças de 515 metros de comprimento cada foram trazidas desde São Paulo para ser usadas em rede subaquática de esgoto

Depois de serem transportados por oito dias pelas águas do Oceano Atlântico e da Lagoa dos Patos, desde São Paulo, quatro canos de grande porte chegaram à Capital ontem. O material irá compor o sistema subaquático da rede de coleta de esgoto do Projeto Integrado Socioambiental (Pisa).

Fabricados pela empresa Brastubo, em São Vicente (SP), os canos saíram do Porto de Santos no dia 17 em direção ao Porto de Rio Grande. No início da manhã de domingo, seguiram em direção à Capital pela Lagoa dos Patos, até a orla do Guaíba.

Como os canos têm 515 metros de comprimento e 1m60cm de diâmetro cada, foi necessária uma operação especial para transportá-los. O inusitado é que as tubulações não foram conduzidas ao Estado de navio. Agrupadas, elas vieram flutuando puxadas por um rebocador, com o auxílio de lanchas de apoio e de um barco alinhador.

A bordo de uma embarcação, o prefeito José Fortunati acompanhou na tarde de ontem o transporte dos canos ao Pontal do Estaleiro, na área do antigo Estaleiro Só.

Segundo dados da prefeitura, a Capital recolhe 80% do esgoto cloacal, mas trata apenas 27%. Otimista, Fortunati espera que as obras do Pisa possibilitem que o índice chegue a 77% em dezembro de 2012.

– Estaremos devolvendo a balneabilidade do Guaíba, teremos uma água de melhor qualidade – destacou.

Segundo o coordenador de obras de saneamento do programa, Valdir Flores, a instalação da tubulação sob as águas do Guaíba deve começar até o início de fevereiro e contará com o apoio de mergulhadores. Serão 11 quilômetros enterrados no leito do Guaíba, a uma distância de cerca de cem metros da orla e a uma profundidade entre quatro e 10 metros. Com um investimento de R$ 84,5 milhões, a rede subaquática será responsável pelo transporte do esgoto da Estação de Bombeamento do Cristal até a Estação de Tratamento de Esgoto da Serraria. É também uma continuidade do emissário terrestre que está tomando forma entre a Usina do Gasômetro e as proximidades do entroncamento da Diário de Notícias com a Wenceslau Escobar.

– Se a gente fizesse o transporte por terra, praticamente impediria o trânsito na Wenceslau Escobar – disse Flores.

A parte submersa da obra contará com um total de 22 canos. Outros quatro já chegaram a Rio Grande.

aline.mendes@zerohora.com.br

Zero Hora

 

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Categorias:Programa Sócio Ambiental

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2 respostas

  1. Este tipo de obra deve ser divulgada a toda a população de Porto Alegre em vários meios de comunição, pois assim a população fica sabendo, obras deste tipo infelizmento nem todo o povo fica sabendo,o beneficio vem a longo prazo e não dá votos…..talvez assim dê……
    Parabens Porto Alegre,tudo tem sem seu tempo e se não começar não termina!
    Moisés…

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  2. Uma das poucas noticias que me dá orgulho.
    É simplesmente vergonhoso uma cidade do porte de poa tratar só 27% do esgoto e largar todo o resto no Guaíba.
    Estou ansioso pela conclusão desta da mesma.
    Ponto para Porto Alegre.

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