Manifestantes se acorrentam em protesto ao aumento da passagem da Capital

Ato ocorreu dentro do saguão da prefeitura de Porto Alegre como parte de um movimento que reuniu cerca de 100 pessoas

Seis pessoas se acorrentaram a um portão, dentro do saguão da prefeitura de Porto Alegre - Emílio Pedroso

Seis pessoas se acorrentaram a um portão, dentro do saguão da prefeitura de Porto Alegre, para protestar contra o aumento do preço das passagens do transporte coletivo da Capital nesta quarta-feira. Eles participavam da caminhada, que começou por volta das 11h30min na rodoviária.

Os manifestantes foram recebidos no Paço Municipal pelo secretário adjunto de Coordenação Política e Governança Local em exercício, Marcus Botelho. Ao fim da reunião, o grupo se acorrentou a uma grade de uma porta, no saguão. Eles reivindicavam a definição de uma dada para uma audiência pública com o prefeito, José Fortunati.

— É como os trabalhadores se sentem em suas casas: acorrentados por não terem como pagar pela passagem — disse o professor Rodrigo Briza, 28 anos.

Embora garantissem que só sairiam do local com a confirmação de uma data para um encontro com Fortunati, os manifestantes se soltaram uma hora e meia depois de se prenderem, às 14h30min. Eles disseram que receberam, por telefone, orientações de representantes sindicais para terminar o protesto porque o prefeito não os receberia.

— Esse é só o primeiro ato — revelou o estudante de Pedagogia da UFGRS Gabriel Zatt, 23 anos.

Grupo iniciou o protesto na rodoviária Foto: Emílio Pedroso

O grupo temia ser preso pela polícia ao se soltar. Assim, só aceitaram deixar a prefeitura depois que um advogado do Cpers foi ao local para garantir que não fossem levados a uma delegacia. Botelho assumiu o compromisso de marcar uma data para que os manifestantes se reúnam com o prefeito.

Cerca de 100 pessoas caminharam da rodoviária até a prefeitura, com faixas, pela Avenida Mauá. Eles foram escoltados pela Brigada Militar e por agentes da EPTC. Duas faixas foram bloqueadas para a passagem dos manifestantes e outras duas ficaram livres. Ainda assim, houve congestionamento na via.

Dois estudantes de comunicação percorreram o Arroio Dilúvio em um bote Foto: Genaro Joner

O movimento é integrado por diretórios acadêmicos da UFRGS e da FAPA, grêmios estudantis, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (Anel) e partidos políticos.

Desde a meia-noite de hoje, os usuários de ônibus tem de desembolsar R$ 0,25 a mais a cada viagem – passam a pagar R$ 2,70 (até ontem, o valor era de R$ 2,45). Já os passageiros dos lotações pagarão R$ 4,00, em vez dos R$ 3,65 vigentes até essa terça-feira.

— É um absurdo que o salário mínimo aumente 6%, o salário dos deputados, 62% e a passagem, 10% — revolta-se a estudante de 18 anos Ludimilla Fagundes.

Ontem, carregando um faixa com a frase “Mais aumento, não aguento”, dois jovens percorreram o Arroio Dilúvio em um bote de plástico para protestar contra o aumento da tarifa dos ônibus de Porto Alegre no início da tarde desta terça-feira.

Aumento da tarifa:

O aumento foi aprovado em reunião do Conselho Municipal de Transporte Urbano. O presidente do órgão, Jaires Maciel, destacou que o reajuste foi menor do que o proposto pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), que queria passagem a R$ 2,81, correspondendo a 14,69% de reajuste.

ZERO HORA

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Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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30 respostas

  1. Julião, não tem bandeiras de outros partidos (ou outras entidades) por pura falta de iniciativa. E a maneira das pessoas se organizarem é em volta de partidos ou agremiações, sei lá.

    Ou achas que tem uma conspiração da esquerda que não permite o Democratas de fazer o mesmo?

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  2. Santa (ou falsa) ingênuidade!

    É muita “inocência” achar que esses protestos são espontâneos e tem objetivo de defender a população trabalhadora de exploradores maus e desumanos.

    Claro, e essas bandeiras e camisetas de partidos políticos só estão lá para tornar mais colorida (ou colorada) a tarde cinzenta de Porto Alegre e chamar a atenção dessa causa tão “nobre”. Como não percebi isso antes?

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  3. Santa (ou falsa) ingênuidade!

    É muita “inocência” achar que esses protestos são espontâneos e tem objetivo de defender a população trabalhadora de exploradores maus e desumanos.

    Claro, e essas bandeiras vermelhas de partidos políticos só estão lá para tornar mais colorida (ou colorada) a tarde cinzenta de Porto Alegre e chamar a atenção de causa tão “nobre”. Como não percebi isso antes?

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  4. Quer dizer que mesmo quando alguém defende uma causa que consideras justas tu não aceita o apoio desta pessoa?

    É exatamente esse tipo de sentimento que trava muita coisa no RS, na minha opinião. Inclusive a revitalização do Cais. Mas o pessoal aqui acha que isso só acontece na esquerda, não? 😀

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  5. O problema não é o protesto em si, mas quem está por trás dele, e sabemos muito bem que são partidos politicos de esquerda.

    E sinto muito, não considero legitimo protestos quando há partidos politicos envolvidos, visto que são todos farinha do mesmo saco e todos visam interesses e acabam utilizando os alunos da federal, que acham que estão lutando por alguma coisa nobre, mas na verdade são apenas uma massa de manobra.

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  6. Pois é, acho que essa discussão já deu algumas palavras novas para o filtro automático, mesmo com erros de grafia acho uma boa colocar 🙂

    Mas realmente chega a ser assustador que tem um pessoal que acha que devemos nos incendiar com gasolina para defender arranha-céus mas se alguém protesta o aumento de passagens o primeiro post é chamando a criatura de “federento”.

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  7. É quando eu vejo comentários preconceituosos como esses que eu me orgulho de discordar dessas pessoas na maioria dos assuntos.

    Se eu pudesse eu jogaria um tomate podre no mentecapto que fala coisas do tipo “federento” e “ralézinha”. Se esse meu comentário for censurado por chamar o cara de mentecapto e o dele não for, o blog vai estar se mostrando tão preconceituoso quanto o próprio.

    Quanto a fechar as ruas, é uma forma legítima de protesto, de chamar a atenção. Os governantes iam adorar que todos os protestos fossem na calçada e não atrapalhassem ninguém, melhor que isso só se os protestos fossem dentro de um quarto fechado.

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  8. Também acho um absurdo esse pessoal da esquerda protestar sobre as passagens. Se fosse o pessoal da direita tudo bem…

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  9. Pior que é verdade. Nas Universidades federais predominam o pensamento e as ideologias mais retrógrados do Brasil, notadamente “de esquerda”, que visam manter o país no atraso, tudo pago através dos impostos pelo sistema produtivo brasileiro, que tanto odeiam.

    No meu ponto de vista é preciso rever o sistema de financiamento público a educação superior. O governo deve financiar (bolsas ou empréstimos) os estudantes e pesquisadores e nas estruturas educacionais que devem competir entre si para crescerem em termos de qualidade e quantidade.

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  10. não digo 100% pq tenho amigos que estudam na ufrgs mas não se deixam influenciar, eles tem senso crítico próprio, mas eles dizem que a maioria é ralézinha q gosta do pt e do insucesso pessoal

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  11. desculpe-me mas a maioria dos ‘federais’ provém de um pensamento atrasado e comunista (apesar que a idéia do barquinho foi original, mas não vem ao caso).. não sei qual é o tipo de lavagem cerebral que fazem na maior parte(98%) dos estudantes federais.. seja o que for, é assustador.

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  12. ei cade a moderação?!

    Jake estudo na UFRGS, faço HISTÓRIA, não sou FEDERENTO e quem idealizou o protesto com o barco foram meus colegas que são COMUNISTAS. Um pouco menos de preconceito cai bem sabia?

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  13. Acho absurdo fechar vias públicas para essas manifestações. A propósito: eu não concordo com o aumento do preço das passagens, até acho justo reclamar, mas não como foi feito por esses grupos esquerdistas. Poderiam ter feito o protesto com faixas mas sem obstruir o trânsito. Bastante inteligente a idéia dos que usaram um caiaque no Dilúvio.

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  14. Finalmente.
    Não lembro de ter protestos assim nos ultimos aumentos.
    Na quela época eu nem dava bola tambem, ia a pé pra aula.
    sahasuhusahuas

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  15. esses estudantes de federal são uns federentos

    mas aquela do barco foi bem pensado ao menos, foi com estilo, provavelmente estudam na puc.

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