REFRESCANDO A MEMÓRIA: Aeroporto Salgado Filho receberá R$ 345,8 milhões para ampliar terminal

Obra foi incluída na Matriz de Responsabilidades da Copa 2014 passa a ter prioridade no licenciamento ambiental

O Aeroporto Internacional Salgado Filho vai receber um repasse de R$ 345,8 milhões necessários para a obra de ampliação do terminal de passageiros. Durante cerimônia em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a obra foi incluída na Matriz de Responsabilidades da Copa 2014 — um pacto de cooperação que define os investimentos prioritários para o Mundial. Com isso, a obra passa a ter prioridade no licenciamento ambiental. Os recursos virão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O novo terminal precisa ficar pronto até 2013, para atender a Copa das Confederações. A medida também deve facilitar a captação de recursos para a prefeitura remover as famílias que moram nas proximidades do aeroporto.

O termo aditivo assinado ontem em Brasília pelo o ministro do Esporte, Orlando Silva, prevê recursos de R$ 5,5 bilhões do PAC para aeroportos e outros R$ 740,7 milhões para portos. No caso dos aeroportos, serão incluídas todas as 12 cidades-sede da Copa. Para os portos, está prevista a ampliação e modernização dos terminais de Salvador (BA), Recife (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP).

O dinheiro dos aeroportos

Porto Alegre (RS) – R$ 345,80 milhões
Belo Horizonte (MG) R$ 408,6 milhões
Brasília (DF) – R$ 748,4 milhões
Cuiabá (MT) – R$ 87,50 milhões
Curitiba (PR) – R$ 72,80 milhões
Fortaleza (CE) – R$ 279,50 milhões
Manaus (AM) – R$ 327,40 milhões
Natal (RN) – R$ 576,90 milhões
Recife (PE) – R$ 19,80 milhões
Rio de Janeiro (RJ) – R$ 687,30 milhões
Salvador (BA) – R$ 45,10 milhões
São Paulo (SP) – R$ 1.961,40 milhões

Zero Hora Online, 20:10

MATÉRIA PUBLICADA NO JORNAL ZERO HORA ON LINE, NO DIA 17 DE JULHO DE 2010, ÀS 20:10.

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Categorias:aeroportos brasileiros, COPA 2014

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10 respostas

  1. Caro José Luiz

    Eu prefiro os computadores de hoje do que os de vinte anos atrás!
    Não confunda evolução tecnológica com melhor eficiência, as empresas que vieram para o Brasil foram empresas, mexicanas, portuguesas, espanholas e italianas. As Norte-americanas, Japonesas, Alemãs, Francesas, Inglesas ou Holandesas não vieram. E sabes porque, não por serem estas últimas públicas ou menos eficientes é porque nesses países existem legislações que impedem o uso de propinas para manipular concorrências e subornar presidentes e ministros das comunicações (verifique quando foram feitas as privatizações). Se as privatizações fossem sérias teríamos estes últimos países capitaneando as empresas privatizadas.

    Não sei como vocês não notam o que é evidente. O pior cego é o que não quer ver.

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  2. Ainda prefiro a telefonia de hoje, apesar de menos ruim, pois antes a CRT era pior. Ferrovia hoje é semi e/ou meio estatal, vejam os sócios……. Estamos cheios de monopólios e oligopólios aqui e no mundo.

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  3. Caro Fernando

    O sistema ferroviário teve um crescimento pífio de aumento de carga nos mais de 20 anos de administração privada, 15% não pode ser nem definido como crescimento vegetativo, é uma piada. Além de tudo a malha ferroviária encolheu grande parte das linhas foram desativadas só ficando as mais rentáveis. Mais uma vez a lógica empresarial sobrepôs os interesses nacionais, ou seja, se partiu de um transporte que economiza petróleo, polui menos para uma solução que simplesmente onera os cofres públicos, já que a malha rodoviária que não possui pedágio deve ser mantida pelo estado.

    Meu caro amigo não confunda o meu discurso como um discurso ideológico, o que estou reclamando é a procura de uma eficiência global e não setorizada, o transporte ferroviário se não for levado em conta os benefícios não diretos grande parte da malha ferroviária deficitária (nessa hipótese tacanha de levantar só custos e benefícios diretos) é inviável.

    Fala-se muito em aquecimento global, em economia de combustível, em economia de recursos naturais e nada disto é contabilizado no transporte ferroviário.

    Quanto as estradas pedagiadas, me cite um exemplo de uma estrada no Rio Grande do Sul que seja a exceção da regra que criei, gostaria muito de estar errado.

    Agora vem os absurdos dos absurdos, a telefonia, se compararmos os custos da nossa telefonia com qualquer país do primeiro mundo a relação varia de 10/1 a 2/1, mesmo se não houvesse impostos a relação seria de no mínimo 1,5/1. O que se confunde é evolução tecnológica com evolução comercial. As tarifas de telefone celular (é o que vale hoje em dia em todo o mundo) começaram praticamente do mesmo valor em todos os países do mundo, nos USA o custo do celular era a metade do custo que se tinha no Brasil, o que aconteceu que todos os ganhos tecnológicos foram transferidos para os consumidores naquele país, aqui no Brasil aconteceu o contrário, o custo em dólar aumentou.

    Só para exemplificar, hoje em dia é mais barato telefonar de Porto Alegre para qualquer cidade norte-americana do que telefonar dentro da cidade, o preço do minuto do pré-pago é em torno de duas a três vezes do que telefonar para o exterior. Outra coisa, as pessoas confundem o que existia no tempo da telefonia estatal para a telefonia privada hoje em dia.

    Quando a telefonia era pública, havia a figura da compra da linha, ou seja, o consumidor se tornava sócio da telefônica e arcava com todo o custo do investimento. Com o advento da telefonia celular digital o custo de implantação de uma linha telefônica caiu a décimos do preço de implantação de uma linha física, entretanto a manutenção do telefone, que era um custo praticamente simbólico foi multiplicado várias vezes.

    Caro Fernando o que escreveste sobre a telefonia talvez seja produto da desinformação que se procura levar a todos, pois é exatamente ao contrário, as tarifas eram EXTREMAMENTE MAIS BARATAS, o que melhorou foi a tecnologia, tens que lembrar que telefonia é basicamente ELETRONICA (hoje em dia) e pelo que eu saiba o custo de uma unidade qualquer em eletrônica e informática caiu no mínimo a 10% do valor de dez anos atrás, enquanto a telefonia subiu de preço. Acho que não sou eu que estou errado.

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  4. Mais uma vez vou ter que discordar do sr. Rogério Maestri.

    Não entendo por que nesse país a população tem aversão a privatizações. Na verdade até entendo, propagandas mentirosas e ignorância da população aliada a privatizações mal feitas.

    O sr. citou o sistema ferroviário nacional. Bem, primeiramente o nosso sistema ferroviário é misto, partes administradas pelo governo e partes administradas pela iniciativa privada, portanto não se pode atribuir todos os problemas do sistema as empresas privadas. Outrossim, o sistema privado é composto por diversas empresas, sendo equivocada qualquer generalização.

    O nosso sistema recebe baixos investimentos – é verdade. Porém não é verdade que ele encolheu, há empresas como a MRS, a ALL e a FTC que expandiram sua rede. E em linhas gerais na década de 90 houve um aumento de 15% no volume de cargas transportadas (pouco, é verdade).

    O grande nó do nosso sistema ferroviário é a utilização exclusiva das linhas por parte da empresa concessionária. Um erro que está para ser corrigido, porém isso não é culpa da privatização e sim do governo que não soube conduzir as regras da privatização.

    Quanto as estradas pedagiadas há o mesmo equívoco – generalização. Há estradas com pedágios caros e poucos investimentos? Sim, muitas. Há estradas muito bem administradas e com grandes investimentos por parte da iniciativa privada? Sim, existe bons exemplos especialmente nas estradas paulistas. Ou seja, mais uma vez o equívoco é do governo que conduz mal a privatização e não da privatização em si.

    Sistema telefônico. Nosso sistema telefônico era lamentável na época em que operado pelo sistema público. As tarifas eram tão ou mais caras, a linha telefônica era INFINITAMENTE MAIS CARA, a demora na instalação era surreal. Ou seja, os avanços nessa área são gigantescos. O sistema atual é ruim? Não. É maravilhoso? Também não. Mas estamos no caminho certo.

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  5. Julião

    Vão privatizar como aconteceu com:

    A Rede Ferroviária Federal que diminuiu a sua malha e quase não investe nada,

    ou como as estradas pedagiadas que também não investem nada e gastam a maior parte do valor do pedágio na administração ou no salário dos familiares (neopotismo) das empresas concessionárias (aí dá desequilíbrio financeiro e o contribuinte é que tem que pagar),

    o vão privatizar como fizeram no setor elétrico dando um apagão por falta de investimento,

    ou ainda, vão privatizar como foi feito na telefonia para termos uma das tarifas mais caras do mundo e um serviço de péssima qualidade (sem falar na banda larga, que chega a só 2% dos lares brasileiros a preço de altíssima velocidade).

    Queres que eu continue?

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  6. Afinal, vão privatizar os aeroportos ou investir neles?

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  7. Por isso que abomino o PT e seus discursos de salvadores da pátria. Prometeram mundos e fundos para a FIFA, no horário político parecia que o Brasil era o país das maravilhas… agora se elegeram novamente começaram os cortes…

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  8. Rogério, muita gente chama o PAC de PACtóide, e eu não discordo.

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  9. E o pior é que mantiveram o mesmo ministro para controlar a infraero. Até onde sei o problema nem é falta de verba, é ingerência mesmo pois o dinheiro simplesmente não é utilizado. Mas quem se importa? Temos ministros ruins ficando, ministros corruptos (mas ao menos competentes) voltando.

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  10. Ora, ora, então todo aquela onda sobre o terminal 2 era só para criar um factóide.

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