Viagem experimental vai testar hidrovia entre zona sul e centro de Porto Alegre

Segundo vereador Thiago Duarte (PDT), se a hidrovia sair do papel, a viagem do Lami ao Centro poderá ter tempo reduzido em até 30 minutos

A possibilidade de uma futura hidrovia entre a zona sul e o centro de Porto Alegre deverá passar pelo primeiro teste no fim de março. A empresa que vai operar o transporte fluvial entre a Capital e a cidade de Guaíba, previsto para iniciar ainda neste primeiro semestre, fará uma viagem experimental interligando os bairros de Ipanema, Belém Novo e Lami ao futuro terminal do Cais do Porto.

O compromisso foi firmado durante reunião nesta manhã, na Câmara Municipal. Segundo o presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam), vereador Thiago Duarte (PDT), se a hidrovia sair do papel, a viagem do Lami ao Centro, que hoje é feita em 1h50min de ônibus, poderá ter seu tempo total reduzido em até 30 minutos.

– É uma alternativa de transporte modal que, além de menos poluente, visa a contemplar uma parte da população que está à margem da cidade e que carece de transporte público de qualidade – disse Duarte.

A interligação fluvial de bairros da Zona Sul com o Centro é avaliada por uma comissão formada pelas secretarias municipais de Planejamento e Meio Ambiente, Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Departamento Estadual de Portos Rios e Canais (Deprec), Metroplan e a empresa CatSul, braço gaúcho da Tapajós, do Grupo Ouro e Prata, vencedora da licitação da travessia do Guaíba.

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De acordo com diretor da EPTC, Vanderlei Capellari, uma equipe técnica avalia as possibilidades jurídica, econômica e técnica de ampliar o transporte modal para a zona sul da cidade.

– A ideia é fazer uma viagem para testar a viabilidade de itinerário. A via já existe, que é o Guaíba. Nos resta definir a viabilidade técnica do projeto. Se for possível ir até o Lami, iremos.

Segundo ele, num segundo momento, é preciso construir as condições para a assinatura de um convênio entre o governo do Rio Grande do Sul com a prefeitura de Porto Alegre para viabilizar a proposta. Integrantes da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara deverão levar o assunto ao prefeito José Fortunati e estudar  uma aproximação com o governo estadual para a elaboração de um convênio semelhante.

Interligação entre 30 municípios

Durante a reunião nesta manhã na Câmara Municipal, a representante da Metroplan, a arquiteta Alda Schwartz, apresentou um estudo que aponta a possibilidade ampliação do projeto de transporte fluvial para outros municípios. A partir de Guaíba, a hidrovia passaria pelo Vale dos Sinos, até a região carbonífera, criando uma rede de transporte capaz de interligar ligar até de 30 cidades gaúchas.

A travessia do Guaíba

O contrato de concessão de transporte fluvial de passageiros entre Porto Alegre e Guaíba foi assinado em dezembro, pela então governadora do Estado, Yeda Crusius. Previsto para começar a funcionar no primeiro semestre deste ano, o serviço deverá atender cerca de duas mil pessoas diariamente. A travessia será feita em embarcações do tipo catamarã, com capacidade para 120 passageiros. O modelo oferece poltronas estofadas, TVs de LCD e ambiente climatizado. As passagens terão valor máximo de sete reais. Os 15 quilômetros do percurso devem durar cerca de 20 minutos.

ZERO HORA – Juliana Jaeger

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2 respostas

  1. Não por esse preço da passagem. Só através de subsídios.

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  2. enfim, em POA lembra-se q tem um rio… e redescobre o seu potencial ecônomico, turístico e ambiental.

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