NOVO COLUNISTA INICIA HOJE NO PORTO IMAGEM

O arquiteto Marcelo Gotuzzo, já conhecido do Blog pelo seu projeto de recuperação do prédio “esqueleto” no centro de Porto Alegre, estréia hoje como colunista do site, nos trazendo um super artigo sobre ocupação urbana. Ele vai participar regularmente desta seção do site, sempre com novos artigos, inclusive sobre a orla de Porto Alegre.

PROJETOS INCLUSIVOS AUTÔNOMOS X POLÍTICAS PÚBLICAS, O CASO DE UMA OCUPAÇÃO URBANA EM PORTO ALEGRE

 

Este texto é para ser lido com calma, e atenção. Boa leitura !

Veja um trecho:

"Esqueleto". Foto: Gilberto Simon

“Estruturas desocupadas nos centros urbanos muitas vezes são utilizadas como depósito de mercadorias ilícitas, contribuindo para o aumento da criminalidade nos seus entornos. Um exemplo é o famoso edifício “Esqueleto da Praça XV”, em Porto Alegre (Figs. 06 e 07). Teve construção iniciada na década de 1950, não sendo terminada até hoje. Possui 19 pavimentos de concreto armado, com mais de 6.000 m² de área construídos. Localiza-se no coração do Centro de Porto Alegre, em área de inestimável valor histórico. Em suas proximidades encontram-se a Praça XV, o Mercado Público, o edifício da antiga Prefeitura, os Armazéns do Cais do Porto, entre outros importantes equipamentos culturais, institucionais e comerciais da cidade. Este prédio, outrora conhecido como “galeria do crime”, até hoje clama por sua conclusão.”

Leia todo o artigo, clicando aqui.



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Revitalização do centro

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16 respostas

  1. resebi proposta de compra de salas comersiais no edifisio esceleto to em duvida?compro ou nao compro

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  2. Prezados,

    Agradeço as boas-vindas e os comentários!
    Este artigo é o início de uma análise focada no caso da ocupação Utopia e Luta, e talvez outros também (há exemplares interessantes no Rio e São Paulo). A intenção é aprofundar cada caso de forma específica, sem generalizá-los (em princípio) ou compará-los diretamente com casos no exterior.

    Concordo plenamente que esta ocupação em análise é fruto de um envolvimento coletivo diferenciado, fato demonstrado com estudos citados no artigo, tão imerso nas questões políticas quanto diversos casos estrangeiros.

    Se analisará o processo da ocupação, focando de maneira crítica o objeto arquitetônico resultante, buscando provar o quanto as políticas públicas, no Brasil, podem limitar e desconfigurar um projeto habitacional legítimo, de aspirações inclusivas, criado por agentes autônomos da sociedade.

    A abrangência deste estudo poderá estender-se para outras comunidades autônomas brasileiras com atividades em áreas habitacionais, culturais, de formação, etc.

    Marcelo Gotuzzo

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  3. O comentarista principal, o jovem arquiteto não vai dar as carras? O Simon quando enrosca o que ele postou ele bota a cara pra bater. Tem que tirar o Marcelo da inércia.

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    • Só pra esclarecer: o Arquiteto Marcelo não faz parte da equipe do Blog e, sim, é colunista do SITE Porto Imagem (www.portoimagem.com). O site foi linkado no Blog para divulgar o artigo dele. Mas a equipe do Blog ainda é a mesma. Claro, ele pode e DEVE comentar a vontade aqui, mas creio que esteja trabalhando na sua tese de mestrado esta hora e/ou lecionando na UFRGS ou Escola Parobé.

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  4. acho que o ponto mais imporante (e muito bem escrito) do artigo é a parte da revitalização de partes deterioradas do centro pela ocupação de vazios urbanos por comunidades.
    primeiro que o entorno dos predios melhora significativamente, tem a circulação de moradores, mais gente vivendo dando vida as ruas do centro que nunca tiveram jeito de bairro e eram tidas como “mais um lugar escuro e perigoso pra andar”‘.
    segundo porque é ocupação por pessoas humildes, muita gente que nunca teve casa ou acaba sobrevivendo em algum barraco em alguma invasão e tal.
    a mehor parte disso é a inclusão social, porque toda cidade sai ganhando.
    grande texto, Marcelo.

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  5. > Esqueci de falar sobre a área da Fiateci, não vão fazer
    > o que fazem nos países do primeiro mundo, vão
    > simplesmente conservar uma área e implantar enormes
    > torres pois se não fizerem isto ninguém vai para lá.

    Realmente não é o ideal, mas acho que é uma concessão que se pode fazer para viabilizar. Uma parte das estruturas que existem lá simplesmente não serve nem pra reuso como loft. Acho que, ao conceder os benefícios fiscais para os empreendimentos na região, poderia ser estipulado quais tipos de ocupação o projeto do empreendimento deve ter para receber o desconto. Em outras palavras, o empreendimento poderia ter descontos maiores se fosse mais “loft” e menores se fosse “tradicional”. Algo assim.

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  6. Pois é, se em sampa tem procura é estranho não fazerem aqui, na prática nossas grandes construtoras agora são paulistas.

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  7. ouvi boatos de que ele vai até pagar uma cerveja pro pessoal que participa do blog.
    hehe

    Parabens cara, seja bem vindo…
    Esse blog é fróid, aguardando outras colaborações.
    =D

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  8. lofts (aqui chamados de duplex) são extremamente procurados nessa cidade.. quem tem não vende e os novos são caríssimos e mesmo assim, vende.

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  9. Eu particularmente saí de casa pra ficar perto da mamãe e do papai, assim a faxineira dela continuou lavando a minha roupa – e não me envergonho!! 😀

    Mas bem, julgamentos à parte, tenho uma dúvida. Vcs sabem se já foi feito algo nesta linha em alguma outra cidade brasileira? Não podemos excluir a possibilidade do brasileiro não se interessar pelo tipo de imóvel mesmo (concordemos ou não).

    Mas acho que o mais importante é essa questão já mencionada de supermercados e comércio em geral. Quando olhamos para uma cidade americana não podemos esquecer que eles tem uma cultura de urbanização das cidades completamente diferentes, com enormes subúrbios, etc então não se importam em ir longe para achar comércio. O caso da Europa eu conheço menos.

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  10. Esqueci de falar sobre a área da Fiateci, não vão fazer o que fazem nos países do primeiro mundo, vão simplesmente conservar uma área e implantar enormes torres pois se não fizerem isto ninguém vai para lá. O pessoal não ousa em Porto Alegre, ninguém faz a moda, todos seguem a moda que um empreendedor imobiliário lança.

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  11. Felipe(s)

    Estamos convergindo, os nossos novos executivos, poderiam sair da saia da mamãe, abandonar os imóveis do lado da casinha do papai e inovar criativamente adotando o verdadeiro conceito de lofts. Quantas vezes vemos nos filmes americanos, a imagem de jovens criativos que no meio de áreas abandonadas criam verdadeiros monumentos ao bom gosto remanejando grandes espaços.

    Porém o que se quer aqui é um arremedo disto, bem pertinho da casa da mamãe para poder jantar e levar a roupinha para lavar (não estou falando em tese, conheço VÁRIOS).

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  12. Excelente artigo 🙂

    Quanto à questão dos lofts: é realmente lamentável que chamem de lofts aquelas coisas extremamente artificiais que o mercado imobiliário anda oferecendo. O loft de verdade não é só um imóvel com pé-direito alto e mezzanino. O loft de verdade é um acontecimento urbano eficiente, onde o espaço ocupado anteriormente pela atividade econômica industrial é adaptado para o uso residencial, tendo em vista que a indústria deixou de ser eficiente no local, e que a pressão imobiliária ocasionada pela expansão dos outros setores motivou o reuso do espaço.

    Os motivos para a eficiência urbana da revitalização trazida pelo loft são vários. No aspecto ecológico, compreende a reutilização de um espaço urbano sem requerir demolições e reconstruções. No aspecto urbano, no caso específico de Porto Alegre, é uma solução mais eficiente do que a atualmente adotada – que é construir cada vez mais longe, requerindo mais e mais estrutura – o quarto distrito já está lá, já tem saneamento, avenidas, ruas, ônibus, trem – tudo isso a dois ou três quilômetros do centro!

    O problema é que não é tão simples revitalizar aquela região: faltam lá hoje algumas conveniências indispensáveis, como supermercados, shoppings, escolas, clubes. Hoje, uma iniciativa muito boa existe com o empreendimento na antiga fábrica Fiateci; talvez seja algo que vá acender a região. No entanto, creio que a prefeitura deva incentivar mais claramente a região.
    Poderiam ser criadas linhas de crédito para empreendedores que tenham projetos que deem finalidade residencial aos imóveis hoje abandonados. Também poderiam ser diminuídos IPTUs para empreendimentos que tragam vida comercial e de serviços à região, como supermercados, lojas e até shoppings. Outra possibilidade seria criar um centro cultural em alguma dessas estruturas, tendo em vista que tradicionalmente os lofts atraem os “artsy types”.

    Enfim, várias medidas podem ser tomadas para viabilizar tudo isso.

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  13. É Felipe, mas o Rogéio e o Felipe são achadores no assunto. O nosso jovem arquiteto deve trazer mais do que nós dois podemos aportar, estou aguardando.

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  14. Seja bem-vindo!

    Rogério, opino que estás coberto de razão sobre as preferências provincianas aqui da região, mas note que o artigo dele mostra como exemplos positivos em POA sempre tratando de imóveis centrais que foram recuperados e entregues para para pessoas menos favorecidas.

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  15. Parabéns pelo início do profissionalismo no comentário sobre ocupação urbana, precisamos parar de achar tanto e ouvir quem conhece para junto construir uma cidade melhor.

    Porém, veja eu sempre tenho um porém, o jovem arquiteto, esqueceu de falar sobre determinados aspectos da ocupação da cidade que poderiam encaixar bem no seu artigo.

    Ele cita corretamente o Movimento Squatter, que aproveita imóveis industriais abandonados para residências e a criação de Lofts, porém o mesmo esquece que a transposição de conceitos racionais e inteligentes como o citado esbarra em preconceito e ignorância de parte da população. Temos em Porto Alegre áreas industriais abandonadas com imóveis vazios, como a industrialização na cidade não foi tão intensa e não teve problema de terrenos para construir, ela não foi verticalizada como no caso de NY e ouras cidades européias, porém existem amplas áreas abandonadas, não verticalizadas que poderiam ser ocupadas para residências.

    Agora tem todo um aspecto cultural que tem que ser levado em conta, determinados setores estão dispostos a gastar 1 a 2 milhões para possuir um Loft de 150m² no Moinhos de Vento, mas não estão dispostos a gastar a metade disto para possuir uma residência de 1000m² numa região “não nobre”.

    Era interessante verificar quanto toda a “tendência internacional” se adapta na província, pois se não for feito isto teremos mais uma dissertação de mestrado do que uma análise das possibilidades urbanísticas da cidade de Porto Alegre.

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