Obras emergenciais devem reduzir risco de apagão no Estado

Novo presidente da CEEE admitiu problemas na qualidade do abastecimento do Rio Grande do Sul

Uma série de obras emergenciais na Região Metropolitana de Porto Alegre, Litoral Norte e no Sul já começaram a ser feitas para evitar interrupções no abastecimento de energia.— Todo o sistema da CEEE está no limite, o que pode causar problemas em sua estrutura — justificou na terça-feira, logo depois de tomar posse, o novo presidente do Grupo CEEE, Sérgio Souza Dias.

Apesar do discurso tranquilizador adotado desde sua indicação ao cargo, Dias admitiu problemas na qualidade do abastecimento do Rio Grande do Sul, por falta de conexões suficientes para receber energia do Sudeste, e especialmente na área de distribuição da CEEE, que abrange parte da Região Metropolitana, litoral e sul do Estado.

— Vamos agir para conseguir passar esse verão, que vai ser bastante crítico, em temperatura e em demanda — afirmou Dias.

Segundo o novo presidente, o maior risco para o Estado é a falta do fechamento de um anel de transmissão, que garanta alternativas para a transferência de energia, já que apenas um terço do consumo é abastecido por geração local.

Secretário diz que não há folga no abastecimento

Durante a solenidade, o secretário de Infraestrutura, Beto Albuquerque, chamou atenção para o recorde de demanda instantânea registrado no dia anterior, de 5.481 megawatts (MW). Embora a CEEE afirme dispor de capacidade de 6,5 mil MW, os dados oficiais do Estado apontam limite de 5,9 mil MW.

– Não podemos relaxar pensando que temos mil megawatts de folga, porque não temos. Precisamos agir e todo dia pensar nas possibilidades de ampliar o abastecimento de energia – disse o secretário.

Outra aposta da nova administração é o sucesso da negociação com o governo federal para liberar recursos da ação judicial que deu ganho de causa à estatal gaúcha e deve render entre R$ 3,5 bilhões e R$ 5 bilhões. Caso uma das hipóteses se confirme – um encontro de contas entre o Tesouro Nacional e o do Estado –, a CEEE poderia deixar de recolher cerca de R$ 600 milhões anuais correspondentes ao ICMS devido.

ZH

 

 

 

 



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1 resposta

  1. Bem, reconhecer o problema é o primeiro passo, que bom.

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