Vandalismo gera queixas na III Perimetral

Usuários do transporte coletivo na III Perimetral apontam mau cheiro e falta de conservação

Terminal do viaduto Jayme Caetano Braun apresenta más condições Crédito: cristiano estrela

Sinais de depredação, equipamentos de mobilidade danificados, lixo, mau cheiro proveniente de dejetos humanos e uso por moradores de rua. Esses são alguns dos problemas nos três viadutos que funcionam como ligação viária e estações de transporte coletivo ao longo da III Perimetral, em Porto Alegre. O vandalismo e as más condições de conservação causam desconforto aos usuários e impressionam negativamente as milhares de pessoas que passam pelos locais todos os dias.

“Está horrível”, definiu a empregada doméstica Dirce Pinheiro, 60 anos, moradora de Canoas. Todos os dias, quando chega e deixa o trabalho, no bairro Bela Vista, na Capital, ela passa pelo terminal do viaduto Jaime Caetano Braun, no cruzamento das avenidas Dom Pedro II e Nilo Peçanha. Para ela, além da sujeira e do mau cheiro, o que mais incomoda é a inatividade dos elevadores. Nesta semana, dos quatro aparelhos, apenas um estava em bom funcionamento. Pintura desgastada, metais enferrujados e acúmulo de papelões e plásticos ajudam a compor o cenário de aparente descaso.

No viaduto Jorge Alberto Mendes Ribeiro, na confluência das avenidas Carlos Gomes e Senador Tarso Dutra sob a Protásio Alves, o aspecto também é pouco inspirador. Apesar de mais equipamentos de mobilidade estarem em bom funcionamento, o passeio de elevador é um verdadeiro desafio aos sentidos. O cheiro é tão forte que causa náuseas em quem se arrisca a usar o aparelho. Marcas de pichação, vegetação com necessidade de poda e falta de limpeza atribuem uma aparência de desleixo ao local.

Outro ponto de preocupação para os usuários são as quatro saídas pelos túneis que dão acesso à rua. Os ambientes são pequenos; porém, estão mal iluminados. “Eu acho muito perigoso. Tenho colegas que já foram assaltados. Mas fazer o quê? A gente não tem muita escolha”, lamentou a auxiliar de serviços gerais Roseli Nunes, 28 anos, que é moradora de Alvorada.

No viaduto José Eduardo Utzig, no acesso da Benjamim Constant para a Dom Pedro II, o quadro é ainda mais assustador. Além dos problemas recorrentes nas outras duas estações, duas famílias sem-teto fizeram moradia sob o ambiente de mobilidade urbana. São dois casais, com três crianças, oriundos de Ijuí, que não quiseram dar entrevista por receio de serem retirados do local. Bancos sem pintura, mau cheiro, telefone público inativo e lixo contribuem para a impressão negativa. “Acho que falta cuidado. O cheiro é terrível. Evito o elevador”, afirmou a designer Angela Rangel, 25 anos, moradora de Gravataí e usuária frequente do transporte coletivo.

Correio do Povo

Segue abaixo algumas fotos recebidas de um leitor do blog revoltado com a situação das paradas de ônibus da região da Sogipa, na Perimetral:

Detalhe na foto de automóvel particular circulando livremente pelos corredores de ônibus.

Fotos: Maquei Monteiro Veiga

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Categorias:vandalismo

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13 respostas

  1. Essa é a minha Poro Alegre. Cada vez mais podre. Se déssemos uma máquina fotográfica a cada morador de Poa, ainda sim não haveriam fotos suficientes para registrar as porcarias da cidade. Em qualquer lugar do cidade há sujeira de assustar. Não há sequer uma rua livre da imundície.
    E o número de moradores de rua, desocupados e viciados cresce geometricamente.
    Não se preocupem, caros forumistas. Por enquanto ainda tá bom. Vai PIORAR muito….eu disse – MUITO.

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  2. Um abraço pra comunidade da UFRGS no orkut ;D

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  3. Concordo 100% Rogério. Pena que neste caso a maioria tá tendo que caminhar no meio da urina deles.

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  4. Que vergonha. Cada dia me envergonha cada vez mais Porto Alegre, e o pior de tudo é que isso está numa area nobre da cidade. Prefeitura de m…nao fazem nada estes vagabundos. O troco será no voto..

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  5. O problema é que o morador de rua é considerado como um doente social e não um criminoso. Até aí tudo correto, mas pelo que eu saiba portadores de doenças que possam prejudicar a saúde de outros são tratados compulsoriamente (nos centros de saúde ou hospitais que tratam essas doenças as enfermeiras se certificam que o paciente engoliu o remédio!). Agora porque não se exige tratamento desses doentes. Parece que o resto da população deve ficar sujeita a sua doença sem poder reclamar! Isto pode parecer uma opinião anti democrática, entretanto a democracia não é nada mais do que prevalecer o direito da maioria respeitando os direitos das minorias desde que este direito não vá contra o direito dos outros.

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  6. Essa mendigada que va acordar cedo e pegar uma fila para procurar emprego…cambada de vagabundo, que fica pedindo dinheiro todo dia e a noite vai porquear o patrimonio publico que eu e todos aqui sustentamos pagando impostos…

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  7. O viaduto em que a Ramiro Barcelos cruza sobre a Vasco da Gama também tem um cheiro insuportável, pois também é moradia de mendigos, e faz menos de dois anos que ele foi totalmente reformado.

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  8. Parada de onibus não, casa de mendigo mesmo.
    =D

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  9. Esse da foto é o da Benjamin, e a Nilo não cruza com a Dom Pedro.

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  10. Esse viaduto não é o Jayme Caetano Braun, pois senao seria o da Nilo.

    Bjs

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