Soluções provisórias garantirão a Copa, mas não deixarão legado

Para presidente de Sinaenco, Brasil terá dificuldades de entregar aeroportos e obras de mobilidade

Viol: aeroportos da Copa receberão turistas em terminais temporários - Crédito: Arquivo

Será muito difícil para o Brasil cumprir, até a Copa de 2014, aquilo que é desejável, principalmente em relação a aeroportos e a obras de mobilidade urbana, prevê o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), João Alberto Viol. No entanto, acrescenta, até agora o evento não corre maiores riscos, graças à possibilidade de se buscar soluções provisórias. De acordo com Viol, isso provavelmente prejudicará o legado do evento para a sociedade.

Para os aeroportos, Viol acredita que não há mais tempo hábil para cumprir na plenitude tudo que foi vislumbrado para o setor, principalmente no que se refere à estrutura dos terminais de passageiros. “A solução, provavelmente, será a de construir módulos provisórios para atender a demanda.”

“O problema é que esse tipo de obra é provisória não garante que a futura demanda interna será atendida”. Ele explica que uma alternativa é construir módulos que sirvam de etapa inicial a ser, posteriormente, aproveitada como definitiva. “Mas isso não é o ideal por implicar gastos a mais”, acrescenta.

Viol considera que o movimento de passageiros durante a Copa “não é tão significativo”, se comparad0 ao crescimento de demanda previsto para o mercado interno até 2014.

“Nossa demanda já é muito grande e crescente, independentemente desse evento. A Copa é apenas um cenário onde vai se acrescentar um maior número de turistas internacionais”,disse ele à Agência Brasil. E as ampliações, acrescenta, não estão sendo feitas nem para demandas atuais e nem para o crescimento decorrente da Copa.

Para piorar, a tendência é de que a situação fique ainda mais complicada, já que o evento servirá como vitrine do país para futuros turistas. “Passaremos a ter mais visibilidade no cenário internacional e a ser, certamente, um dos principais destinos turísticos do mundo. É para isso que temos de estar preparados e estruturados”, disse Viol.

Segundo ele, todas as cidades brasileiras apresentam problemas de mobilidade urbana. “Mas isso também não colocará o evento sob risco, porque há, também nesse campo, a possibilidade de se aplicar soluções provisórias como dar férias ou decretar feriados para diminuir o fluxo de veículos.”

Além disso, acrescenta, pode-se, a exemplo do que ocorre em São Paulo durante as corridas de Fórmula 1, criar corredores especiais para facilitar o trânsito. “O problema é que esse é um tipo de solução também não deixará o legado previsto de melhoria da qualidade de vida para quem mora na cidade”.

Viol reiterou que o Sinaenco faz alertas desse tipo desde 2007. “Não temos mais a certeza de um planejamento integrado, e o risco que corremos é o de pagar mais por menos, e de perder a oportunidade de fazer da Copa uma vitrine e um espelho positivo de nossa infraestrutura para atrair turistas após o evento. Esse risco já está se tornando uma certeza, na medida em que o tempo passa.”

Portal Copa 2014

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Categorias:COPA 2014

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9 respostas

  1. “Geitinho brasileiro” amigos, ate na FIFA a pilantragem vai conseguir passar a perna.

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  2. Honestamente, eu não acho que vamos passar vergonha mundial em 2014. Sem dúvida, quando a bola começar a rolar, ainda vai ter coisa sendo feita. A Copa vai dar certo, mas do nosso jeito atabalhoado, improvisado e perdulário. O problema MESMO é o dia a dia. A infraestrutura do Brasil tem que ser boa primeiro para os brasileiros, depois para os visitantes.

    E volto a insistir: tem INFRAERO pra que, meu Deus? Não faz planejamento de ampliação de aeroportos nem para a demanda interna. O que a INFRAERO faz da vida?

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  3. Em pleno verão, quando muitas pessoas, principalmente vindas do interior e de estados próximos ou da Argentina e do Uruguai visitam Porto Alegre, a prefeitura relaxa e lugares como Ipanema e outros, viram uma selva com mato até as canelas. Essa é a cabeça dos nossos governantes. Fazer o que? Durante a Copa, será igualzinho. Como diz o Guilherme ” vamos passar vergonha, como sempre..”

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  4. Éééé amigo, vamos passar vergonha, como sempre..

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  5. Eu tinha certeza que íamos fazer feio desde que declararam a copa. O jeito brasileiro é esse, fazer tudo nas coxas. Pena que sempre a discussão tem que ser partidarizada, como se faria muita diferença estar a “oposição” no lugar.

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  6. Mas vai ser isso, Walter. Um puxadinho aqui outro aí. Pelo menos a questão da falta de infra-estrutura no país inteiro vai ser suprida com esse ‘jeitinho retardado’. Aí passa a copa e esse país que só tem tamanho e não outra coisa, vai conseguir ser o único que não aproveitará a ocasião para melhorar infra-estrutura, transporte, aeroportos, qualidade de vida, etc. É vergonhoso o que fazem nesse país. E vergonhosa vai ser a inclusão do Brasil em eventos de nível mundial. O país vai, definitivamente, ser consolidar como o país palhaço, onde sempre é carnaval e nada é levado a sério pq o povo é retardado e tem memória de formiga. Queria muito que o nordeste não fosse parte do Brasil, ou que o Brasil fosse o nordeste e a região sul fosse outro país. As coisas seriam diferentes.

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  7. Honestamente, não acho que outro partido que estivesse no poder muita diferença faria nessa questão. O “jeitinho brasileiro” parece que é algo meio cultural, infelizmente.

    “No entanto, acrescenta, até agora o evento não corre maiores riscos, graças à possibilidade de se buscar soluções provisórias”
    Esse é o maior problema.

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  8. Nada melhor que uma vergonha nacional no maior evento do futebol mundial para sujar a imagem do partido mais fétido e pútrido que já existiu.

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  9. Brasil… o país provisório.

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