Prefeitura se recusa a realizar a reforma solicitada pelo Ibama no Minizoo da Redenção

 

Transferência dos animais tem prazo de 45 dias Crédito: Antônio sobral

 

 Minizoo da Redenção encerrará atividades 

 A primeira-dama de Porto Alegre, Regina Becker, informou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que a prefeitura não realizará as reformas solicitadas pelo órgão no Minizoo Palmira Gobbi, localizado no Parque da Redenção. Em um prazo de até 45 dias, o local deve ser fechado e os 85 animais, transferidos. A área foi inaugurada em 1934.

O superintendente do Ibama no Rio Grande do Sul, João Moreira Júnior, afirma que a partir do recebimento da documentação o prazo para a transferência começa a correr. “Como a prefeitura demonstrou que não pretende fazer as reformas, vamos iniciar o procedimento para o fechamento do local e a transferência dos animais”, declara.

O principal motivo apontado por Regina Becker para encaminhar o documento ao Ibama é que o investimento para adequar o Minizoo não compensaria. “O recurso necessário é da ordem de R$ 1 milhão. Nossa avaliação é de que não vale a pena esse tipo de gasto. O espaço tornou-se inadequado. Transferir os bichos para o Parque Saint”Hilaire, por exemplo, custaria o triplo”, explica, acrescentando que “os animais estão em local insalubre, com pouca luminosidade e expostos à falta de segurança, à poluição e à má educação das pessoas, que jogam comida e até tocos de cigarro, que os bichos comem por confundi-los com animais luminosos”.

A prefeitura vai auxiliar o Ibama com a logística de transferência dos animais do Minizoo, bem como sua alimentação por um período que ainda será decidido. A área da Redenção deve ser transformada em local de educação ambiental permanente.

Usuários do parque fazem protesto

Roberto Jakubaszko: por que de uma hora para outra se resolve fechar o Minizoo sem qualquer discussão com a comunidade?

Usuários do Parque da Redenção organizam neste domingo, às 11h, um ato contra o projeto da primeira-dama de Porto Alegre, Regina Becker, que pretende fechar o Minizoo criado em 1934 que fica no local e abriga 85 animais. A mobilização ocorre em frente ao Monumento ao Expedicionário. Os representantes da entidade querem que a decisão seja tema de debate público.

Um dos integrantes do Conselho de usuários da Redenção, Roberto Jakubaszko, cobra mais clareza da prefeitura sobre o assunto. “Por que de uma hora para outra se resolve fechar o Minizoo sem qualquer discussão com a comunidade? Também estranhamos que a primeira-dama tenha esse poder, afinal o Parque da Redenção é um patrimônio tombado”, argumenta.

Outro ponto levantado pelo frequentador da Redenção é a questão histórica do local. “Quantas gerações já estão acostumadas a visitar o parque? Além disso, é um local próximo que as escolas podem levar os alunos para que tenham um contato direto com os animais”, diz.

Jakubaszko questiona a “falta de vontade” da prefeitura em investir nas melhorias solicitadas pelo Ibama. “A população quer a permanência do Minizoo. Antes de pensar na sua vontade é preciso atender aos interesses dos cidadãos“, diz. Caso confirmada a retirada do Minizoo, o local será área de educação ambiental permanente. “Educação se faz com os animais presentes. Querem transformar o parque em uma praça. A Redenção nunca esteve tão mal cuidada. Falta pessoal. A manutenção básica do Minizoo seria suficiente para resolver os problemas onde ficam os bichos”, completa Jakubaszko.

Correio do Povo

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Tenho medo que isto seja apenas uma forma de enviar os animais para um zoo privado em Gramado. Não gosto nada disso. A prefeitura deveria sim reformar o zoo e não tirar de Porto Alegre um dos mais tradicionais recantos da Redenção. A Redenção perde, a cidade perde e, DE NOVO, a população perde. Se há maneiras de reformar e dar melhores condições aos animais, por que não fazê-lo ? Para as roubalheiras sempre tem dinheiro, para desvios tem, para tudo tem. Mas para o minizoo não tem. R$ 1 milhão é muito ? Que providenciem a adoção do minizoo por alguma empresa. Duvido que empresas como o Zaffari, por exemplo, não teriam interesse em adotá-lo e prover este espaço tão interessante para Porto Alegre. NÃO ACEITO ESTA DECISÃO TÃO IMPENSADA. DEVE SER REAVALIADA ! Gilberto Simon
 

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Categorias:Meio Ambiente, Parques da Cidade, TURISMO

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27 respostas

  1. Esse é o Brasil, os politico fazem a vontade deles próprios por isso o Brasil não anda, que **** minha sempre vai lá adora ver os animais isso cultura, tem que fazer protesto e baixo assinado, NUNCA ESQUEÇA A MAIORIA SEMPRE VENCE SEMPRE É SÓ TER CORAGEM E ENFRENTAR ESSA CORJA DE LADRÕES!!!!!!!!!!!!!
    Minha opinião!

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  2. Estão enganados os que pensam que os animais serão soltos!
    Continuarão presos e talvez em locais piores que alí na redenção.
    E depois de transferidos para iniciativa privada, poderão ser vendidos.
    Vendidos para Europa ou Estados Unidos, para “””credenciados”””!
    Preocupe-se com a falta de licitações, a dação de dinheiro para a iniciativa privada, entre outras coisas mais que estão escondidas por debaixo dos panos.
    Estão usando a ingenuidade dos “protetores de animais” como força para cometer irregularidades. Alerte-se com ditos por políticos, podem engana-los.
    Existe algum animal dalí em tratamento contra estresse? Existe algum laudo, diagnóstico por veterinário que comprove o que diz a Primeira Dama? Ninguem nunca viu!
    Cuidado gente, voces estão sendo enganados, provavelmente tirarão as gaiolas dali para fazer uma rua larga cortando o parque e ligando República com a Garibaldi.
    Alem de utilizar as instalções veterinárias do Zôo para cães e gatos, tirando os animais silvestres dalí poderão utilizar com gatos.

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  3. Cara Silvia

    Não sou adepto do ex-presidente FHC, mas ao seu lado tinha uma senhora que se chamava Ruth Cardoso e o que espero de uma primeira dama era o que ela fazia, exatamente continuar a sua vida como Socióloga e Professora Universitária. Ela foi um exemplo de primeira dama, ou seja mostrou que uma mulher deve ter a sua vida própria, não fazer chazinhos beneficientes nem se meter na gestão da cidade. Ela não foi eleita para isto, se ela gosta de animais deveria manter os seus próprios trabalhos e não se meter com a administração pública.

    Talvez em determinado momento alguém se lembre de entrar com uma ação direta de incosticionalidade contra bobagens feitas por primeiras damas. Não estamos na monarquia para que a esposa do rei seja rainha.

    E tem mais, discursos sobre a ação de uma primeira dama é algo anacrônico e ultrapassado, acho inclusive que este nome, “primeira dama” me parece o fim da picada, quer dizer que as outras portoalegrenses são o que?

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  4. Quem fala da primeira-dama desta forma mostra que não a conhece, e não conhece o seu amor incondicional por todos os animais. Enquanto alguns estão aqui sentados a criticando sem conhecimento de causa, ela está incansavelmente lutando pelos direitos dos animais, como prefeitura JAMAIS fez. O que esperam de uma primeira dama, que continuem promovendo chás beneficentes para as nobres senhoras da sociedade? Animais não votam e é somente por este motivo que políticos estão “pouco se lixando” para eles. Parabéns a prefeitura e a primeira dama Regina Becker por ter coragem e determinação de enfrentar causas tão nobres e aguentar comentários de quem, certamente, o máximo que faz pelos animais é mandar o seu próprio cãozinho de raça para à Pet tomar banho.
    “A VERDADEIRA SOLIDARIEDADE COMEÇA ONDE NÃO SE ESPERA NADA EM TROCA.” (Antonie de Saint Exupéry)

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  5. Muito bom os comentarios do Gilberto, do Rogerio e da Natália. As pessoas precisam ter bom senso e saber lidar com a realidade.
    Quem defende que Lugar de Animal é no Ambiente Natural deveria devolver seus pets gatos e cães para a natureza. Retirá-los de seus apartamentos pequenos, mas onde estão adaptados, seria um CRIME !!
    Porque a primeira dama não se preocupa em retirar da Redenção os gatos abandonados ? Que são mortos a pauladas ou por cães ? A poluição e o ruído não os afeta ??

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  6. Natália

    Esses animais estão lá há várias gerações, perderam por completo o conhecimento instintivo ou adquirido (primatas tem conhecimento passado de geração em geração) da vida selvagem, “libertá-los” é o mesmo que largar um Poodle no meio do mato e esparar que ele se readapte a vida de lobo.

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