Pesquisa: porto-alegrenses acreditam no legado do Mundial, mas temem corrupção nas obras públicas

Para quem mora em Porto Alegre, a importância do Mundial de 2014 não está nos jogos que acontecerão na capital gaúcha. Segundo estudo realizado pelo Instituto Methodus, em parceria com a agência de publicidade Competence, o que a população quer é que o evento traga mais qualidade de vida. A maioria (67%) acredita que a cidade ficará melhor, mas a crença vem acompanhada de desconfiança. Entre as maiores preocupações dos entrevistados, estão o desvio de recursos públicos e os gastos excessivos.

Publicada recentemente, a pesquisa ouviu 200 pessoas a partir dos 16 anos, de diferentes camadas sociais. Na primeira etapa, qualitativa, foram criados três grupos de discussão: favoráveis à Copa, contrários e indecisos. Entre os que são contra, declarações como “eles preferem fazer uma obra maior para poder desviar o deles” ou “vai dar muita oportunidade dos caras roubarem” são comuns. E o trânsito, a segurança e a saúde, que já estão ruins, não devem melhorar. 

Os mais otimistas com o legado do Mundial são os jovens de 16 a 24 anos (82,8%) e quem já passou dos 60 (79,2%). Para aqueles que crêem em benefícios, o turismo, a rede hoteleira e o transporte público serão as áreas mais desenvolvidas após os jogos, com um detalhe: hoje, destes três itens, apenas o turismo é considerado insatisfatório na cidade.

Entre as obras mais importantes para Porto Alegre, aparecem o aumento da rede de esgoto, a remoção de famílias que vivem em zonas de risco e a despoluição das praias do Guaíba. A ampliação do aeroporto e a revitalização do Cais Mauá surgem em quarto e quinto lugar, respectivamente, mas, apesar de serem atribuídas ao Mundial, são necessárias há bastante tempo.

Em entrevista ao jornal Zero Hora, Cezar Miola, do gabinete da Prefeitura, disse que a administração municipal está acompanhando de perto os gastos públicos. “Nossa preocupação é muito grande com o tema. Vamos acompanhar de perto todas as fases do projeto”. De acordo com Newton Baggio, secretário de Gestão e Acompanhamento Estratégico, as obras não devem piorar o trânsito: “Não faremos todas ao mesmo tempo”.

Veja abaixo mais alguns dados da pesquisa do Instituto Methodus e Competence:

De Olho em 2014

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Categorias:COPA 2014

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