Jaime Lerner e a violência urbana

A violência urbana é decorrente em grande parte da segmentação das classes sociais existente hoje nas grandes metrópoles, segundo o urbanista Jaime Lerner, que lembra o tempo em que ricos e pobres moravam no mesmo ambiente na cidade do Rio de Janeiro, o que favorecia a tolerância.

Ele contou no programa Roda Viva da TV que encontrou certa vez uma senhora defendendo a biodiversidade, mas não admitia a sociodiversidade, entendida como a convivência das várias classes sociais no mesmo ambiente.

A droga, segundo ele, complicou a convivência.

Para Jaime Lerner, a cidade melhor organizada para o dia-a-dia suporta também melhor as calamidades climáticas.

Para esta organização, ele sugere três pílares: a mobilidade (trânsito), a sustentabilidade (meio ambiente) e a sociodiversidade (tolerância).

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Categorias:Opinião, violência

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6 respostas

  1. Eu não sei quando o pobre morou junto com o rico. Até onde sei, historicamente sempre foi dividido, acho que o que aconteceu é um aumento absurdo da quantidade de gente pobre nos grandes centros. Um país 20 anos sem crescer dá nisso 🙂

    Acho que ele fala coisas que ficam bonitas no papel, mas nem sempre são compravadas na prática. Boa parte da fama de Curitiba é isso também 😛

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  2. Sim, partes do Bronx melhorou muito, mas o povo mais pobre teve que sair de la….imoveis, invariavelmente subiram de preco……Hoboken e’ um exemplo….quando eu era pequeno fui a hoboken com meu pai….parecia Bagdad logo depois de bombardeada…..10 anos depois, investimentos foram feitos, gente com dinheiro comecaram a comprar imoveis e “gentrificalos” os portoricos e outros que viviam ali, fizeram oque???? Oras!! tiveram que sair.

    Em Newark….outro exemplo, tentaram mudar pessoas de baixa renda para bairros de maior renda, oque aconteceu??? o pessoal de alta renda se mandou para os suburbios que hoje todos detestam. Existem elementos a mais que os olhos nao veem!!

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  3. A segurança é fundamental para o desenvolvimento de um bairro ou de uma cidade. O bairro do Bronx em Nova York é um ótimo exemplo. O combate a criminosos e usuários de drogas promoveu uma revolução no bairro: antes degradado e mal-cuidado, tornou-se um importante pólo comercial e turístico da cidade, com lojas, cafés, restaurantes, livrarias e espaços para as obras de arte.

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  4. “dai para isso os “de bem” tem que assimilarem “culturas” das classes baixas” Frase mais preconceituosa vista aqui. Sem comentários

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  5. naõ vai dizer também que nordestino é tudo burro e morto de fome?

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  6. Ridiculo isso……pobre nao consegue viver na mesma area que pessoas de classe A ou B e ate’ C por varios motivos, mas deixo aqui um deles, que nem e’ o principal: falta total de educacao (dai para isso os “de bem” tem que assimilarem “culturas” das classes baixas) porque o oposto nao acontece…dai todos perdem quando quem tem alguma cultura e ou dinheiro nao pode evoluir, tem que se manter “Tigrado” para nao ser tachado de “elitista” “metido” “fresco”. Geralmente esse tipo de compartamento se torna contraprodutivo, tipo um passo a frente, 5 para traz. Invez de tirarem a tigrada do atrazo cultural, nao, arrastam os outros ao inferno do pagode, funk, axe, hip-hop etc….Todos perdem com isso. Se tornam em uma sociedade que nao sai da “infacia” cultural.

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