Orçamento da obra no Beira-Rio salta de R$ 150 milhões para R$ 253 milhões

Inter começa nesta segunda a definir o futuro do estádio

A partir de hoje, o Inter começará a decidir o futuro do Beira-Rio. O Conselho Consultivo receberá os orçamentos da reforma do estádio custeada pelo próprio clube e na versão com a parceria da construtora Andrade Gutierrez.

Na quarta-feira, estes dados serão apresentados em sessão no Conselho Deliberativo. O modelo a ser seguido deverá ser decidido após o Carnaval. A Fifa teria pressa em receber as garantias do Inter, o que é requisito para continuar as obras no estádio.

Vitorio Piffero apresentará o orçamento confeccionado ainda em sua gestão, por ele, Pedro Affatato e Emídio Ferreira, os três engenheiros que deram início ao processo das obras do Beira-Rio para a Copa de 2014. Conforme os cálculos da administração anterior, as reformas custariam R$ 150 milhões — e seriam bancadas com a comercialização de suítes e camarotes, além dos R$ 28,2 milhões da venda dos Eucaliptos.

De acordo com a nova gestão, que aponta para uma parceria com a Andrade Gutierrez — ainda que o presidente Giovanni Luigi já tenha deixado claro que a escolha partirá da decisão tirada no Conselho Deliberativo —, o novo orçamento bateria na casa dos R$ 253 milhões.

— Temos, sim, condições de tocar as obras com recursos próprios em vez de entregar o estádio para uma empreiteira — disse Emídio Ferreira. — A nossa previsão era investir cerca de R$ 60 milhões até o final de 2011. E há recursos para isso, mas também é preciso vontade.

Quem defende a parceria aponta que, desta maneira, o clube não correria o risco de endividar-se. Saiba mais sobre o possível contrato na edição desta segunda de Zero Hora.

Zero Hora

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Categorias:COPA 2014, Copa das Confederações 2013, Gigante para Sempre (Beira Rio)

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2 respostas

  1. Vão aumentar o preço para a construtora ficar mais tempo DONA do Beira Rio, vai ser a mesma história da Arena, os times gaúchos estão entregando o seu patrimônio (o tangível e o intangível) pelo valor do tangível, ou seja, se entrega o estádio pelo custo da construção com a marca junto (isto não é contabilizado no negócio pelo lado das direções dos times).

    Gostaria de saber se em algum momento tanto o Grêmio como o Inter na negociação com as construtoras estão colocando nos contratos o valor do “arrendamento” da Marca GRÊMIO e Marca INTERNACIONAL. Um show na Arena do Grêmio vale a mesma coisa que um na Arena da OAS?

    Estão enfiando a mão no bolso do torcedor.

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  2. O Inter demorou demais para optar pela liderança de uma construtora na reforma do estádio. Ficava alardeando que tinha R$150 milhões pra poder bancar tudo sozinho. Sempre suspeitei desta cifra: parece pouco para os planos do clube. Queria dar passo maior que a perna. Esse dinheiro ia fazer falta mais tarde; deixariam de investir em jogadores e contratos pra pagar a dívida da reforma. Furada.

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