Acabou a folga dos camelôs ilegais

Nem chuva espanta os irregulares - Mateus Bruxel

Alô, caixinhas, apurem o passo porque a moleza acabou. Na próxima semana, fiscais da Smic e soldados da Brigada Militar voltarão a coibir a presença de camelôs irregulares no Centro da Capital. Após o término do convênio entre as partes, em fevereiro, a região foi tomada por ambulantes ilegais.

O impasse que impedia a retomada da parceria foi superado. A BM pediu R$ 1 milhão para renovar o convênio, mas vai levar R$ 480 mil por ano.

Em compensação, reduziu o efetivo de 50 para 30 soldados. Eles atuarão das 8h às 21h.

Caixinhas tomaram conta

A diferença de R$ 520 mil que adiou a assinatura do acordo por várias semanas beneficiou apenas os infratores. Sem a presença ostensiva da fiscalização, os caixinhas ficaram livres para agir. Ontem, a reportagem flagrou a ação dos ilegais nas ruas Alberto Bins e Doutor Flores.

O convênio deve ser assinado pelo prefeito José Fortunati, pelo titular da Smic, Valter Nagelstein, pelo secretário de Estado de Segurança Pública, Airton Michels, e pelo comandante geral da Brigada Militar, coronel Sergio Roberto de Abreu.

R$ 24 mil em horas extras

O município repassará ao Estado, mensalmente, para pagamento de horas extras ao efetivo da BM, R$ 24 mil (o valor pode variar, conforme número de horas), além de R$ 96 mil para o reaparelhamento (veículos, mobiliário etc), totalizando cerca de R$ 480 mil por ano.

De volta à rotina

– A partir da próxima semana as equipes retomam suas atividades de rotina, para coibir a presença de ambulantes irregulares em pontos específicos de Porto Alegre – destaca o titular da Smic, Valter Nagelstein.

Secretaria tem. Mas faltam (muitos) fiscais

Responsável por fiscalizar o comércio, restaurantes e casas noturnas de Porto Alegre, a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) tem um fiscal para cada 26 mil estabelecimentos. A fiscalização de camelôs ilegais é feita por outro setor da Smic.

A carência de pessoal e estrutura criam situações improváveis: para vistoriar todos os locais de sua cota, cada agente precisaria de sete anos trabalhando sem um único dia de descanso.

Atualmente, são 283 mil atividades econômicas cadastradas e regulares junto à Smic. Outras 29 mil operam com algum tipo de pendência ou irregularidade. A fiscalização desses 313 mil locais, espalhados por uma área de quase 500 quilômetros quadrados, é feita por apenas 12 fiscais. Além da carência de pessoal, o setor também convive com o sucateamento da frota. Dos três veículos, só um está circulando.

Para não ficar de braços cruzados, os fiscais usam ônibus. A Smic disponibiliza oito cartões TRI impessoais para os servidores. Ao fim do turno, é preciso apresentar relatório, justificando o uso do cartão.

Culpa da burocracia

O titular da Smic, Valter Nagelstein, atribui as dificuldades aos trâmites burocráticos. Ele informa que solicitou 30 novos fiscais, mas obteve autorização para contratar dez, que foram nomeados e distribuídos entre os diferentes setores da Smic.

Sobre a frota, o secretário informa que estão em operação dez veículos próprios e outros 11 locados.

O que fazem os fiscais

>> Fiscalizam 313 mil estabelecimentos comerciais cadastrados em Porto Alegre.

>> Entre as atividades estão: revendas de gás e água mineral, venda de fogos de artifício e óculos, postos de combustíveis, bares, restaurantes, casas noturnas, comércio, lan houses etc.

>> Queixas de barulho gerado por bares e restaurantes são verificados pelos 12 agentes.

>> A repressão aos ambulantes ilegais é feita por outra área da Smic, que atua em parceria com a Brigada Militar.

Diário Gaúcho



Categorias:Economia da cidade

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1 resposta

  1. Os camelôs devem estar morrendo de medo. kkkk

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