Pesquisa revela como os porto-alegrenses esperam receber a cidade após o Mundial

Moradores da Capital querem ter, em julho de 2014, mais saneamento básico, melhor contato com o Guaíba e um aeroporto melhor

Para os moradores de Porto Alegre, anfitriões da Copa de 2014, o mais importante em sediar a competição não será receber craques, mas o que acontecerá com a Capital depois que os torcedores se forem. Segundo pesquisa da agência Competence e do Instituto Methodus, os porto-alegrenses querem ter, em julho de 2014, uma cidade com mais saneamento básico, melhor contato com o Guaíba e um aeroporto melhor. E temem que o trânsito esteja ainda pior.

– A preocupação não é com o futebol, mas com o legado. A população teme o mau uso de dinheiro público e quer viver melhor em troca de receber a Copa – diz o diretor-presidente da Competence, João Satt.

No levantamento, os entrevistados deixam claro a confiança de que Porto Alegre estará “mais desenvolvida” em 2014. Mas 38% alertam que o preço do desenvolvimento não pode ser desperdício de recursos públicos.

Desde agosto, o Tribunal de Contas do Estado acompanha de perto os investimentos de R$ 592 milhões previstos – em dezembro, os conselheiros recomendaram à prefeitura que acelere a formatação dos projetos básicos das melhorias (veja quadro) em mobilidade urbana, que estão atrasados. O gabinete do prefeito repassou o recado às secretarias envolvidas.

– Nossa preocupação é muito grande com o tema. Vamos acompanhar de perto todas as fases dos projetos – diz o conselheiro Cezar Miola.

Segundo o secretário de Gestão e Acompanhamento Estratégico da Capital, Newton Baggio, o pessimismo de dois terços dos entrevistados em relação aos engarrafamentos na cidade não “tem fundamento técnico”. A partir de 2012, a Capital será um canteiro de obras de mobilidade urbana, com duplicação de avenidas e construção de viadutos. Baggio diz que a prefeitura está preparando um plano de desvios para cada uma das intervenções.

– Não faremos todas as obras ao mesmo tempo – ressalta.

Ampliação do aeroporto é um dos maiores desafios

Crucial para receber uma Copa, o aeroporto Salgado Filho precisaria ser ampliado mesmo sem o Mundial. Até julho, uma adequação vai aumentar em 50% a capacidade de atendimento de passageiros. Porém, a licitação para ampliar o terminal 1, que dobraria a capacidade do aeroporto, deve sair só em 2012. As obras de extensão da pista não começam antes de abril – o projeto está sendo revisado e atualizado pelo Exército até março. Na melhor das hipóteses, a pista ficará pronta em meados de 2013, diz o superintendente da Infraero no Estado, Jorge Herdina:

– Certamente teremos condições de atender passageiros, porque a primeira fase da ampliação está prevista para 2014. Mas a maior necessidade é aumentar a área de pátio.

Zero Hora



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