Novamente os papeleiros, em plena Rua da Praia

O leitor Marcelo Bumbel nos escreve novamente, enviando fotos.

Ele diz: “Nas minhas andanças diárias pelo centro, tenho constatado que a Andradas se tornou um estacionamento de carrinhos de catadores de lixo.Um após o outro, eles estacionam no centro do calçadão, ao lado do lixo acumulado, e ficam ali.

Alô autoridades! A principal rua da capital do estado não pode se tornar estacionamento de lixeiros. Não sei como ou o que fazer, mas assim não dá!”

Fotos: Marcelo Bumbel



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29 respostas

  1. o catador hoje é profissão CBO 5192 mais respeito a esta categoria quew limpa a sua sujeira.

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  2. Eu vou dizer uma coisa…a coisa que realmente mais me preocupa em Poa. Há uma nova espécie de opinadores…muitos deles com formação superior, que simplesmente passaram a ter imensa compaixão e complascência com a miséria. Eles têm a capacidade de circular pelas imundícies da cidade, olhar para as fotos com o cotidiano mais nauseabundo possível…e dizer que não há problema algum. Tá tudo bem, é tudo natural, normal…estamos no caminho certo, etc. Esse é o novo tipo de profissional e cidadão que estamos gerando. Gente de simplesmente não se importa que isso aqui é uma vila suja e que critica quem não gosta de conviver com a miséria.
    Por mais eloquente e indesmentível que seja nossa favelização….isso não é suficiente para sensibilizar certas pessoas e fazê-las protestar. Isso é o que realmente me assusta. Quando uma parcela da população economicamente ativa e produtiva, com formação e estudo começa a não mais se importar nem cobrar por um lugar melhor….é porque estamos chegando no fundo do poço.

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  3. “Papeleiros no centro, ai meu Deus! Vamos salvar a “RUA MAIS IMPORTE DO ESTADO” escondendo os papeleiros na restinga. Pronto, solucionei o problema, ufa!”

    Creio que você não tenha captado a essência do problema. O que preocupa não é que eles estejam na Rua da Praia….mas que eles sejam tão numerosos e disseminados que…até a Rua da Praia eles já tomaram conta. Aqui não está em jogo a proteção de rua A, B ou Z….mas a proteção da cidade como um todo.

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  4. Tem que acabar com esse paternalismo. É óbvio que numa época em que a construção civil anda desesperada contratando qualquer um que aparece esses papeleiros só estão nesse subemprego por não quererem respeitar hierarquia em qualquer ambiente de trabalho, ou seja, se demonstram um aspecto anti-social eu não vejo razão para a sociedade ter que tratar eles com tanto paternalismo.

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  5. Papeleiros no centro, ai meu Deus! Vamos salvar a “RUA MAIS IMPORTE DO ESTADO” escondendo os papeleiros na restinga. Pronto, solucionei o problema, ufa!

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  6. Porto Alegre está mais suja desde que foram instaladas novas lixeiras nas ruas.

    Sim, é que durante a noite mendigos, catadores e vândalos reviram as latas em direção ao chão, espalhando tudo o que tem dentro. Bate o vento e de manhã cedo a cidade tá q é uma beleza!

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  7. Fico chateado é tanta gente insistir que os caras são coitadinhos que não arranjam emprego enquanto temos que trazer pedreiros do nordeste para construir a arena do grêmio. Eles estão ali pq provavelmente preferem este trabalho do que outros, nada além disso.

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  8. Adriano, todo mundo sabe que a solução é essa, mas é muito mais fácil (e útil) manter as coisas assim como estão. No meu ponto de vista, os problemas sociais brasileitas não são solucionados (e já temos condições para isso), porque existe o interesse em manter essa questão brasileira inalterada ou com soluções apenas paliativas. E esse interesse não é das classe dominantes ou elites, como falam, mas de grupos que vivem de explorar o Estado brasileiro.

    Ou seja, a necessidade de diminuir a desigualdade social é usada para justificar um Estado cada vez maior, só que a menor parte dos recursos públicos é aplicada efetivamente em ações que resolveriam esse problema (treinamento, educação, infraestrutura, habitação…). Pelo contrário, a maior parte das receitas públicas é dividida entre grupos e corporações que dominam a máquina do Poder Público, principalmente no governo federal – a nova NOBREZA BRASILEIRA.

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