Operação da BM flagra mais de cem flanelinhas com antecedentes criminais em Porto Alegre

Após ação identificar guardadores com histórico criminal, regras tentarão coibir atuação ilegal

A Brigada Militar iniciou mais uma cruzada contra os flanelinhas irregulares na Capital. Uma operação flagrou ontem mais de cem guardadores não autorizados com antecedentes criminais. Nas próximas semanas, serão estabelecidas regras para a atividade na cidade.

A ação de ontem faz parte de uma ofensiva contra os ilegais determinada pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC). A intenção do CPC é de que cada batalhão da Capital efetue a sua vigilância sobre os guardadores de carros que não são legalizados. No pente-fino de ontem, realizado no bairro Cidade Baixa e no Centro, 115 flanelinhas foram abordados. A imensa maioria tinha passagem pela polícia. Conforme o comandante da operação, capitão Éderson Trajano, ninguém foi preso porque não foram flagrados cometendo extorsão.

Uniforme e código de postura serão adotados

A cruzada contra os guardadores irregulares deve se ampliar nas próximas semanas. Até o dia 29, três entidades que representam os guardadores devem definir, em parceria com a BM, o modelo do uniforme que passará a ser adotado pelos 600 trabalhadores autorizados. A ideia, diz o titular do CPC, coronel Atamar Cabreira, é que os jalecos padronizados ajudem nas abordagens. O novo uniforme deve ser preto com tarjas amarelas reflexivas, além de conter o nome do guardador e seu número de registro. Os flanelinhas autorizados terão ainda um código de postura, a fim de serem instruídos sobre cortesia aos motoristas e obediência às regras de estacionamento.

Em 2009, BM, prefeitura e a Cooperativa de Auxílio Mútuo (Cooperamplo) firmaram convênio para regularizar a atuação de guardadores em locais autorizados. O objetivo era acabar com a extorsão aos motoristas e reduzir crimes como furto e roubo de veículos.

Nas áreas em que atuam os legalizados, há maior organização. O problema, entretanto, está longe de ser resolvido em ruas movimentadas e nas proximidades de estádios e locais de eventos. A Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic) não fiscaliza sob a alegação de que não tem servidores em número suficiente. O secretário Valter Nagelstein considera esse tipo de ação um caso de polícia.

Zero Hora



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14 respostas

  1. “Sou totalmente a favor do desarmamente e contra os flanelinhas e uma coisa não tem nada a ver com a outra, a menos, é claro, se a ideia é fazer como sugere o Augusto: pessoas “do bem” saírem por aí matando os flanelinhas.”

    A bem da verdade, eu não disse que sou do Bem…nem teria tal pretensão. Apenas disse que se pudesse (imaginário), exterminaria todos os flanelinhas. Esse é o meu desejo particular…um sonho até. Apenas o meu sentimento.

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  2. E outra: vão explorar o massacre no Rio até não poder mais para esta palhaçada do desarmamento. Deviam ao menos fazer o dever de casa e ler sobre aquele caso do Chinês que entrou numa escolhinha com uma faca e atacou umas 20 pessoas. Vão fazer o que se isso acontecer aqui? Permitir que existam só facas de plástico? Lá armas são proibidas e olha o que deu.

    A lei que regula o setor de armas já é razoável, assim como a do trânsito. Mas se o governo faz só o mais fácil e não fiscaliza não adianta nada. Ao menos não para nós que somos honestos. Não conseguem fiscalizar os AR15 que importam por nossas fronteiras, imagina revólveres.

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  3. Julião, não estou dizendo que as coisas são relacionadas. Só não aceito ter menos direitos que os marginais e as pessoas que me extorquem pela rua. Podiam gastar estes milhões resolvendo a criminalidade de verdade antes de fazer o que é fácil (apertar quem segue as regras).

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  4. Sou totalmente a favor do desarmamente e contra os flanelinhas e uma coisa não tem nada a ver com a outra, a menos, é claro, se a ideia é fazer como sugere o Augusto: pessoas “do bem” saírem por aí matando os flanelinhas.

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  5. O pior é que é verdade, Felipe X. Agora o governo quer mesmo é usar uma cortina de funaça para desviar a atenção da população. Aquele referendo manipulado pela Globo, em que a própria pergunta objeto do mesmo já foi feita de maneira tendenciosa, isso sem falar nos artistas da Globo “emprestados” para “orientar” o povo a votar pelo desarmamento forçado, não deu o resultado que eles queriam e eles agora vão tentar de novo, usando a comoção do povo com a chacina do Rio para deturpar as coisas. O único jeito de evitar a violência pe fechando as fronteiras e desarmando os bandidos em geral, em especial os traficantes. O assassino lá do Rio não foi à uma loja comprar uma arma, ele a comprou de bandidos. Querem desarmar os cidadãos para os bandidos terem certeza de que podem atuar sem medo de reações às suas ações.

    Espero que o governo perca de lavada novamente. O brabo é que gastarão milhões pra nada novamente, assim como o fizeram naquele referendo. Acho engraçado que não é uma consulta à população, já que, ao que parece, farão novos referendo até que a população passe a votar de acordo com os interesses deles.

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  6. Não te preocupa portofan, enquanto a extorsão o governo está mais preocupado em nos proibir de ter armas (não que eu tenho) para que só os bandidos continuem comprando elas no mercado ilegal.

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  7. Irão “legalizar” o ilegal. Só no Brasil mesmo, vanguarda do atraso. QUEM PRECISA DOS FLANELINHAS? Paga-se caro por um seguro de carro. Ou seja, se for roubado, acionar-se-á a seguradora, bem como é sabido que nenhum flanelinha impedirá que um ladrão roube ou furte o seu carro, até mesmo porque muitas vezes ele mesmo o fará ou ajudará para que o façam. Nem para ajudar a estacionar eles são necssários, pois, além de mais atrapalhar do que ajudar nas manobras, hoje em dia, por menos de R$ 500,00 (menos de quinhentos reais), pode ser instalado sensor de estacionamento traseiro e até mesmo frontal nos carros, e isso ainda parcelado em diversas vezes sem juros.

    Essa legalização só servirá para a população continuar sendo acuada. Pagá-los só serve para alimentar a disseminação desse modo de vida fácil, bem como esse dinheiro muitas vezes serve para os mesmos se drogarem e depois sairem cometendo crimes.

    Tinham que criar uma lei (e efetivamente aplicá-la) considerando a flanelagem e a mendicância nos sinais de trânsito como crime de extorsão. Não é difícil identificar essas pessoas, pois estão por todo o canto, falta é vontade política, até mesmo porque os polícios andam de carro de luxo com motorista pagos pelo contribuinte e não precisam estacionar nas ruas brasileiras.

    Já temos que conviver com os ladrões, então que seja só com eles e, não, também com o resto da categoria.

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  8. E gera grana sim.
    Alguem ai não lembra da reportagem da ZH?
    É uma mafia, uma pessoa recebe uma grande parte da arrecadação, por exemplo, um flanelinha que trabalha no centro tem que dar por exemplo, 70 reais POR DIA para esse chefão, caso contrario, ele bota outro no lugar, e se falar “ai” toma tiro.
    Na cidade baixa ja falei com os flanelinhas la tambem, lembro que teve um sabado que eles tinham que dar mais de 100 reais pra esse cara.

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  9. Os flanelinhas clandestinos são uma praga no Bom Fim, já passou da hora de serem tirados de circulação.

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  10. Ao menos podiam ser sinceros e registrar a profissão como o que é realmente: extorção.

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  11. Deve ter gente grauda que ganha muito dinheiro com essa “profissao” .. A classe politica ganha muito dinheiro com o crime organizado, como apoio politico, dinheiro para campanhas, massa de manobra contra a oposicao e etc. Isso so’ acabara quando a sociedade se unir e formar milicias armadas, fora disso esquecam… So’ que no brasil tem novela, campeonato de futebol, carnaval e o povo mais cansado do mundo, entao fica complicado.

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  12. A solução no meu ponto de vista passa por um abaixo-assinado, exigindo que essa “profissão” seja considerada criminosa (e é, ao explorar o medo dos cidadãos). Assim policiais, delegados e juízes não poderão se eximir de fazer seu papel, prendendo esses marginais.

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  13. Eu mataria todos.

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  14. Porr*, ficam de frescura, ta na hora de prender esses marginais, isso sim.
    Por que dão chances?
    Todo mundo sabe que a maioria é marginal, a população tem que sofrer na mão desses desgraçados, e isso tudo na lei?

    Ta louco.

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