Cerca de 800 mulheres da Via Campesina invadem a Braskem, em Triunfo

Manifestantes querem denunciar monocultura de cana-de-açúcar

Cerca de 800 mulheres do movimento Via Campesina invadiram o pátio da empresa Braskem, em Triunfo, nesta terça-feira. Elas querem denunciar uma possível monocultura de cana-de-açúcar, que segundo as manifestantes, seria prejudicial ao meio ambiente.

A Braskem produz anualmente 200 mil toneladas de polietileno de etanol de cana-de-açúcar. Lançado em julho de 2007, o polietileno verde foi o primeiro a ser feito 100% a partir de fontes renováveis no mundo, segundo a empresa. Em 2010, a Braskem inaugurou a primeira planta de Eteno Verde e assumiu a liderança na produção de biopolímeros.

Em Passo Fundo, no Norte do Estado, outras 400 manifestantes da Via Campesina protestam contra o uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras de feijão e trigo. Conforme uma das mulheres, Luci Piovesan, uma semana antes da colheita, está sendo pulverizado por aviões o herbicida glifosato, comercialmente conhecido como Roundap. O veneno utilizado para secar o feijão é absorvido pelas folhas e sementes e, segundo estudos da enfermeira e doutora pela PUC de São Paulo Mara Pagiani, causam câncer e depressão.

A manifestação é uma preparação para o dia das mulheres, em 8 de março. Neste ano, a Via Campesina discute a violência e a utilização de agrotóxicos na produção. À tarde, as mulheres pretendem fazer uma passeata pelo Centro de Passo Fundo.

Correio do Povo

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Ao meu ver enquanto não forem tratados estes casos de invasão como crime, vai continuar esta barbaridade!–gilberto simon
Que estudos? Busquei pelo nome dessa suposta pesquisadora no Google e achei apenas cópias dessa notícia. Parece que nenhum jornalista da mídia tradicional mais se dá ao trabalho de verificar as informações, não é?–felipe mobus



Categorias:vandalismo, violência

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7 respostas

  1. Felipe.

    Citaste bem um exemplo e eu citaria uma conseqüência. O Paulo Francis no fim de sua carreira tornou-se um jornalista de direita, entretanto todos os seus colegas de esquerda o consideravam devido a sua erudição e capacidade. Morreu o Paulo, para continuar parte de seu trabalho colocaram o Mainard, fez tanta confusão copiando somente o estereótipo do Paulo Francis, esqueceu a “substância”, conseqüência: Dizem que ele está na europa para fugir da justiça brasileira de tantos processos que ganhou.

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  2. Pior mesmo na história da Iraniana foi quando correu o boato de que ela tinha sido libertada. O Nassif publicou imediatamente, louvando a intervenção do Lula no caso (que não houve). Quando se descobriu que a notícia era falsa, retirou-a silenciosamente do ar.

    Acho que o bom jornalismo morreu junto com o Paulo Francis.

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  3. Caro Felipe X

    Também tenho já presenciei algo tão ou mais bizarro do que isto, li na página do Correio uma dada notícia logo após estava olhando a ZH e deparei o mesmo texto, encafifado com o ocorrido fiz uma busca na Internet e encontrei dezenas de cópias exatamente iguais em alguns jornalões do centro do país, ou seja depois que inventaram o Ctrl C e o Ctrl V, o o plágio foi institucionalizado e o profissionalismo foi para o esgoto (isto não ocorre somente com a imprensa!!!!!)

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  4. Ih rogério, concordo contigo e acho que o jornalismo já morreu . Na história recente se melhorou muito a distribuição da informação de maneira absurda, mas foi destruído o jornalismo investigativo.

    Eu sempre uso de referência aquele caso da mulher condenada à morte no Irã. Nossa mídia nunca menciona que ela não foi condenada apenas por infidelidade mas também por planejar a morte do marido. No final ficamos a mercê da agenda anti-irã dos EUA.

    Em relação a ZH, um amigo achou uma vez um texto do “jornal” idêntico ao do site da Reuters, e adivinha? Sem menção à agência.

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  5. Parece que vão fazer bagunça aqui na frente do Banco hoje, junto com os ciclistas.
    Tão colocando mais segurança

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  6. Quanto ao uso de desfolhantes acho que um produto que é denominado “verde”, por honestidade, não deveria ser feito.

    Quanto a crítica de botar qualquer nome da forma, o pesquisador fulano de tal, e nem se verificar a existência do mesmo é algo que está ficando irritantemente corrente, parece que quanto mais se facilita a verificação da autenticidade das notícias, menos se faz.

    A nossa imprensa aqui no sul, ZH, Correio, O Sul e outros me parece feita por estagiários sem no mínimo um bom redator para controlá-los, se publica qualquer coisa e não se tem profissionais especializados em diversos assuntos. Como os custos da diagramação e da impressão diminuiram os proprietários querem economizar no corpo de redatores também.

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  7. Via campesina como MST sao organizacoes criminosas e deveriam ser tratadas como tais.

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