Dragagem atrasa a ligação entre a Capital e Guaíba

Expectativa é que as embarcações catamarãs comecem a operação ainda no primeiro semestre

Apesar da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) ter finalizado nesta semana a batimetria do Guaíba (levantamento do volume de resíduos que deve ser dragado), o início da travessia fluvial entre a Capital gaúcha e o município de Guaíba não acontecerá na data prevista. Originalmente, a perspectiva era de que a operação começasse até o dia 20 de abril.

O diretor da Catsul (empresa que será responsável pelo serviço), Carlos Bernaud, acredita que o transporte possa ser feito ainda no primeiro semestre. Porém, o superintendente da SPH, Vanderlan Vasconselos, é mais pessimista e estima que não será viável operar antes de seis meses.

O dirigente informa que o cálculo do volume a ser dragado deve ser terminado até amanhã. Foi avaliada uma área do Guaíba de 1,7 mil metros de cumprimento, por 40 de largura. O próximo passo será a definição quanto aos recursos para realizar a dragagem. Vasconselos relata que a SPH não tem previsão orçamentária para essa ação e a expectativa é de que o governo do Estado repasse os valores necessários.

O governo gaúcho também deverá custear as instalações de boias de sinalização na hidrovia. Ainda restará a necessidade de licença ambiental para a dragagem e autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), para permitir o embarque e desembarque de passageiros. A operação também afetará as atividades do Grêmio Náutico União, que utiliza uma parte do porto da Capital gaúcha para a movimentação de uma barca para deslocar sócios do clube até a Ilha do Pavão.

Mesmo diante dessas questões, alguns fatores para a concretização da travessia estão evoluindo. Na próxima semana deverá ser entregue a área do armazém B 3, localizado no cais Mauá, para a Catsul iniciar os trabalhos de construção da estação de passageiros. Com essa liberação, Bernaud prevê que em até 60 dias seja possível realizar o complexo do lado de Porto Alegre. Já as obras de infraestrutura do terminal do município de Guaíba devem ser concluídas em 15 dias. A Catsul utilizará duas embarcações catamarãs para efetuar a travessia, cada uma com 120 lugares de capacidade.

Jornal do Comércio



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9 respostas

  1. Dragagem simples para a passagem de um catamarã (não de um cargueiro), que poderia ser feita em um mês, mas levará 6 meses ao ritmo do SPH.

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  2. Guilherme

    Os navios passam pelo canal, que foi dragado há décadas e algumas vezes sofre dragagens suplementares.

    Não escrevam coisas que não conhecem, um engenheiro responsável pelos portos do RGS é responsável por isto, se simplesmente a ex-governadora simplesmente não perguntou a ninguém ou pior se perguntou não deu bola o problema foi dela, não de quem esta impedindo que um barco cheio de passageiros fique encalhado no meio do Guaiba.

    Não falem qualquer bobagem só porque a licitação foi feita no governo Ieda e a implantação foi deixada para o governo seguinte.

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    • O que ninguém se lembra é que o canal de navegação para os navios cargueiros que entram no porto é um. A linha POA – Guaíba será feita por outra parte do Guaíba, por isso é necessário pelo menos a garantia que não há bancos de areia que faça com que encalhem os barcos, pois mais rasos que sejam os seus cascos. A linha é praticamente perpendicular ao canal que já existe.

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  3. estranho, todo dia passa trocentos navios aqui na frente do meu trabalho, hoje mesmo tem um enorme ancorado aqui no cais… e falo de algo com mais de 60 metros.

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  4. Pessoal, o Rio/Lago Guaíba é bem complicado de se navegar. Em alguns lugares no meio do do rio é possível caminhar com a água no nível do peito devido aos bancos de areia, causando imensa preocupação aos navegantes (experiência própria).
    Mesmo que o catamarã da travessia necessite de pouco calado para navegar, o nível do rio varia muito e, no verão, chega a estar crítico para navegação fora dos canais, o que poderia causar, no mínimo, um encalhe. Além disso, dependendo da intensidade dos ventos e altura das ondas, o movimento de oscilação do casco (caturra, etc.) poderia causar um choque do mesmo com o leito do rio. Por isso, acredito ser necessária a dragagem.
    O surpreendente é que eu não sou o único a saber disso! Assim, quando o projeto foi apresentado, era de se esperar que os responsáveis pelo mesmo tomassem as medidas necessárias para viabilizar a coisa toda!
    Dá o que pensar… Tem gato nessa tuba.

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  5. Ahahaha…que divertido. Anunciaram algo que nunca existiu…nem nunca existirá. Mais um miguelaço dos nossos políticos.

    Se nem uma hidrovia conseguem fazer…imaginem uma nova ponte do Guaíba. Nem em 1000 anos.

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  6. Mas afinal qual o calado deste catamarã? Via de regra este tipo de embarcação (por ter dois cascos) navega em águas rasas… Além disto, ninguém me convence que as antigas barcas do DAER da travessia Guaíba-Vila Assunção calavam menos. Ou será que o Guaíba assoreou tanto assim nos últimos 50 anos? Duvido: medições feitas junto ao terminal turístico em Guaíba mostram profundidade média de 2-2,7 m. Decididamente, este até agora desconhecido senhor, todo-poderoso do SPH, parece ter outras idéias a respeito…

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  7. Esse Vanderlan Vasconselos, como lacaio petista, está mais interessado e agir politicamente do que fazer com que os objetivos do órgão (manter portos e hidrovias) que administra sejam atingidos.

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  8. Agora um detalhe técnico. Quanto amadorismo do empreendedor que esqueceu da dragagem que deveria ser feita para o barco chegar no seu destino, isto já poderia ser quantificado logo quando ele ganhou a concorrência.

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