Dilma acerta entrada da Alemanha no PAC

Acordo garante investimento do país em portos, aeroportos e em obras da Copa

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira, em declaração à imprensa, um acordo com o governo alemão para investimentos em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como portos e aeroportos, bem como em áreas de infraestrutura voltadas para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O anúncio foi durante declaração conjunta após reunião de mais de uma hora com o presidente da Alemanha, Cristian Wulff, e a comitiva de empresários e autoridades daquele país no Itamaraty, em Brasília.

Esse foi o primeiro compromisso público da presidente desde que ela teve diagnóstico de pneumonia, há uma semana. Visivelmente abatida, mais magra, com dificuldade respiratória e rouca, Dilma conseguiu ler a declaração até o fim. Depois, disse aos jornalistas que só voltará a falar com a imprensa quando estiver totalmente recuperada, na próxima semana. “Apresentei ao presidente Wulff as novas oportunidades de investimento”, disse Dilma. “Há expectativa de participação dos investidores e da tecnologia alemã também na construção de alta velocidade entre Rio e São Paulo”, enfatizou, referindo-se ao trem-bala.

A presidente destacou que o encontro serviu para reforçar a parceria estratégica firmada há uma década com a Alemanha na área de comércio e investimento. No ano passado, as relações comerciais entre os dois países somaram mais de US$ 20 bilhões. “A Alemanha continua sendo nosso maior parceiro comercial na Europa, e o Brasil, o maior mercado para as exportações alemãs na America Latina”, informou. “Há esforços para intensificar a diversificação do comércio bilateral, com agregação de valor às exportações brasileiras e com a incorporação de novos itens à balança comercial”.

Segundo a presidente, o encontro entre os dois chefes de Estado serviu também para ampliar a cooperação no setor energético, “em especial para assegurar a ampliação do uso de energias renováveis de parte a parte”. Ela lembrou que o Brasil promove o uso de etanol há mais de 30 anos, sem que isso tivesse efeito negativo sobre a produção de alimentos. “Ao contrário, gerou milhares de empregos e permitiu que nós reduzíssemos a emissão de gases de efeito estufa numa área extremamente complexa como é o caso da área de combustíveis e de transportes de massa”, enfatizou.

O maior consumo de biocombustíveis, destacou Dilma, dará maior segurança em relação a uma eventual crise energética no Brasil e estimulará a introdução dos biocombustíveis no plano internacional, em especial na Europa e na América do Norte. “Ao mesmo tempo suportará o nosso compromisso (do Brasil e da Alemanha) com o cumprimento de nossas metas de redução de gases de efeito estufa”, acrescentou. “Esse será um novo capítulo de um empreendimento conjunto já existente iniciado quando engenheiros teutobrasileiros desenvolveram a tecnologia do motor flex, que integra hoje mais de 90% dos automóveis brasileiros”, explicou.

Dilma lembrou também que Brasil e Alemanha são parceiros “na defesa de uma ordem mundial mais justa, democrática e que respeite os direitos humanos”. Em relação ao G-20, ela disse que, embora o pior momento da crise tenha passado, “todos nós concordamos com a necessidade de aprimoramento das governanças financeiras internacionais”. Ela aproveitou o discurso para alfinetar a política econômica protecionista dos Estados Unidos. “Percebemos que países desenvolvidos, mas com crescimento fraco, têm adotado políticas monetárias extremamente expansionistas, com evidentes efeitos negativos sobre a inflação mundial”. Segundo ela, o Brasil vive uma fase especial de crescimento e inclusão social, mas seu governo está preocupado com a inflação.

Jornal do Comércio



Categorias:PAC e PAC2

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19 respostas

  1. Meu bisavô era de origem alemã e tenho também outras origens étnicas….vejo também que esse país ( a Alemanha) teve uma bela eficiência na dizimação e espurgo de seu povo…para um país que destruiu e se destruiu…agora com sua disciplina e bom-senso constroi noutra perspectiva , q bom…mas será melhor se nós que somos descendentes de vários povos e formamos o Povo Brasileiro pensar-se além dessa visão limitada colonizada de fascinio as tecnologias dos povos europeus ou o norte-americano..temos tudo aqui, dos recursos minerais ao lado humano e criativo, não precisamos entregar nada a nenhum grupo estrangeiro e sim procurarmos trocas mais equilibradas e favoráveis a nossa população.
    XÔ, Neo-colonialismo e que saia das nossas cabeças essse pensamento.
    Ixifuiiii!!!

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  2. O problema é que no Brasil se demora dois meses no projeto e dois anos na construção, em outros países se demora dois anos no projeto e dois meses na construção.

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  3. Portofan, não passa da maquete da revitalização do Salgado Filho.

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  4. Olhem o vídeo desse link, sobre a eficiência alemã até mesmo quando estão brincando, ele está melhor do que o que postei agora há pouco e aguarda liberação, mas não deixem de ver as fotos que estão no link comentário anterior a ser liberado, pois mostra muitos detalhes do terminal que não aparecem no vídeo, cujo enfoque é a sua operação!

    Fiquei admirado com esse vídeo, volti à infância, Queria que na vida real tivéssemos aeroportos assim, gigantes, muito bem estruturadas, e realmente bem movimentado com aeronaves coloridas das mais diversas nacionalidades e procedentes dos mais diversos destinos!

    Não é à toa que ele custo os mesmos cinco milhões de reais que estão sendo empregados no MOP do Salgado Filho.

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