Estado quer renovar as fontes de energia

Desde o primeiro parque eólico, em 2003, RS busca novas alternativas

Osório tem um dos maiores parques eólicos da América do Sul. Foto: Gilberto Simon / Porto Imagem

O Rio Grande do Sul tem procurado ampliar a utilização e a produção científica na área de energias renováveis. Desde o anúncio da implantação do primeiro parque eólico do Estado, em 2003, em Osório, algumas alternativas que vinham sendo estudadas ficaram mais claras e, potencialmente, mais interessantes aos necessários investidores públicos e privados.

Nesse processo, foi importante a parceria com as universidades, de onde saem as pesquisas e o desenvolvimento de projetos em áreas como energia solar, biomassa e sistemas eólicos. A PUCRS, por exemplo, desenvolveu um sistema denominado Módulos Fotovoltáicos, em parceria com Finep, Eletrosul e CEEE, que pode baratear a produção de energia solar no RS, segundo o professor Adriano Moehlecke, coordenador do Núcleo Tecnológico de Energia Solar da Faculdade de Física da Universidade. “Sabemos da viabilidade econômica e financeira, e agora é preciso mostrar esses resultados aos potenciais investidores”, concluiu.

Ventos e biomassa estão em estudos

Na Ufrgs, foi criado o Grupo de Desenvolvimento em Energias Renováveis, no Laboratório de Transformação Mecânica, instalado em seu Centro de Tecnologia. Nesta área são produzidas pesquisas e experimentos em fontes alternativas, especialmente no segmento eólico.

A energia dos ventos também está sendo alvo de pesquisas por parte da CEEE. Por meio do Departamento de Estudos e Projetos de Geração Alternativa, a companhia desenvolve ações também em biomassa. O coordenador desse setor, Marcos Melo, destacou que, dentro de 60 a 90 dias, iniciarão as medições de potencial de ventos em três regiões diferentes para avaliar a viabilidade de implantação de novos parques eólicos. “Serão três anos de medições em Rio Grande, Bagé e Soledade, para ter certeza de que há condições de produção e de garantir o fornecimento para participar dos futuros leilões”, argumentou.

Experiências com biomassa são realizadas pela CEEE, principalmente para a utilização de resíduos de madeira originados pelo polo moveleiro da Serra gaúcha e pelas futuras plantas de celulose da Metade Sul. Na Sulgás, um projeto de purificação de biogás, próximo do aterro sanitário de Minas do Leão, começa a ser testado em automóveis.

Correio do Povo
 



Categorias:Energia

Tags:,

5 respostas

  1. Oy veii, La vem eles com os ventilador gigante deles….querem tecnologia? ciencia? Tecnicos e cientistas de altissima qualidade?? bem, entao invistam em energia nuclear!!! IMBATIVEL!!! nada se compara!! mas para esses ventiladores ai, um ajudante de mecanico de borracharia de beira de estrada ja serve!!!

    Curtir

    • A assertiva de Phil evidencia uma certo desprezo para energia eólica, que não nos parece tão desprezável assim, seria alguém torcendo pelo “seu assado”. Seria alguém com alguma alternativa viável ou é pura sátira!

      Curtir

  2. Bem, e quando parar de ventar?

    Curtir

    • se parar de ventar,continua tendo energia por que com o enfraquecimento do vento tem um gerador que “guarda” energia reseva para algum percauço

      Curtir

  3. Muito bom..
    Não gosto dessas coisas de usinas a carvão
    =//

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: