FUNDAÇÃO POLÊMICA – Aprovada mudança na Saúde

Projeto criticado pelo Sindicato Médico prevê a contratação de médicos sem estabilidade de emprego no serviço público

Porto Alegre terá um novo modelo de gestão na área da saúde a partir do segundo semestre deste ano. Por 26 votos a 10, foi aprovado no início da madrugada de hoje o projeto que cria o Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf), com atuação exclusiva no Programa de Saúde da Família (PSF).

Com a fundação, o atendimento do Programa de Saúde da Família será ampliado, conforme promessa da prefeitura. Atualmente, 27% dos porto-alegrenses estão sendo atendidos com 107 equipes. Até o fim do ano, serão 42%, com 173 equipes. Até o fim de 2012, metade da população da Capital será atendida, com 200 equipes (saiba mais sobre o projeto no quadro ao lado).

A sessão na Câmara durou mais de 10 horas. Vereadores da oposição usaram o regimento para postergar a apreciação de um veto que trancava a pauta (sobre o uso de cartão de crédito nas recargas do TRI escolar), na tentativa de adiar para amanhã a votação. Os vereadores começaram a analisar o tema às 17h56min, estendendo-se até as 0h30min. Foi necessário prorrogar a audiência em duas horas e depois convocar uma sessão extraordinária para votar o projeto.

Projeto teve mais de 50 emendas e três substitutivos

O principal defensor, o prefeito José Fortunati (PDT), e o principal opositor, o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Paulo de Argollo Mendes, não acompanharam a votação na Câmara. De acordo com o Simers, a Constituição não prevê fundação em atividades-fim do Estado e o Imesf fragilizaria o controle sobre os recursos públicos

No total, o projeto teve mais de 50 emendas e três substitutivos. O secretário municipal da Saúde, Carlos Henrique Casartelli, comemorou a aprovação do projeto:

– Isso significa uma mudança radical no sistema de saúde. Não vamos resolver todos os problemas, mas um deles, sim, que é o número de equipes do PSF

Atualmente, as equipe do programa estão sob responsabilidade da Fundação Instituto de Cardiologia. O contrato da prefeitura com o Cardiologia se encerra em dezembro. A prefeitura repassa cerca de R$ 3 milhões mensais à fundação para pagamento de pessoal. Os agentes têm contrato temporário com a Secretaria Municipal da Saúde. A população atendida hoje pelo PSF é de cerca de 400 mil pessoas.

COMO VAI FICAR:

ZERO HORA

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Categorias:Saúde

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5 respostas

  1. João. O problema é que a história não termina aí. Se terminasse tava tudo beleza. Mas as privatizações e terceirizações vão tirar grana é do bolso do contribuinte.
    Eu também tenho Unimed.

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  2. Olha Augusto, a muito tempo que a minha saúde já está privatizada e se chama Unimed.

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  3. Acharam a solução genial! Na mesma linha, já que a segurança pública, limpeza urbana e educação não funcionam no Brasil..vamos criar fundações para as respectivas áreas. PRONTO! Tudo vai funcionar bem depois. rssss

    Depois..se as fundações não fucnionarem a gente privatiza tudo. E depois, se as privatizações não funcionarem….a gente escolhe um dos dedos (ou todos os dedos) e enfia nos nossos c*s, pois é o que nos restará. Nem mais o porteiro vai haver para reclamações.

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  4. Fora Porto Alegre, o único atendimento público de saúde que conheço é o de Alvorada, o pobre e violento município da Região Metropoliana. O atendimento domiciliar gratuito lá é EXCELENTE. Sei que é uma surpresa, mas lá o sistema funciona muito bem. Não sei se lá tem Fundação ou algo semelhante ao que é criado agora em Porto Alegre, mas a assistência que a minha avó teve durante um ano, em casa e de graça, foi exemplar, como em qualquer país de Estado eficiente e solidário. Talvez Porto Alegre tenha alguma coisa a aprender com Alvorada – além das paradas de ônibus, que lá também são melhores.

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