NOVO VISUAL – Obras do Pisa mudam a paisagem do Guaíba

Máquinas e operários movimentam a orla em quatro frentes de trabalho

Obras do Pisa mudam a paisagem do Guaíba

De uns tempos para cá, contemplar o Guaíba garante alguns sobressaltos aos olhos acostumados a ver sobre as águas apenas embarcações e praticantes de esportes náuticos. A construção dos emissários terrestre e subaquático do Programa Sócioambiental (Pisa), que pretende ampliar o percentual de esgoto tratado em Porto Alegre de 27% para quase 80%, alterou a rotina da orla.

Pelo menos quatro frentes de trabalho avançam na região. Uma delas é a montagem da tubulação do emissário subaquático, a rede de tubos gigantescos que cruzará sob as águas do Guaíba para levar o esgoto da Estação de Bombeamento de Esgoto (EBE) Cristal até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Serraria. Os enormes tubos estão boiando em frente ao Estaleiro Só, o canteiro de obras do Pisa, e devem se multiplicar na superfície do Guaíba nos próximos dias.

Segundo o coordenador do Pisa, Valdir Flores, são esperados mais tubos de 515 metros de comprimento. O material vem por água do Porto de Santos (SP) e, por aqui, recebe os contrapesos, estruturas que garantirão a fixação dos tubos no fundo do Guaíba.Outra atividade do Pisa que despertou a curiosidade dos moradores da Zona Sul foi a sondagem do solo do curso d’água. Há cerca de um mês, uma máquina acomodada sobre uma espécie de balsa faz o estudo do leito do Guaíba no trajeto do futuro emissário subaquático.

– Estamos fazendo um reconhecimento do solo para não termos surpresas futuramente. É um procedimento comum, como ocorre nas obras nas ruas, por exemplo – explica Flores, ressaltando que o serviço não deve interferir na navegação e na prática de esportes náuticos.

Em terra, os serviços do Pisa na Zona Sul também se concentram na orla. Na Avenida Padre Cacique, está sendo instalada a tubulação do emissário terrestre, uma rede de tubos que ligará por baixo do solo a Estação de Bombeamento de Esgoto (EBE) Ponta da Cadeia, no Centro, à EBE Cristal. O trabalho está concentrado em frente à Fundação Iberê Camargo, onde será feito uma espécie de muro de contenção para garantir a passagem da tubulação. A previsão é de que o emissário terrestre fique pronto em setembro.

Na Avenida Diário de Notícias, os operários já começaram a construir a rede em que o emissário subaquático será conectado para levar o esgoto à ETE Serraria. As quatro frentes de trabalho devem continuar na rotina dos moradores da Zona Sul pelo menos até o final do ano.

 

Em frente à Fundação Iberê Camargo, já é feita a instalação dos canos do emissário terrestre

 

Tubos que serão colocados sob as águas estão recebendo os contrapesos no Estaleiro Só

 

Zero Hora (impressa)



Categorias:Despoluição do Guaíba, Meio Ambiente, Programa Sócio Ambiental

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1 resposta

  1. Eis uma obra que depois de pronta, ninguém vê.
    Mesmo agora, tem gente que não dá valor.
    Mas é uma obra importantíssima para a qualidade de vida de uma cidade.
    Tenho visto que muitas cidades da região metropolitana também estão ampliando seu tratamento de esgoto. Que bom! Isso, sim, é ecologia (não aquelas baboseiras de não poder cosntruir prédios altos)

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