Samsung pode ter planta naval no RS

Sicsú mostra ao governador Tarso, no Piratini, estratégias da empresa sul-coreana, ainda em fase inicial

Contatos de aproximação entre a gigante e o Estado começaram em 2009

O vice-presidente de Novos Negócios da Samsung, Benjamin Sicsú, disse ontem em Porto Alegre que a empresa está buscando lugares no Brasil para novos investimentos na indústria naval. Reunido com o governador Tarso Genro, o executivo mostrou entusiasmo com a possibilidade de investir no Rio Grande do Sul – embora tenha ressalvado que não há nenhuma proposta concreta em negociação.

A reunião, segundo Sicsú, serviu para fortalecer um movimento de aproximação, iniciado em 2009, entre a empresa e o Estado. O contato será estreitado entre maio e junho próximos, quando Tarso fará um roteiro de uma semana pela Coreia do Sul, sede da multinacional.

– Já temos um bom investimento naval em Pernambuco, mas a demanda do Brasil indica que podemos ter mais de um polo de fabricação. É uma área onde temos crescido muito no país – disse o executivo.

Sicsú saiu confiante da reunião. Segundo o vice-presidente, a empresa espera aproveitar o bom momento da economia brasileira expandindo ainda mais sua atuação. Em 2003, a Samsung tinha 300 funcionários no Brasil e um faturamento de US$ 300 milhões. No ano passado, saltou para US$ 5 bilhões e 8 mil empregados.

– Senti muita firmeza e solidez por parte do governo. Tenho certeza de que teremos mais reuniões. Mas essas coisas não são como ir ao cinema, são decisões mais demoradas – advertiu.

Maior fabricante mundial de plataformas e sondas de perfuração para a camada pré-sal, a Samsung construiu dois navios de prospecção para a Petrobras entre 2008 e 2010, a um custo aproximado de US 1,4 bilhão. No Brasil, a empresa atua em duas unidades industriais focadas em eletroeletrônicos. Sicsú não descartou novos investimentos produtivos na área, mas considerou a concentração na zona franca de Manaus (AM) e em Campinas (SP) “difícil de romper”.

O secretário de Desenvolvimento do Estado, Mauro Knijnik, confirmou a intenção da Samsung em investir em uma nova planta naval no Brasil.

– Eles fornecem know-how a alguns polos navais do país. Agora, pretendem botar um estaleiro sozinhos e vão fazer esse investimento. Mas não mencionaram o tamanho – afirmou Knijnik.

Terminal de regaseificação espera por licença ambiental

Na terça-feira, um grupo de técnicos da Samsung esteve em Rio Grande para conhecer os projetos do terminal de regaseificação de GNL (gás natural) e de uma usina termelétrica, uma associação do grupo Bolognesi com o Fundo de Investimentos da Caixa. A empresa sul-coreana mostrou interesse em fornecer tecnologia para os dois empreendimentos, avaliados em US$ 1,3 bilhão.

De acordo com o prefeito de Rio Grande, Fábio Branco, a possibilidade de investimento na área naval não entrou na pauta do encontro.

– Não tocamos nesse assunto. Seria uma novidade – revelou.

Chefiada pelo gerente Dongho Kim, a comitiva conheceu o terminal portuário e identificou fornecedores e prestadores de serviço na cidade. O terminal de regaseificação, segundo Branco, aguarda apenas a licença ambiental para começar a ser construído.

No Brasil
– A Samsung instalou a primeira fábrica em 1986, na zona franca de Manaus, onde concentra a fabricação de televisores, DVDs, celulares e câmeras fotográficas.
– Tem também um complexo industrial em Campinas, especializado em tablets, monitores e impressoras.
– Em 2010, faturou US$ 5 bilhões – convertido em reais, crescimento de 32% sobre o ano anterior.
– Líder no mercado brasileiro de TVs de tela fina, blu rays e celulares.
– Pioneira na fabricação de tablets no Brasil.
– Também foi a primeira empresa a fabricar no país televisores com tecnologia 3D e celulares com acesso à internet.
– O Brasil também foi o primeiro país a fabricar impressoras multinacionais da marca fora da Ásia.
l Em 2010, a empresa investiu mais de US$ 100 milhões no Brasil – quinto mercado mundial em faturamento da marca sul-coreana.
– A Samsung instalou a primeira fábrica em 1986, na zona franca de Manaus, onde concentra a fabricação de televisores, DVDs, celulares e câmeras fotográficas.
– Tem também um complexo industrial em Campinas, especializado em tablets, monitores e impressoras.
– Em 2010, faturou US$ 5 bilhões – convertido em reais, crescimento de 32% sobre o ano anterior.
– Líder no mercado brasileiro de TVs de tela fina, blu rays e celulares.
– Pioneira na fabricação de tablets no Brasil.
– Também foi a primeira empresa a fabricar no país televisores com tecnologia 3D e celulares com acesso à internet.
– O Brasil também foi o primeiro país a fabricar impressoras multinacionais da marca fora da Ásia.
– Em 2010, a empresa investiu mais de US$ 100 milhões no Brasil – quinto mercado mundial em faturamento da marca sul-coreana.

Zero Hora



Categorias:Ciência e Tecnologia, Economia Estadual, Polo Naval de Rio Grande

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  1. excelente

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