Porto Alegre deve ganhar porto turístico até a Copa

Projeto de revitalização do Cais Mauá foi lançado pelo governo do RS

Imagem da futura área do porto da capital gaúcha (crédito: Jaime Lerner Arq. Assoc.) Leila Ghiorzi* - Porto Alegre

A revitalização do cais de Porto Alegre, obra desejada pela comunidade há cerca de 30 anos, deve finalmente sair do papel. Na quinta-feira (23/12), a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, assinou o contrato de arrendamento do Cais Mauá, localizado no centro da capital gaúcha e desativado oficialmente desde 2005. A partir da assinatura da parceria público-privadda (PPP), o consórcio Porto Cais Mauá do Brasil, responsável pela obra no local, fará o estudo do projeto arquitetônico de revitalização dos 3,5 km de área pública e pretende começar as obras até julho de 2011. A expectativa é de que o empreendimento fique pronto antes de 2014, com investimentos de cerca de R$ 500 milhões.

Formado por três cais, o porto da capital gaúcha é um dos maiores do Brasil em extensão. Construído entre 1911 e 1917, os armazéns do Mauá vem sendo utilizados somente para eventos culturais desde 2005, como a Bienal do Mercosul e a Feira do Livro de Porto Alegre.

Com a obra, que deve dar espaço a áreas de lazer, compras e restaurantes, a população espera romper a barreira entre a cidade e o Guaíba, simbolizada pelo muro da avenida Mauá, que separa o cais do tráfego de veículos e protege a cidade de eventuais alagamentos. Até hoje, são poucos os pontos de acesso da população à beira do rio nas áreas próximas ao Centro.

O prazo do arrendamento assinado pela governadora é de 25 anos, renováveis. Agora, o consórcio, definido por licitação, irá detalhar os projetos arquitetônicos para o aproveitamento do espaço e os submeterá à avaliação da prefeitura. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) questiona na Justiça a competência do governo do Estado para lançar a licitação o que, na prática, pode resultar em atrasos ou suspensão do projeto.

Segundo Mario Freitas, diretor de projetos especiais da Contern, empresa do grupo Bertin e líder do consórcio, a obra deve ser iniciada no primeiro semestre de 2011 se tudo transcorrer como o plajenado. “Precisamos, agora, montar os projetos de engenharia e discutir com a prefeitura e com o governo do Estado as liberações de energia, acessibilidade e meio ambiente” afirmou Freitas. O diretor da Contern disse, ainda, que o prazo final para a entrega das obras é 2014: “pretendemos estar com 100% do projeto concluído até a Copa, ou muito perto desse percentual”.

Centro de lazer

O ideia é fazer do Cais Mauá um lugar de convivência e lazer para a população, a exemplo do Porto Madero, em Buenos Aires, e o de Barcelona, segundo Freitas. Será construído um shopping center ao lado da Usina do Gasômetro, ponto turístico da cidade. O local também terá prédios comerciais, um hotel e espaços destinados à gastronomia, cultura, entretenimento e lazer. “Provavelmente, começaremos a obra a partir dos programas de acessibilidade e infra-estrutura pesada, pois eles são os que mais geram transtornos. Para aumentarmos, por exemplo, a praça ao lado da usina, teremos que construir um túnel subterrâneo para os veículos”, explica Freitas. No entanto, o diretor alerta para a necessidade de aprovação dos projetos pela prefeitura. A medida em que eles forem sendo liberados, serão executados. Nos três primeiros anos, deverão ser feitos a modernização dos armazéns, a construção do centro de eventos, do estacionamento, do shopping e dos prédios comercias.

Os recursos serão adquiridos com parceiras com bancos privados estrangeiros, segundo Freitas. “Ainda não conversamos com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mas isso não significa que não vamos conversar com eles. Pode ser que sim”. O representante das demais empresas do consórcio (Gis World Trade Barcelona, Solo Real, Pro Activa e Spin, todas espanholas), Maurênio Stortti, revela que 70% do capital já está acertado.

(* Colaborou: Alexandre de Santi)

Portal 2014

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Mais uma matéria sobre o Cais Mauá. Imagina a frustração das pessoas se este projeto não sair …



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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3 respostas

  1. Depois de ler esse comentario(abaixo) no blog do polibio braga fui atras da noticia…

    Anônimo disse… O site de Claudio Humberto trazia há algumas semanas passadas graves denúncias sobre os demandos comandados
    pelos PeTralhass aportados na ANTAQ. Essas denúncias tinham a ver com empresas privadas se aboletando em
    áreas portuárias públicas.
    Esquisito isto: aqui querem impor regras e assumem um papel que não é seu. Onde deveriam cumprir o seu papel, se fazem de mortos.

    Portos: Antaq finge não ver a manobra privatista 25/11/2010

    A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que deveria impedir a ilegalidade, faz vistas grossas à burla do decreto 6620/08, do presidente Lula, que proíbe a
    utilização de portos privativos se fossem públicos.
    Em Navegantes (SC), o porto privativo da Portonave esvazia o de Itajaí ao operar cargas de terceiros como se fora concessionária, sem disputar licitação.
    A Federação Nacional dos Portuários apelou ao Tribunal de Contas da União para obrigar a Antaq a cumprir o decreto.

    Desrespeito
    O presidente da Antaq, Fernando Fialho, está tão metido nisso que até ignorou intimação do Tribunal de Contas da União para se justificar.

    Ousadia
    A Antaq desafia o TCU, ameaçando uma “carta de adesão” para que terminais de uso privativo funcionem por 50 anos, sem cumprir a lei.

    http://www.claudiohumberto.com.br/co…rio=2010-11-25

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  2. Se o cais e o entorno do gasômetro não forem ADEQUADAMENTE revitalizados (para promover uma ocupação qualificada ao invés de virar barracão de escola de samba, mendigódromo ou alojamento de fãs do Che Guevara) vai ficar insustentável a situação do centro para a copa de 2014. Um projeto desse porte demandaria, obviamente, investimentos para conter a degradação em outros locais próximos (impedindo que se irradie para a área revitalizada), como o entorno da rodoviária e da vila dos papeleiros. Com a valorização de áreas próximas mais investimentos (tanto particulares quanto públicos) em segurança vão acabar sendo viabilizados. A vagabundagem já tem, na prática, mais direitos que a população de bem, chegando até a zombar da Brigada em alguns casos, pois essa cartilha esquerdopática dos direitos DITOS humanos só beneficia ladrão e pichador que desde moleques andam nos tais “bondes” se aproveitando de uma legislação tolerante com o crime, enquanto nós temos que nos esconder atrás de grades e portões reforçados em casa para dificultar abordagens de criminosos e se dar por satisfeito com uma pichação ao invés de uma marca de tiro na parede…

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  3. Não sei se alguém já tinha visto este vídeo: Exposição – Eu, Porto Alegre, a Cidade do Futuro – Projeto Cais do Porto.
    =D sobre o projeto. Caso contrário fica a dica

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