Copa 2014 em Porto Alegre: Para que e para quem?

Jornalistas, blogueiros e comunicadores populares ligados a movimentos sociais realizam no dia 20 de janeiro (quinta-feira), às 18h, no auditório do CPERS Sindicato (Av. Alberto Bins, 480), um debate sobre as mudanças e os impactos das obras da Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre (RS). O objetivo é informar as alterações que ocorrerão na Capital gaúcha para o evento mundial e analisar os seus desdobramentos, assuntos pouco abordados pela grande imprensa gaúcha até o momento.

As obras da copa a serem realizadas na cidade têm causado grande preocupação às populações, principalmente da periferia. No entanto, afetarão toda a população portoalegrense. Isso porque a maioria das obras prevêem a realocação de centenas de famílias pobres, que hoje moram em áreas valorizadas de Porto Alegre, em bairros carentes e com pouca infra-estrutura. E nem estão previstas obras de infra-estrutura para estes bairros. Já ocorrem também a pressão e a articulação de construtoras para ocupar áreas consideradas de alto valor imobiliário. São os casos do Morro Santa Teresa e da Orla do Guaíba.

OBRAS DA COPA SÃO PREOCUPAÇÃO NACIONAL

Estas questões são compartilhadas pela população e por organizações e movimentos sociais de todo o país. Nos dias 8 e 9 de novembro de 2010, foi realizado o seminário ”Impactos Urbanos e Violações de Direitos Humanos nos Megaeventos Esportivos”, organizado pela relatora especial da ONU para o direito à moradia adequada, Raquel Rolnik, a fim de debater os impactos das obras da copa. Em todas as capitais listadas para sediarem jogos da Copa do Mundo de 2014 estão previstos despejos e realocações de populações pobres, mega investimentos para construtoras e grupos privados e privatização de locais públicos. Ao mesmo tempo, não se constatam preocupações com melhorias na infra-estrutura dos bairros da periferia ou no dia-a-dia das pessoas.

A partir deste seminário, organizações, movimentos sociais e populações que serão atingidas estão organizando comitês da copa em todas as capitais a fim de debater as obras e reivindicar melhorias. Em Porto Alegre já há dois comitês formados: um na região do Centro e outro no Morro Santa Teresa.

Te convidamos a se informar sobre o que está acontecendo aqui na Capital gaúcha e a se inserir nesta luta. Participe!

DEBATE SOBRE AS OBRAS DA COPA DO MUNDO DE 2014 EM PORTO ALEGRE
Data: 20 de janeiro (quinta-feira)
Horário: 18h
Local: Auditório do CPERS (Av. Alberto Bins,480 9º andar)

Para dúvidas ou mais informações, entre em contato com Katia Marko (8191 7903).

http://sul21.com.br/

 



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12 respostas

  1. Corrigindo, quis dizer que POA já chegou a ser a capital mais importante depois de SP e RJ.

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  2. Não se trata de “babar” Curitiba. Nós porto-alegrenses precisamos parar de tentar tapar o sol com a peneira e temos que começar a dar o braço a torcer dando créditos e reconhecimento quando vemos algo que está dando certo em outro lugar.

    Precisamos parar de ficarmos parados e de braços cruzados achando que o POA e o RS são o melhor lugar do planeta enquanto o resto do Brasil e do mundo efetivamente evolui concretamente e a passos largos. Até mesmo as metrópoles nordestinas, objeto de preconceito de muita gente que sequer colocou os pés por aquelas bandas, têm avançado rapidamente e significativamente nos últimos anos e POA não tem conseguido acompanhar outras capitais brasileiras na mesma velocidade. Gaúchos que vão passar um tempo fora e retornam para POA a encontram exatamente da forma que a havia deixado antes de partirem.

    Curitiba com certeza não é perfeita, também tem pobreza, favelas e violência. Mas, queiramos ou não, eles tem políticas publicas referentes à area do turismos muito mais concretas e eficazes do que a gente. O centro deles é notoriamente um centro organizado, bem cuidado e civilizado. É verdade, é claro que ainda resta executivos circulando pelo centro de POA, pois ainda há escritórios por lá. O que quis dizer é que os executivos que por lá passam, passam significativamente em menor número do que antes por ali passavam, bem como esses circulam por lá estritamente para ir e voltar ao trabalho, não mais para ter algum momento lazer após o trabalho, fato que antes acontecia, mas agora ficou reservado ao Moinhos e adjacências. As pessoas só vão ao centro de POA atualmente para fazer o estritamente necessário e depois querem sair de lá o mais rápido possível, evitando circular desnecessariamente por lá.

    Moinhos e Centro podem ser perto um do outro, mas há quase um abismo entre eles. Não vejo pessoas de bom padrão financeiro e turista circulando à pé entre eles, como ocorre na capital paranaense.

    Precisamos de um governante que tenha culhões para mudar drasticamente a situação de POA. POA merece mais! Nós merecemos muito mais! POA dá de dez a zero na maioria das capitais em potencialidade, o problema é que não aproveitamos o nosso potencial. Façam uma pesquisa e vejam o que os outros brasileiros acham de Curitiba, POA e Florianópolis. Curitiba e Florianópolis são objeto de desejo dos turistas e moradores de outros estados, que adorariam voltar a essas cidades para visitar novamente e até mesmo para morar. Poderia citar inúmeras pessoas que pensam assim. Já POA, apesar de ter belezas naturias mais bonitas que Curitiba, não exerce o mesmo encanto nos brasileiros que morando do lado de cima do rio mampituba. Nós, a gauchada, precisamos acordar e nos mexer para a vida. Aquele RS em que POA era a 3ª maior cidade e a capital mais importante do país, que influenciava no contexto nacional, não existe mais (faz tempo).

    Se Curitiba, que é uma SP, cidade sem grandes belezas naturais, criou inúmeras atrações e entrou para o contexto turístico nacional, imaginem POA, que tem muitas belezas naturais, lago, ilhas, morros, poderia ser se aproveitasse esses recursos que possui. Bastaria criar atrações que efetivamente conseguissem despertar suficientemente o interesse as pessoas para que cruzassem o país para nos visitar e depois recomendar os amigos a virem conhecer.

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