TV europeia grava na Vila Chocolatão

História de trabalho e superação de associação de reciclagem da Capital fará parte de documentário sobre cidades brasileiras

A TV alemã Deutsche Welle grava hoje a história de trabalho dos recicladores da Vila Chocolatão, na Capital. A partir das 10h, uma equipe acompanhará a rotina de uma moradora e descobrirá as perspectivas da comunidade antes da transferência de 181 famílias para o novo loteamento.

Teresinha Margarete do Rosário, 35 anos, a Kika, e Teresinha da Silva, 43 anos, são duas moradoras da Vila Chocolatão que trabalham para um futuro melhor da comunidade. Ambas são tesoureiras da Associação dos Recicladores e vivem há 13 anos no aglomerado de casas de madeiras perto da Avenida Loureiro da Silva, na área central da Capital. Acostumadas a dar entrevista sobre a associação, as duas amigas vão receber pela primeira vez uma produção estrangeira.

– Não sei direito o que vai acontecer, mas vou estar aqui trabalhando no galpão de reciclagem, como fazemos de segunda a sexta – comenta Kika, personagem principal das filmagens.

Os alemães vieram ao Brasil gravar um documentário sobre diferentes cidades do país. Desde sexta-feira na Capital, o grupo se interessou pela história da Vila Chocolatão e da cooperativa criada para garantir condições de trabalho e de renda aos moradores.

– É importante conhecer como Porto Alegre trata assuntos de reassentamento urbano e inclusão social – explica o representante da prefeitura de Stuttgart, Patrick Daude, que acompanha a equipe da TV.

Para o próximo dia 12 está marcado o tão esperado reassentamento dos moradores da Vila Chocolatão. As casas, o novo galpão de reciclagem, a creche e a praça foram construídas em um loteamento na Avenida Protásio Alves, 9.099. As Teresinhas aguardam ansiosas pela mudança e foram conferir ontem como andam as obras.

– Nossa maior felicidade é ir para lá, acho que vamos ganhar mais dinheiro. Serão mais pessoas trabalhando – diz Teresinha da Silva, mãe de seis filhos.

A TV alemã fica até quarta-feira na Capital e também levará na bagagem imagens da colônia de pescadores na Ilha da Pintada e do Gre-Nal.

Zero Hora

Eu acredito que isso já é o início do Impacto da imagem da cidade na Copa de 2014. As emissoras de TV já começaram a procurar as cidades sedes em busca de matérias que mostrem a identidade dessas cidades. Um outro Brasil longe da imagem Rio-SP. Na África do Sul aconteceu efeito semelhantes. E, as cidades sedes, nos anos que antecederam a Copa do Mundo de 2010 estiveram em evidência em canais de TV do mundo todo, com assuntos não necessariamente ligados ao futebol.



Categorias:Favelização, Habitação

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24 respostas

  1. “Esse “Charlie Chaplin” é o mesmo que estava na câmara de vereadores quando o POntal estava sendo votado…”

    Tá mais pra Charlie Chuplin. A bengala é sintomática.

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  2. Será que eu e o Portofan somos os únicos favoráveis a blocões de apartamentos ao invés de casas populares como forma de tentar evitar os “puxadinhos”?

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  3. Esse “Charlie Chaplin” é o mesmo que estava na câmara de vereadores quando o POntal estava sendo votado…

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  4. Na itália favela se chama barracopoli.

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  5. esse jovem se fantasia de charles chaplin e vai distribuir panfletos contra o projeto do cais mauá para os visitantes, ele alega especulação imobiliária,

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  6. O pior é que o Jake está certo. Os gringos querem é “Jeep Tour”. Se fizessem um Jeep Tour nas favelas de POA, aos moldes, da Rocinha, seria um sucesso. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

    Verdade, Julião. Ali o interesse maior era evitar que construtoras adquirissem a área, ainda que trouxessem melhorias para a população. E teve muito político politiqueiro que entrou na onda, pois viu a quantidade de votos do povo que mora lá irregularmente. Muitos, inclusive, dos que defendiam a “mata nativa” e eram contra a “privatização da área” na verdade eram moradores irregulares de lá, gente que não queria a privatização porque eles próprios já estão privatizando a referida área e desmatando-a.

    Nem deixaram a idéia começar a fluir, pois a podaram já no início, não precisaria ser necessariamente um projeto residencial com apenas uma parte da área envolvendo um parque, poderia ser um projeto privado exclusivamente turístico, com bondinho saindo da orla até o mirante, com torre panorâmica, enfim, tanta coisa voltada para a população poderia ser feita ali. Aí sim seria algo grandioso para a Copa. Só que pelo menos nos próximos 4 anos a discussão não será retomada, pois Tarso não dará o braço a torcer, e talvez nem mesmo Yeda, se retornasse ao poder, voltaria com essa idéia. Ou seja, continuaremos com a invasão irregular, desmatamento, assaltos, assassinatos e consumo de drogas naquela região.

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  7. Eu tenho vergonha dessa coisa do Brasil de aceitar o que os gringos querem, fazer de favelas pontos turisticos.

    Ver a desgraça dos outros é mara né?

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  8. A ideia dos “ecologistas” nunca foi a de defender a mata nativa do morro Santa Teresa ou o meio ambiente, mas lutar contra o que eles chamam de “especulação imobiliária”.

    Foi uma disputa ideológica e o ATRASO, mais uma vez, venceu.

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  9. E cade os “ecologistas” de araque agora??…Nao estao preocupados em defender a mata nativa do Morro StaTeresa??
    Bando de filhos %@ p@%&…..

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