Abraços ao Morro Santa Teresa continuarão em 2011

Dia 18 de dezembro, sábado, aconteceu a 5ª Caminhada no Morro Santa Teresa, com a presença de 25 pessoas, entre elas, o Deputado Estadual Raul Carrion e o presidente do SENGE-RS, José Azambuja.

O Dr. Marcel Frison, futuro titular da SEHADUR, através do deputado e por mensagem telefônica, justificou sua ausência por ter sido convocado pelo governador.
O Dep. Fabiano Pereira, futuro titular da Secretaria da Justiça e Direitos Humanos, telefonou justificando sua ausência por compromisso fora do Estado, mas afirmou que, a partir de 15 de janeiro, o Movimento em Defesa do Morro Santa Teresa pode agendar audiência para tratar de suas demandas relativas àquela pasta.


 
Durante duas horas e meia, tendo como guia o Sr. Darci, líder da comunidade da Vila Gaúcha, o grupo seguiu o roteiro proposto: Vila Gaúcha, cimo da pedreira, mata nativa e campos próximos à Vila Ecológica e finalizou pelas vilas Santa Rita e Figueira.
Técnicos da FASE deram informações históricas sobre os prédios e sobre a situação atual da instituição e uma ténica da Fundação Zoobotânica falou sobre a flora da mata e dos campos.


Apesar do sol cada vez mais intenso, a caminhada foi motivo de exclamações entusiastas quanto à riqueza da paisagem e de como o Morro Santa Teresa, atendidas suas necessidades básicas de descentralização da FASE e regularização fundiária e urbanística das vilas, tem exuberante potencial para tornar a área remanescente um parque com características únicas  ,  no coração de Porto Alegre.



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15 respostas

  1. Os prédios de apartamento do PAC do Complexo do Alemão e da Rocinha possuem uma estética bem interessante. Pode ser trazido pra cá. Quanto a declividade do morro, podem fazer algumas curvas na via pra subir, ou fazer a rua cortando o terreno da FASE em diagonal que seria possivel.

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  2. Norton, acho que seria um desastre paisagístico se fizessem prédios para o pessoal morar bem ali, pois certamente seriam aqueles prédios estilo COHAB, blocões feios que avacalhariam com aquela área. Melhor só construirem equipamentos para o turismo por ali, até porque acho que talvez nem dê mesmo para construir uma rua ligando a padre cacique ao mirante, pois talvez fosse íngrime demais.

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  3. Acho que deveriam fazer um trabalho de urbanização pesado no local. Abrir uma rua ligando a Padre Cacique a parte alta do Morro , e fazer prédios com apartamentos para o peesoal morar nessa rua. E na área verde criar um grande parque com mirante e etc.

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  4. Rogério, entendo o que tu falas, mas o que me surpreende nesses dados do IBGE é que, apesar de apontarem a queda dos índices demográficos no país como um todo e em POA, SP e Rio em específico, a impressão que eu tenho é que apenas os ricos e a classe média não tem o índice demográfico em expansão, pois em relação os pobre sempre tem uma nova favela surgindo ou aumentando, inclusive na nossa querida POA.

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  5. Caro PortoFan

    Estamos numa nova realidade demográfica, a urbanização da população está chegando a um esgotamento, por exemplo Porto Alegre nos últimos dez anos cresceu somente 50.000 habitantes, isto deve ter ocorrido no início desta década e atualmente estamos com a população estabilizada. O Brasil está parando de crescer num ritmo preocupante, talvez lá por 2025 (mais ou menos 5 anos) a população brasileira pare de crescer em termos demográficos, mas em relação ao nascimento de crianças a faixa etária maior é dos 10 aos 15 anos, já as faixas do 5 aos 10 e do zero aos 5 são menores do que esta.

    O que quero dizer é que a pressão sobre as cidades naturalmente está diminuindo, fatos como o citado pode ocorrer com pessoas que já estão na cidade, logo não preocuparia tanto se as coisas fossem feitas como devem ser feitas.

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  6. Rogério, li há muito tempo atrás que um prefeito do rio havia regularizado áreas na favela do vidigal, área nobre do rio, dando titularização de posse aos moradores e na referida reportagem mencionava que a ocupação não havia ficado restrita aos lotes legalizados, tendo aumentado a área ocupada, por gente com a esperança de novas regularizações. E o tráfico e a violência não deixaram de existir por lá, pois nem todo bandido é fichado na polícia, tem muito bandido menor de idade que é filho de pai de família trabalhador nessas favelas e os pais não podem fazer nada, verdadeiro drama familiar.

    Concordo que de dê moradias dignas para essas pessoas, mas ali deve ser feito algo para toda a população, um mirante de verdade, com atrações turísticas e com segurança pública. Moradia pode ser dada em qualquer terreno, já aquela vista é ímpar e muito importante para o turismo de POA, que já carece de atrações de porte.

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  7. Chega de parque subutilizados e sem recursos para sua manutenção.

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  8. Felipe X

    Eu acho que o direito a moradia deve ser preservado, mas não necessariamente no local que estão. Os moradores podem ser realocados para locais mais propícios com inclusive condições sanitárias melhores. Ou seja pode-se fazer uma troca que favoreçam a todos, os moradores e a sociedade em geral.

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  9. Rogério, teus pontos são corretos, mas acho que se a idéia é preservar o morro como local turístico e de aproveitamento público deve-se ao menos considerar a remoção das moradias populares. Não sei se foste lá, eu fui há pouco e uma boa parte das invasões foram exatamente na frente do belvedere, ficou horrível. Pode-se fazer casas populares para o pessoal ali na redondeza mesmo, como nos arredores da Cruzeiro.

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  10. Caro Portofan

    Pelo que eu saiba o exemplo do Rio de Janeiro é exemplar neste sentido, nunca há uma política concreta de regularizar o que já está perpetuado e evitar que se alastre o uso de áreas públicas. Todos sabem que no Rio as vilas foram criadas com anuência de governadores, prefeitos, deputados e vereadores. A primeira favela do Rio começa pela ocupação de ex-soldados da Guerra do Paraguai a quem foram prometidas terras e não lhes deram nada. Eles ocuparam uma área pública e como o estado tinha culpa no cartório não fizeram nada.

    A regularização de áreas ocupadas é exatamente para separar o trabalhador do marginal, não acredito que um sujeito procurado pela polícia vá até o fórum para receber um terreno.

    Acho engraçado que se fale de um processo que mal começou, o plano de regularização fundiária da Rocinha e Alemão começou em 2006, e estas favelas existem há décadas. O plano começou em 2006, mas as primeiras ações são de 2010, logo falar mal do que, de algo que não existe.

    Aqui em Porto Alegre, prefeitos de todos os partidos têm mantido planos de regularização fundiária em diversas áreas, sempre no início há a mesma choradeira de quem mora próximo, pois considera que vai desvalorizar a sua zona, com o tempo as áreas vão automaticamente sendo incorporadas pela cidade e tornando-se uma área como as outras, isto não é um processo de 1 ou 2 anos é algo de décadas que deve ser acompanhado pelo estado.

    Contrapondo esta choradeira há exemplos de obras residenciais feitas pelo antigo BNH, há mais de trinta anos, que procuraram afastar do centro das cidades bairros operários, nenhuma infraestrutura foi criada e estes centros populacionais viraram favelas de concreto com todo o problema da criminalidade, foi a política de varrer a sujeira para debaixo do tapete.

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  11. Regularizar as vilas? Isso é o que vem sndo feito no rio há anos e deu no que deu. Os moradores das favelas passaram a ter a titularização de suas casas e as favelas foram inchando cada vez mais, bem como os maus elementos que ali moravam misturados aos bons elementos das comunidades por lá continuaram.

    Se regularizarem aquela vila daí sim será impossível fazer qualquer coisa lá e a tendência é que mais gente tome a iniciativa de ir morar nas áreas livres que lá ainda existem, bem como os bandidos continuarão por lá vivendo escondidos no meio da população honesta que lá vive.

    Tinham que transferir todo mundo de lá. Aquele lugar é o nosso pão-de-açúcar, o nosso morro do cristo redentor, a nossa pedra da gávea, o lugar com a mais bela vista da cidade. regularizar a moradia do povo lá é regularizar a esculhambação e perpetuar a violência por lá. Não podemos deixar que aquela área vire a rocinha ou o vidigal, áreas regularizadas do rio.

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  12. Rogério, eu sempre achei que este dia chegaria 🙂

    Pois é, tomara que um dia mude, mas historicamente o que acontece em poa com “áreas de preservação” é a favelização.

    Muitos talvez discordem, mas sempre achei também que tinha que haver um acesso à zona sul da cidade mais apropriado via o morro santa tereza. A Silveiro sai do menino deus e termina no meio da Cruzeiro, poderia ter uma bifurcação da rua que saísse nos altos do Cristal.

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  13. Felipe X.
    Enfim concordamos, o morro pertence a população da cidade, logo ele deve ser transformado em parque de tal forma que o cidadão normal possa utiliza-lo. Não tem sentido preservar o morro para um grupo de moradores ou lote-a-lo para também outro grupo de moradores. Talvez um trabalho de urbanização de parte da área já degradada tenha que ser feito, mas não podemos deixar a ocupação do resto da área.

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  14. Líder da comunidade quer dizer o quê? Ele é o mais forte ou o mais armado?

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  15. Se eu acreditasse que a ideia seja transformar o morro num parque organizado, bem explorado, eu apoiaria eles. Mas pelo jeito a ideia é tirar a FASE e deixar tudo largado do jeito que está. Bobear até aumentam as vilas com o tempo, baita preservação.

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