Linha do metrô irá da Borges de Medeiros à sede da Fiergs

Autoridades federais e estaduais na apresentação do prefeito José Fortunati. Foto: Ricardo Giusti

O prefeito José Fortunati apresentou hoje, 28, o projeto e o cadastramento da proposta do Metrô de Porto Alegre no Programa de Aceleração do Crescimento II (PAC) da Mobilidade Urbana das Grandes Cidades. Orçado em R$ 2,4 bilhões, o projeto deve ser executado com recursos do PAC. O Governo federal disponibiliza R$18 milhões para as obras de mobilidade urbana. A contrapartida do Governo do Estado é a isenção do ICMS para os trens e para a obra de construção dos túneis.

O traçado da fase 1 do Metrô vai da avenida Borges de Medeiros (extensão rua da Praia) até a Av. Assis Brasil, com extensão de 14,88 quilômetros. O Metrô será subterrâneo, do tipo Cut and Cover, onde se utiliza o método de construção de túneis rasos com abertura das trincheiras. Ele passará por baixo dos corredores de ônibus da  Farrapos e da Assis Brasil até o Terminal Triângulo, depois seguirá a partir de uma elevada até a sede da Fiergs.

O gerenciamento do projeto será da prefeitura e a operação será por concessão. A passagem do Metrô será igual a do ônibus urbano. O projeto será integrado com o sistema de transporte coletivo da cidade, com o pagamento de uma única passagem. “Essa modelagem que estamos apresentando foi desenvolvida com muita cautela. Trabalhamos em parceria com Curitiba e Belo Horizonte. O projeto contempla estudos técnicos de acordo com os parâmetros exigidos pelo Ministério das Cidades. Apostamos que nossa proposta esteja incluída entre as obras do PAC de Mobilidade Urbana, garantindo o início da construção do Metrô a partir do final de 2012”, destacou Fortunati.

O representante do Governo do Estado, secretário de Planejamento João Motta, entregou ao prefeito um documento de apoio ao metrô manifestando o compromisso do Estado em conceder as isenções fiscais para a execução do Metrô, além de solicitar algumas diretrizes como a preferência por contratação de empresas gaúchas para a concessão, integração da região metropolitana e a participação do Estado nos licenciamentos ambientais.

Modelagem financeira – O projeto total tem custo estimado em R$ 2,4 bilhões. Com as isenções fiscais estaduais e municipais, o valor reduz para R$ 2,2 bilhões. A prefeitura solicitará R$1, 58 bilhão do Orçamento da União. A contraprestação da prefeitura será de R$ 300 milhões, na fase de operação do projeto, dividida em 15 anos. Além disso, no valor total estão inseridos R$ 323 milhões, que serão financiados pelo futuro concessionário.

O cadastramento da proposta deve ser feito até 3 de abril no site do Ministério das Cidades. A seleção dos projetos contemplados no PAC será anunciada dia 12 de junho. As propostas selecionadas têm até oito meses para a apresentação do projeto básico.

Implantação da 2ª fase- Na apresentação, o prefeito detalhou o traçado para a implantação da futura fase 2 do Metrô, que vai da avenida Borges de Medeiros até a avenida Bento Gonçalves (extensão Antônio de Carvalho), com extensão de 10,92 quilômetros.

A entrevista coletiva de imprensa contou com as presenças do presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia, do secretário estadual de Planejamento, João Mota, do presidente da Assembléia Legislativa, Adão Villaverde, da presidente da Câmara, Sofia Cavedon, do presidente da Granpal, Jairo Jorge e do presidente da Trensurb, Marco Anildo Cunha.

Saindo da Borges, Fase 1 vai até a Fiergs e a Fase 2 até a Antônio de Carvalho

Prefeitura de Porto Alegre



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8 respostas

  1. Segundo a apresentação do Fortunati sobre o metrô, essa linha vai custar “apenas” 1,5 bilhão de reais para União (descontados os quase 300 milhões de isenções de tributos estaduais e municipais e outros 600 milhões que serão pagos pelo governo do Estado, Prefeitura e/ou empresa que receber a concessão). Esse custo significa, nos 5 anos de obras previstos, um desenbolso anual de 300 milhões do orçamento federal, o que é quase equivalente ao que a União está aplicando no estado para extensão do Trensurb.

    Portanto esse projeto está parecendo bastante viável e é quase certo que ele obterá a aprovação no tal PAC da mobilidade urbana. Agora deve se manter a luta e a união de “todos” os gaúchos para a liberação dos recusos conforme o cronograma.

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  2. “Vocês podem escrever aí, se está previsto R$ 2,4 bilhões o custo, vai tranquilamente a R$ 5 bilhões. A Fase 1, claro.”

    Vamos arredondar pra 10 bi, Giba.

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  3. Pelo que dá a entender da matéria, a construção vai ser cut-and-cover. Isso significa parar as avenidas em questão, cavar a vala e fechar. É um pouco mais rápido e mais barato que construção com tatu, mas vai ser um distúrbio tremendo na superfície.

    bom, é o preço né.

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  4. Vocês podem escrever aí, se está previsto R$ 2,4 bilhões o custo, vai tranquilamente a R$ 5 bilhões. A Fase 1, claro.

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  5. Isso são obras para 5, 6 anos a partir de 2012

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  6. Quando é a previsão de término da fase 2? Vou terminar meu pós-doutorado e não vai estar pronto pra eu ir pra PUC.

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  7. Só acredito quando começar alguma obra. Faz décadas que falam em Portais e metrô, por enquanto só mais uma apresentação política de papéis e intenções. Quer o ver projeto executivo, licitação finalizada e início de obra, daí acredito em metrô em poa.

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  8. Parabéns pela escolha do traçado. Racional e lógico.

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