Parobé enfrenta cenário de tristeza

Planta da fábrica da Azaleia no município de Parobé Crédito: VULCABRAS | azaleia / divulgação / cp

Ex-funcionária por 11 anos da empresa Azaleia, a vice-prefeita de Parobé, Nelsi Lázaro, manifestou-se “surpresa e triste” com a decisão da Vulcabras|Azaleia de encerrar sua produção de calçados no município. “Quando trabalhei lá, a empresa tinha 8 mil funcionários, só em Parobé”, recorda. Mas o grave está no presente: “São 800 famílias em depressão. Isso significa problemas de saúde, financeiros e sociais”, prevê Nelsi. Conforme a vice-prefeita, 30% do retorno do ICMS de Parobé eram gerados pela Azaleia.

Apesar do baixo astral na cidade, oficializado quando a decisão do fechamento foi entregue na prefeitura pela diretora de RH e peloo assessor jurídico, algumas fábricas trouxeram um pouco de ânimo. Grupos como Bibi, Bottero e Crysalis contataram agência do Sine do município. Demonstraram interesse em absorver trabalhadores da Azaleia.

“São ótimos profissionais, mas nem todos serão absorvidos”, diz Nelsi. No retorno da prefeita Gilda Kirsch, que está em Brasília, haverá reunião para a busca de alternativas. Até o final do ano, sete empresas, que não são do setor calçadista, se instalarão em Parobé. Mas elas abrirão só 300 empregos.

Correio do Povo

Azaleia: novo patamar de risco

A semana começou ruim, com o anúncio das 800 demissões na fábrica da Vulcabrás/Azaleia, em Parobé. Além do impacto econômico e social para o município, há um simbolismo no caso, já que o presidente da empresa, Milton Cardoso, preside também a Abicalçados, entidade maior da indústria calçadista nacional. A decisão foi atribuída à conjuntura econômica desfavorável e definida como um ajuste pequeno, diante dos 44 mil empregados do grupo. Considerando a liderança de Cardoso à frente da Abicalçados, o fato será usado como exemplo dos riscos que assombram os calçadistas, alçando o debate sobre desindustrialização a um novo patamar.

Falta de ação

Assim que soube das demissões, o presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Setores Coureiro-Calçadista e Moveleiro, deputado João Fischer, cobrou uma atitude do governo federal, cuja política econômica, argumenta, “penaliza o setor produtivo industrial”.

Denise Nunes – Correio do Povo



Categorias:Economia Estadual

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15 respostas

  1. Não desista Sr. Reni. O Oceanário e o Cais vão sair sim. O Rio Grande do Sul já perdeu muito com essa política do caranguejo, cada qual com sua ética particular pensando na próxima eleição e não na próxima geração. O Brasil teve vários presidentes gaúchos que pouco fizeram pelo Estado, pois eram mais “éticos” que os outros, e viam o Brasil como um todo. JK foi menos “ético” e Minas Gerais cresceu como nunca. O Oceanário não envolve dinheiro público, apenas boa vontade e ação!

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  2. oque passou com meu comentario????

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  3. “Augusto e Felipe X, como ficará os 55 milhões de reais repassado pelos cofres públicos do estado do RS a essa coitadinha empresa, fico por isso mesmo???”

    Se o Estado entender que a Azaleia deve devolver alguma grana, que o estado trate de reaver esse dinheiro na Justiça. Se não entrar na Justiça, só há duas hipóteses; Ou a Azaleia não deve nada, ou o Estado é improbo.

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  4. Everton, vamos ver até quando estas outras empresas de Parobé vão ficar ali. Não te esquece que a Azaléia já foi do tamanho delas e começou ali também. Aliás, a Boterro pertence a parentes dos fundadores da Azaléia.

    Mas eu sei né… quando elas saírem vão dizer delas o que hoje falam da Azaléia.

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  5. O Oceanario Sul em Esteio vai proporcionar o dobro de empregos diretos e mais 5 mil indiretos. E o governo nao se mexe.

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  6. Quer dizer que os malditos imperialista capitalistas burgueses, irao criar mais empregos em Parobe’??? putz que horror, pensei que fosse estar triste com esta noticia Everton!

    Oh…e os $55 milhoes emprestados a empresa em 1996, ja foram repagos e o municipio, estado e pais ganharam MUITO mais com a geracao de empregos e impostos.

    Nao sou a favor de empresas pegarem dinheiro com agencias governamentais….mas no caso do brasil seria impossivel produzir SEM utilizar desse dinheiro. Alem do mais essas agencias do governo estao ai para isso mesmo, nao?

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  7. Otimismo gente!!! Até o ZH Dinheiro esta tendo pelo destino dos ex-operários da Azaléia frente as boas novas!!!

    10/05/2011 11h46min
    Cinco fábricas de calçados do Vale do Paranhana vão contratar demitidos da Azaleia
    Empresas entraram em contato com o Sine do município

    http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/zhdinheiro/19,0,3305329,Fabricas-de-calcados-do-Vale-do-Paranhana-devem-absorver-trabalhadores-demitidos-da-Azaleia.html

    Augusto e Felipe X, como ficará os 55 milhões de reais repassado pelos cofres públicos do estado do RS a essa coitadinha empresa, fico por isso mesmo???

    E as outras empresas gaúchas, principalmente de menor porte, que não tiveram essa “sorte” como devem proceder frente a isso??

    Ah, na noticia acima, ver no link, o presidente da empresa comentou que a fabrica de Parabé “era a de menor porte e de maior custo” em comparação das que foram criadas com os incentivos fiscais dos afortunados irmãos do Nordeste…não sei até quando duram essas matrizes por lá e se pagarão pelos dinheiros investidos do cidadão comum.

    Como o que interessa o Dindin e lucro para esses empresários, ” que se rale” a sociedade como um todo.

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  8. Deixa eu ver se entendi, Luis, o presidente da Azaléia está dizendo no jornal que as 800 demissões não vão impactar a economia do município, é isso? 🙂

    Rogério, tua descrição dos EUA é perfeita. O que está acontecendo aqui é (de certa forma) parecido, mas nossa força de trabalho tem produtividade e qualificação muito inferior à dos EUA, então acho que o impacto da desindustrialização deve ser bem maior.

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  9. Sim…e ainda querem este tipo de empresa aqui no RS… já vão tarde. Se vai uma abre outras ou crescem outras… olhem o link
    http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/zhdinheiro/19,0,3305329,Fabricas-de-calcados-do-Vale-do-Paranhana-devem-absorver-trabalhadores-demitidos-da-Azaleia.html

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  10. Pois é, a questão dos incentivos não beneficiam somente o “empresário malvado”, mas todo um cluster que se forma ao redor da empresa. Já trabalhei na indústria calçadista, e há MUITA gente envolvida nos negócios, uma empresa de calçados compra centenas e milhares de componentes de outras empresas, que acabam gerando impostos, gerando mais empregos e movimentando a economia. Triste ver uma indústria que empregou tanta gente diminuir desta forma…

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  11. Os Grandene estão pela segunda vez delocalizando a produção, quando o salário ficou mais alto no Rio Grande do Sul, eles transferiram a fábrica de sapatinhos de plástico para o Ceará, agora estão transferindo parte da Azaléia que resistiu a décadas de crises sucessivas para a Índia, ou seja, para onde pagam menos eles transferem, se algum dia a Índia melhorar de situação eles transferem para a África.

    Os USA entrou num processo assim, o que ocorre no momento é que eles estão perdendo não só as fábricas mas também os setores de projeto, pesquisa e desenvolvimento, por isto o americano médio ganha hoje em dia muito menos e trabalha muito mais.

    São comportamnetos cômodos como estes que ralam um país.

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  12. Não, eles estão esperando eles se mudarem para a vila do chocolatão para daí virarem coitadinhos.

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  13. Vamos enviar o Éverton e o Hermes pra consolar os desempregados.

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