Circulação de bicicletas será debatida hoje às 18:30

A Câmara Municipal de Porto Alegre realizará, às 18h30min de hoje, uma audiência pública para avaliar a circulação de bicicletas na cidade. Proposto pela Mesa Diretora do Legislativo, o evento foi agendado depois do episódio ocorrido no bairro Cidade Baixa em fevereiro, quando um motorista atropelou diversos ciclistas que participavam de um ato público. A audiência será realizada no Plenário Otávio Rocha da Câmara (avenida Loureiro da Silva, 255).

Correio do Povo



Categorias:Bicicleta

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12 respostas

  1. Apenas um porém: eu não estou defendendo que a construção de ciclovias serja prioritário em relação a metrô, melhorias nos onibus ou outros investiments relevantes em transporte público. Estou defendendo a tese de que há espaço para mais investimento nisto se olharmos com cuidado as prioridades da cidade.

    Minhas lista de prioridades no transporte em Porto Alegre, começando pela mais prioritária:
    1) Metro
    2) Passagem integrada com zonas concentricas de tarifação
    3) Readequação de todas as linhas de onibus aproveitando as facilidades proporcionadas pela passagem integrada
    4) Construção de viadutos e passagens de nível
    5) Melhoria do acesso ao onibus (mais informação, tal qual o site poabus)
    6) VLT e portais (não acho VLT viável politicamente)

    Sendo que destes itens, 2, 3 e 5 poderiam ser feitos já, e 4 deveria ser um esforço constante.

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  2. Portanto, se analisarmos com mais calma e sem o furor do momento, a panaceia das bicicletas, vejam que há todo um planejamento urbano até que se possa sugerir algo como plano cicloviário. Há a necessidade de uma série de equipamentos e adaptações urbanas essenciais para que ciclovias sejam realmente úteis enquanto alternativas. Topografia, barreiras físicas, bicicletários (só nesse quesito bicicletário, uma pergunta; quanto tempo uma bicicleta iria ficar lá sem ser roubada?), integração com transporte público, linhas realmente amplas…e não as nanométricas como as que existem, etc.
    Há mil coisas….e a falácia e o discurso demagógico em prol das bikes não são solução pra nada.

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  3. Priorizar ciclovias por favor não. Priorizar transporte de massa.

    Adriano, realmente muito legais estas ciclovias dos links, mas será que estas cidades européias tem a mesma realidade de poa? Somos uma cidade razoavelmente grande, com uma região central ultra concentrada.

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  4. Por outro lado, todas as novas vias, bem como os alargamento da atuais ruas e avenidas da cidade, a exemplo da Beira-rio, Tronco…, deverão vir necessariamente com espaço para ciclovias.

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  5. Portanto, amantes da magrelas, é uma guerra perdida lutar contra os automóveis.

    Se querem mais espaço lutem a favor da qualificação do transporte público da cidade, com a implantando novas linhas de metrôs. Com isso (todos) ganharão 3 vezes: mais espaço, menos poluição e mais possibilidades de transportes integrados.

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  6. Acredito que só poderão fazer ciclovias nas grandes avenidas radiais de Porto Alegre (Farrapos-Assis Brasil, Osvaldo-Protásio, João Pessoa…) o dia que houver a retirada dos corredores de ônibus. Daí sim, haveria espaço suficiente para alargar as calçadas, estabelecer uma ciclovia separada dos carros e pedestres e, em alguns casos, aumentar o número de pista para autómóveis.

    Entretanto a cidade só poderá se livrar desses corredores quando houver sob ela uma linha metrô e isso será feito gradativamente pelos próximos 30, 40 e talvez 50 anos, a apartira dessa primeira linha projetada sob a Farrapos/Assis Brasil. Sem isso, não existirá pressão no mundo que conseguirá vencer a força dos automóveis para substituir por ciclovias as atuais pistas de rolagem ou de estacionamentos.

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  7. Ciclovias podem ajudar a melhorar o congestionamento quando a bicicleta é utilizada em conjunto com o transporte coletivo. Para isso são necessarios bicicletarios nas paradas. Com a possibilidade de integrar bicicleta e metrô (ou talvez onibus) para muita gente se eliminaria a necessidade duas conduções e tornaria o trajeto todo mais rápido. Claro que o sucesso disso quando muito é moderado (funciona melhor em cidades médias como Canoas) e depende de aspectos culturais da população (os quais eu acho não são favoráveis aqui).

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  8. Augusto, ciclovias realmente são uma boa solução de transporte, mas não da maneira como as vezes elas são feitas em Porto Alegre. Eu morei alguns anos na Europa numa cidade que tinha ciclovia em TODAS as ruas. Usei bicicleta muitas vezes. Mas lá as ciclovias eram fundamentalmente diferentes:

    – Eram construidas sobre a calçada, pois tem que existir uma barreira fisica separando veiculos motores de outros veiculos leves. Isso, além de proteger o ciclista torna o passeio em bicicleta bem mais confortável pois o ciclista não precisa prestar atenção ao transito.

    – Eram bem planejadas, apenas 1 ciclovia por rua (de um dos dois lados da rua) com duas faixas de mais ou menos 50 cm cada uma.

    – Ciclistas paravam na esquina junto com pedestres. Na verdade, a visão lá é de que o ciclista é mais parecido com um pedestre do que um automovel. Portanto, a velocidade do ciclista era em geral mais lenta do que a de um ciclista praticante do esporte, o que faz mais sentido quando bicicletas são usadas por pessoas qeu não sao desportistas.

    – Ciclovias lá me parecem ser de uma construção muito mais simples do que imaginam fazer aqui. Eram apenas um caminho pintado de cor diferente sobre a calçadas ou apenas indicado com sinalzação. Claro que lá as calçadas já eram desde o principio bem cuidadas e planas, tornando isso mais simples.

    Alguns links para vc ter ideia:

    Düsseldorf Eller   #52122

    http://www.travelpod.com/travel-photo/ksiegel/13/1242264540/bike-path-and-walking-path.jpg/tpod.html

    Agora o que eu vejo de mais errado nas ciclovias que temos ou tivemos aqui:
    – A ciclovia do Barra (nao lembro o nome da rua) não deixa espaço para pedestres
    – Ciclovias feitas apenas para lazer, com não mais do que dois ou tres quilometros. Não conectam nada a lugar nenhum.
    – A ciclovia feita ligando alguns parques de porto alegre (parcão, redenção) não deu certo pois era apenas uma pintura sobre a propria rua, sem separação fisica, o que permitia que os carros invadissem o espaço da mesma e inclusive estacionassem sobre ela.

    Um dos maiores problemas que eu vejo com ciclistas aqui em Porto Alegre é que, na falta de ciclovias eles andam na faixa de rolamento em vez de usar a calçada. Acho isto errado, pois as faixas de rolamento já são disputadas entre veiculos pesados e acabam criando um transtorno pro motorista que tem que invadir a faixa do lado para manter uma distância segura. Junte a isto o fato de motociclistas usarem o outro lado da mesma faixa de rolagem (ciclistas na direita, motoristas no meio e motociclistas na esquerda) e vemos que a tarefa do motorista fica muito difícil. Os ciclistas tem que conscientizar de que bicicletas não são veiculos para locomoção com velocidade quando usados com fim de transporte na cidade. Portanto os ciclista tem que proteger-se usando a calçada.

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  9. “A única coisa a ser debatida é por que não priorizar os investimentos em ciclovias. ”

    Se você trouxer algum estudo técnico e uma pesquisa de mercado e opinião indicando um grande investimento público em redes de ciclovias, favor trazer ao blog.

    Tenho um palpite que ciclovias nas grandes cidades nada terão a ver com mobilidade urbana ou como alternativas mininimamente eficientes para desafogar o trânsito. Vão servir exclusivamente para lazer..e não para deslocamentos da casa para o trabalho e vice-versa. Isso tem que ser muito bem pesado na hora de se investir…sob pena de deixarem o trânsito ainda mais engarrafado….já que as ciclovias inevitavelmente ocuparão parte do espaço no leito das ruas, que anteriormente era ocupado pelas pistas de rolamento de veículos.
    Não estou sendo protecionista dos carros…apenas comentando em cima de uma realidade e tendência crescente do número de pessoas que compram automóveis. Seria um investimento perdido se a cidade construísse centenas de quilômetros de ciclovias….mas ninguém as usasse pra se deslocar dentro da cidade. Há necessidade de um amplo estudo de demanda….além da viabilidade técnica em vários trechos.

    Tá todo mundo cantando as ciclovias em prosa e verso….como se fossem a solução da hora ou algo caindo de maduro. Não é bem assim. As coisas não são tão simples nem toda essa maravilha que alguns pensam ser.

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  10. A única coisa a ser debatida é por que não priorizar os investimentos em ciclovias.

    Já existe um projeto que prevê mais de 400 km de ciclovias. A cidade acabou de gastar 9 milhoes para revitalizar os “taludes do arrioio diluvio”. Sabe-se lá o quanto anda gastando em outras coisas igualmente irrelevantes.

    O orçamento anual da cidade é de 2 bilhões se bem me lembro. A unica questão a ser discutida é quais obras serão postergadas para a priorização de ciclovias e quantos km de cliclovias teremos a cada ano até que os projeto todo esteja completo.

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  11. Hoje será a oportunuidade ideal para os vereadores aparecerem e fazer demagogia. Aposto que todos eles vão tecer infinitos encômios e loas aos ciclistas e puxar o saco de todos os assistentes nas galerias.

    Audiência pública para avaliar a circulação de bicicletas…very funny.

    Se eles quisessem fazer algo CONCRETO e OBJETIVO..eles solicitariam um estudo de viabilidade técnica aos técnicos da EPTC…e não os holofotes da tribuna.
    Aquilo lá é um antro de politiqueiros baratos e inúteis.

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  12. Os horários destes eventos é que me matam.

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