POA – Guaíba – Hidrovia operará só em outubro

Burocracia e falta de obras necessárias para transporte de passageiros atrasaram inícioA esperada hidrovia Porto Alegre-Guaíba encalhou antes de ser inaugurada. O transporte fluvial entre os dois municípios, que deveria começar a operar no próximo mês, só deverá deslanchar em outubro.

A estimativa é do superintendente de Portos e Hidrovias, Vanderlãn Vasconsèlos, que aponta a necessidade de várias obras para que a travessia possa ser executada.

– Temos de colocar o pé no chão. Criaram uma expectativa que é impossível de ser cumprida. Estamos fazendo o possível, mas vamos precisar de pelo menos seis meses para que a hidrovia funcione com total segurança – apontou.

Essas pendências evidenciam o imbróglio que se tornou o transporte de passageiros pelo Guaíba. A empresa responsável pela travessia, a CatSul, teve o contrato assinado em dezembro, no governo Yeda Crusius. As obras necessárias para que os catamarãs possam fazer o trajeto, no entanto, não foram executadas. Segundo Vasconsèlos, o principal entrave é encontrar dinheiro dentro do orçamento do Estado para fazer as obras de dragagem em Guaíba e a compra de equipamentos, como boias e sinalizadores.

– Não foi previsto nenhum recurso para isso no orçamento aprovado na gestão passada. Vamos ter de encontrar dinheiro e iniciar as licitações o quanto antes – afirmou.

Outro obstáculo a ser superado é o terminal de passageiros da Capital. O armazém no cais destinado para isso ainda não foi totalmente desocupado. Além disso, o atracadouro, atualmente usado pelo Grêmio Náutico União, não tem a liberação acertada.

– Ainda estou esperando a definição do clube, mas acho que chegaremos a um entendimento. A área interna do armazém deve ser entregue na semana que vem – adiantou Vasconsèlos.

O que falta fazer
– Dragagem de um canal com 1,7 quilômetro de comprimento e 80 metros de largura no traçado da travessia, próximo a Guaíba.
– Instalação de sinalização e sistemas de segurança, como boias com sinais luminosos, radar e GPS.
– Liberação do terminal de Porto Alegre. O Armazém B3 foi destinado a abrigar a estação, mas o local ainda é usado para outros fins.
– Liberação do atracadouro da Capital. O Grêmio Náutico União utiliza o píer como base para os barcos que levam sócios para a sede da Ilha do Pavão. A SPH negocia com a o clube a liberação do local, mas ainda não obteve retorno.
– Finalizar o terminal de Guaíba. A empresa que irá operar a travessia deve terminar em abril as obras de reforma do espaço, que fica na rodoviária da cidade.

Zero Hora

Que coisa mais incrível issso ! As pessoas não planejam ! Estes procedimentos tem que ser feitos paralelamente e não um depois do outro. Quando se pensou em fazer a linha POA- Guaíba, nenhum técnico pensou na dragagem, que seria necessária para que se tornasse realidade a linha ? Ou será que os técnicos pensam, prevêem, e os políticos se fazem de desentendidos e fazem desta forma pra prolongarem o processo todo e ficarem mais tempo na midia, pra render mais votos ?

Que falta de vergonha na cara ! Isso é brincar com a população, é brincar de ser governantem é brincar de ser administrador !



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20 respostas

  1. Julião. Isso foi um desembarque simbólico. As obras do trapiche estão paralisadas. Só havia um operário trabalhando lá. Para que haja um atracadouro público é necessário uma série de coisas. Vou tentar resgatar a coluna publicada no jornal Correio do Povo, que traz o depoimento de um jornalista famoso daqui de Poa…que fez a viagem de catamarã mas não havia lugar pra descer em Guaíba. O cara chegou até a indagar o único operário que trabalhava na obra e obteve como resposta: só Deus sabe quando isso vai ficar pronto.

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  2. “As viagens de teste não desembarcaram NUNCA em Guaíba, pelo simples fato de que lá não há trapiche. Nem que as águas estivessem num nível suficiente para o calado do catamarã, ele poderia desembarcar.”

    http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3148244.xml

    Ué, achei que essa foto da reportagem da ZH fossem em Guaíba. Claro, esqueci: a zero mente e pelo jeito “monta” fotos.

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  3. Julião. E se tiveres alguma dúvida quanto ao canal, pergunta pra empresa que iria operar o catamarã, que eles mesmos vão te informar que HÁ necessidade da dragagem.

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  4. “Alguém lembra de algum problema na viagem de demonstração feita em dezembro ano passado em plena seca do Guaíba? A impresa que acompanhava a travessia teria relatado algum encalhe, se tivesse ocorrido.”

    Amiguinho. Será que tu não sabes que o nível do Guaíba é altamente VARIÁVEL? Ou tu achas que é fixo? As viagens de teste não desembarcaram NUNCA em Guaíba, pelo simples fato de que lá não há trapiche. Nem que as águas estivessem num nível suficiente para o calado do catamarã, ele poderia desembarcar. Parafraseando o tema, o teu “argumento” naufragou antes mesmo de zarpar. Sossobraste nas movediças águas do desconhecimento.

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  5. Sr., pergunta para o pessoal do Blog quem tem demonstrado estar fora da casinha com comentário esdrúxulos?

    Essa hidrovia entre Porto Alegre-Guaíba sempre existiu e o que faltava eram políticos e empresários dispostos e enfrentar o monopólios do ônibus. O problema é que os petistas tem o rabo preso com as empresas de ônibus desde a encapação fracassada do sistema de transporte coletivo de Porto Alegre promovido pelo Prefeito Olívio no final dos anos 80, o que resultou num processo de milhões de reais (depois retirado num acordão).

    Alguém lembra de algum problema na viagem de demonstração feita em dezembro ano passado em plena seca do Guaíba? A impresa que acompanhava a travessia teria relatado algum encalhe, se tivesse ocorrido.

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  6. “Pura má-vontade, pois trata-se de uma dragagem simples de um 1,8 km que poderia ser feita rapidamente até pela empresa contratada para fazer a travessia, mas levará 6 meses a um ritmo impostos pelo governo do estado. Aliás nem precisaria haver dragagem alguma, a hidrovia está pronta para começar esse tipo de transporte com catamarã amanhã mesmo.”

    De onde você tirou essa informação técnica? Chega o Julião aqui e diz que não há necessidade de dragagem. Quem te assessorou foi o pessoal do SPH?
    Pede pro Giba editar o teu post. Ele tá totalmente fora da casinha.

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  7. Pura má-vontade, pois trata-se de uma dragagem simples de um 1,8 km que poderia ser feita rapidamente até pela empresa contratada para fazer a travessia, mas levará 6 meses a um ritmo impostos pelo governo do estado. Aliás nem precisaria haver dragagem alguma, a hidrovia está pronta para começar esse tipo de transporte com catamarã amanhã mesmo.

    Todos sabem que se trata de mais uma birra política. Esse é o tipo de políticagem feito pelo PT, em que o importante é levar vantagem em tudo, não dar armas para os “inimigos” e as necessidades da população que esperem.

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  8. “E mais: dizer que a imprensa tava fazendo marketing da Yeda? Me poupe né? A imprensa e o CPERS massacrou ela.”
    Ora, amigão. Vais me dizer que não sabes que as companhias jornalísticas são pródigas em contribuições de campanha?
    é tudo um jogo de interesses. Nós somos apenas o marisco entre o rochedo e o mar. Tu sabes muito bem disso.
    A imprensa é assim mesma. Dissimulada e ladina. Nunca abrem o jogo. Apenas trabalham nos bastidores. Por questões de natureza da atividade…não é de bom alvitre se colocar ao lado de candidato A ou B. É tudo camufladinho…escondido, velado.
    Tome a Globo com exemplo. Ela jamais se declarou simnpatizante de A ou B…mas sempre orientou o editorial de modo a proteger seus candidatos. E não foi só a Globo. Solertemente, ela solapa os adversários e protege os amigos. E que fique bem claro que não é só a Globo. Há toda uma rede de interesses milionários e conflitantes entre si. É briga de foice no escuro.

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  9. E mais: dizer que a imprensa tava fazendo marketing da Yeda? Me poupe né? A imprensa e o CPERS massacrou ela.

    E olha, nem votei nela. Nenhuma das vezes.

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