EDITORIAL ZH – O aeroporto inacabado

Os transtornos provocados pela neblina aos usuários do Aeroporto Internacional Salgado Filho, com a descontinuidade de partidas e chegadas de aeronaves, voltam a reafirmar os prejuízos de toda ordem para os usuários. Isso significa que, mais uma vez, depois de concentrar forças na luta por um complexo aeroviário moderno, o Estado continua às voltas com uma obra inacabada. Além da necessidade de ter sua pista ampliada, o terminal precisa receber com urgência um equipamento antineblina superior ao atual, capaz de facilitar em 40% as suas operações.

É inadmissível que, depois de terem sido contemplados com um terminal considerado na época o mais moderno do Brasil, os gaúchos precisem se conformar ainda hoje com uma obra inacabada. O efeito, na prática, é uma sucessão de problemas para os usuários, que se ampliam no outono e no inverno com as restrições de pousos e decolagens diante de qualquer registro de névoa mais intensa, fenômeno comum nesta época do ano no Sul. Como os horários são reiteradamente descumpridos, há perdas de conexões, de diárias em hotéis, de compromissos importantes – prejuízos nem sempre passíveis de serem recuperados.

O agravante é que a Copa de 2014, com jogos previstos para Porto Alegre, será realizada justamente numa época do ano na qual é comum a falta de visibilidade. Até lá, haverá necessidade de ampliar a pista e de instalar o sistema de pouso por instrumento categoria 2, modelo já implantado em aeroportos como os de Curitiba, Galeão e Guarulhos, entre outros. Mas, para isso, será preciso vencer a burocracia que dificulta a execução do cronograma de remoção de famílias hoje instaladas no local a ser usado como pista.

Sejam quais forem os entraves, os gaúchos não podem mais continuar aguardando por esse investimento. É inadmissível que a sua rotina de deslocamentos por via aérea se mantenha ainda hoje totalmente na dependência de condições climáticas favoráveis.

Zero Hora Impressa



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8 respostas

  1. A Zero Hora deveria brigar com PT, PMDB, PSDB, pois fazer editorial é converda “fiada”. A mídia só que o dinheiro das propagandas/publicidade???? Nós temos políticos e mídia ruins e coniventes. o Salgado Filho ????? A Copa e Tap necessitam crescer e criar empregos, e vai ter falta de espaço.

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  2. A diferença é dois oceanos entre o primeito mundo e nós, tupiniquins.

    O maior aeroporto do mundo, Hartsfield-Jackson, continua em franca expansão. Vão inaugurar ano que vem um novo superterminal de passageiros que aumentará em 40% a capacidade atual. Enquanto isso, nós estamos comendo poeira pra retirar duas vilinhas muquiranas da cabeceira no nosso campo de pouso.

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  3. Aí eu volto ao meu tema preferido: o nosso sistema federativo. Ele está errado, não funciona, é caro e ineficiente, é burocrático e possibilita o aumento da corrupção e dos desvios. Acho que nem nos maiores impérios da história da humanide houve um sistema tão centralizado, como é o brasileiro.

    Por que temos que depender de um burocrata de Brasília para definir o que faremos com um cais abandonado no centro de nossa capital?

    Por que temos de esperar que um órgão de Brasília libere recursos e estabeleça um projeto de expansão de nosso principal aeroporto?

    Assim também acontece com a segunda ponte do Guaíba, a linha do metrô, a duplicação de rodovias e assim por diante. Até o diesel vendido aqui é mais poluente que o de outras capitais, porque decidiram assim.

    Para começar a concertar o Brasil, antes de tudo, é preciso rearranjar esse sistema federativo em que 70% dos recursos e 90% das decisões administrativas ficam na capital federal.

    Temos de acabar com esse império de Brasília.

    A União, como qualquer sistema federativo decente, deve se ater SOMENTE a assuntos nacionais (ex.: moeda), e decorrentes da soberania (ex: Forças Armadas), bem como ter alguma capacidade de investir na diminuição das desigualdades regionais. Todas a outras funções e serviços públicos, bem como os recursos necessários, devem ser divididos entre Estado e Municípios.

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  4. ÓTIMA a idéia do Portofan.
    Tenho certeza que todos os membros daqui conhecem alguém importante que podem contar com.
    Seria como uma inteligência formada por não-políticos. Pessoas influentes que tem voz. David Coimbra é um exemplo recente que deveríamos convidar. Arquitetos da HYPE. Enfim, pessoas conhecidas da população.

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  5. Mas e a sugestão que fiz? Ok, se não querem divulgar, ótimo, até porque é uma falácia mesmo. Mas deixando a parte política de lado, a idéia que dei poderia ser discutida, pois é apolítica, poderia ser adotada pela gestão atual, por PT, PSDB, qualquer partido.

    Afinal, eu apenas disse que se fosse criado, por iniciativa da própria sociedade, um grupo voluntário (e portanto sem remuneração) de gente influente no nosso meio, tipo escritores (Luis Fernando Veríssimo…), Jornalistas (de ZH, CP e etc), médicos renomados na cidade, engenheiros e arquitetos igualmente renomados na cidade e etc, poderiam surgir boas idéias e qualquer governo ficaria sensível a elas, pois teriam partido de gente influente e que teria meio para divulgar essas idéias e cobrá-las depois, fato que deixaria qualquer político comprometido ainda que à contra-gosto.

    Se não me engano existem grupos assim em outros lugares e discutindo os mais diversos assuntos. Acho que tem um grupo assim que discute a economia do país e tem diretores e etc envolvidos, bem como há grupos da sociedade com até gente famosa discutindo os problemas do Rio. Seria interessante termos algo assim em POA e no RS, desvinculado de qualquer partido político, um grupo independente e formado por iniciativa da própria sociedade, bastaria que alguém os convidasse para tanto.

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  6. Gilberto, primeiramente, onde foi parar aquele post que o Daniel havia colocado sobre o Orçamento Participativo? Queria ver exposto aqui no blog aquela meu comentário que eu havia feito naquele pots, pois acho importante desconstruir a idéia do que é hoje o OP e mostrar que teríamos outras ações mais efetivas com a participação da população.

    No que tange ao Salgado Filho, é incrível como desperdiça-se a tecnologia investida e empregada.

    Gastou-se uma nota para fazer o inédito check-in integrado, que permite que os balcões sejam distribuídos e redistribuídos a cada momento, conforme a demanda do horário for maior em determinada cia aérea. Todavia, a tecnologia, que custou uma fortuna não é utilizada. O que vemos é que às vezes uma cia ocupa muitos balcões quando está sem movimento e outras têm que atender a inúmeros passageiros com os poucos balcões disponíveis. Nesse sentido até mesmo as cias aéreas têm culpa, pois não querem colocar mais funcionários para atenderem em mais balcões de atendimento de chek-in. Por isso às vezes apenas 2 filas dão uma volta inteira no saguão do aeroporto enquanto os demais balcões estão vazios e poderiam ser usados para dividirem as 2 filas em várias pequena filas. Em outros aeroportos isso não é possível, pois os check-ins só possuem os dados de determinada cia aérea, mas no salgado filho gastou-se milhões (e foram milhões mesmo, além de uma mensalidade pela manutenção do sistema) justamente para que isso fosse possível.

    Outra coisa. Há uma tecnologia empregada no Salgado Filho para que as aeronaves atraquem sozinhas no terminal, sem a necessidade de homens no pátio sinalizando com plaquinhas, pois tem sinalizadores luminosos para esse fim adquiridos e instalados na face do terminal voltada para o pátio, mas a mesma não é utilizada, somos avessos à novas tecnologias, então para que gastamos para adquirí-las?

    As esteitas de restituição de bagagem não são utilizadas como deveriam, pois muitas vezes há passageiros de inúmeros vôos se acotovelando na primeira esteira quando as demais nem estão sendo utilizadas, falta uma melhore distrubuição do uso delas, principalmente da última, que é deixada quase exclusivamente para vôos internacionais, que são poucos, bastaria abrir a porta que há lá nos demais horários do dia para que a mesma fosse utilizada pelos vôos domésticos nos demais horários vagos do dia.

    E o ILS CAT-II? Já foi adquirido há anos para o Salgado Filho, mas nunca foi instalado por faltar pista para ele, Já deve até mesmo estar “enferrujado”.

    Todos os aeroportos das capitais que estão aí foram feitos por FHC. Até as reformas de Congonhas e Santos Dumont se iniciaram no governo FHC, que entregou prontinho para a população em 2001 o atual terminal 1, bem como os novos terminais de Curitiba, Fortaleza, Natal, Maceió, Recife (esse faltava terminar pouco quando saiu), Galeão 2, Salvador. Que aeroporto expressivo Lula fez nos seus 8 anos de governo?

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  7. Esta copa vai ser o atestado de incompetência do governo.

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