Criado fundo para ajudar carroceiros

Porto Alegre deverá retirar veículos de tração animal das ruas até 2016 Foto: antônio sobral / cp memória

Porto Alegre tem até 2016 para retirar das ruas todas as carroças. Para auxiliar os trabalhadores que dependem desse meio de locomoção, foi criado um fundo para implementação do Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal e Humana. Será realizado também um levantamento para saber quantas pessoas trabalham na atividade de recolhimento de lixo na cidade.

As receitas serão oriundas de doações, auxílios, contribuições, subvenções e transferências, entre outras. “Não queremos banir os carroceiros das ruas e sim melhorar suas condições de vida combinando com isso a defesa dos animais”, disse o prefeito José Fortunati. O presidente da Associação dos Carroceiros, Teófilo Motta Jr, apontou que a lei é um avanço. “Porto Alegre precisa enfrentar de frente esse problema social.” De autoria do vereador Sebastião Melo, a lei 10.531/2008 foi sancionada pelo então prefeito José Fogaça em setembro de 2008.

Correio do Povo

 

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Categorias:Carroças e Catadores, Causa Animal

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14 respostas

  1. Se houver um esquema de renúncia fiscal para abater as doações do imposto de renda vai haver algum interesse tanto por parte de empresas quanto pessoas físicas. Algo que eu já havia comentado no meu blog era sobre substituir carroças por pequenos triciclos motorizados: se o catador usasse equipamento de proteção (luvas, capacete, óculos e um macacão padronizado com faixas refletivas) já seria mais interessante para uma empresa destinar uma pequena parcela do gasto com publicidade para anunciar em painéis nas laterais de um veículo, mais ou menos como fazem nos ônibus e táxis (mesmo que fosse basicamente usar algum daqueles clichês ambientalistas de sempre).

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  2. Reitero a pergunta-chave. Ninguém aqui comentou. De onde virá a grana do tal Fundo? Quem vai dar a grana?

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  3. A diferença, talvez seja, é que quem tem veículo motorizado paga muitos impostos para possuir esse bem e são obrigados a cumprir todas as regras para circularem pelas ruas, já os carroceiros não (ou querem que não). Isso não tem nada a ver com organização econômica, mas em organização da sociedade; que, para funcionar, deve ter as mesmas regras para todos.

    Por outro lado, o que tira carro das ruas não são campanhas, mas a disponibilidade de opções de tranportes coletivos rápidos, eficientes e seguros. Enquanto essas opções não existirem, podem fazer quantas campanhas que quiserem que ninguem vai escolher a alternativa menos eficiente e cara.

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  4. Acho que precisamos de uma campanha para tirar automóveis das ruas também, parece ser um problema de organização econômica o fato de uns serem carroceiros miseráveis enquanto outros podem ter veículos motorizados. Menos automóveis e mais cidadania, mais solidariedade, mais civilidade; menos automóveis e menos acidentes, menos poluição, menos arrogância, menos individualismo.

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