Lotações: frota é igual há 34 anos

Serviço criado há mais de três décadas permanece até hoje com 29 linhas atendendo cerca de 2 milhões de passageiros/mês

Foto: Gilberto Simon

O serviço de lotações foi criado em Porto Alegre há 34 anos, com 403 prefixos – número que permanece o mesmo até hoje. São 29 linhas e mais alguns ramais atendendo cerca de 2 milhões de passageiros por mês. Atualmente, tramitam na Câmara Municipal dois projetos de lei para a criação de linhas novas que atendam os bairros do Extremo-Sul da cidade, além de reorganizar o sistema desse tipo de transporte. Ambos devem ser votados até o final do mês que vem.

Um dos projetos partiu do Executivo, que pretende reorganizar o sistema de transporte de lotação na cidade. Entre os pontos principais, estão a criação de consórcios regionais – semelhantes aos realizados no sistema de transporte de ônibus -, a criação de uma câmara de compensação tarifária para as linhas de maior percurso, a bilhetagem eletrônica e a fiscalização de horários pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

O outro projeto é do vereador Carlos Comasseto (PT), que determina a criação de quatro linhas atendendo os bairros Hípica, Restinga, Belém Novo e Lami. “Essa região da cidade é a que mais cresce, e não possui uma linha de lotação. Nos últimos dez anos, foram criadas 50 mil novas unidades habitacionais e nos próximos anos mais 20 mil serão construídas”, destacou.

O gerente executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros por Lotação (ATL), Rogério Lago, reconhece que a frota atual já é insuficiente para atender a demanda. “Cada carro novo precisaria de um edital específico. O sistema está esgotado”, afirmou Lago. Outro problema é a falta de veículos-reserva para a frota que circula na cidade. “O fiscal tenta solucionar o problema readequando os horários, diminuindo os intervalos para que o passageiro não fique prejudicado. Mas a interrupção também é ruim para a empresa.”

A criação de um consórcio entre os permissionários é a única saída para aquisição de lotações de reserva. “Algumas linhas estão se organizando, e até o final do ano esperamos que esteja em operação”, disse Lago. O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Capellari, declarou que equipes técnicas realizam estudos constantes para adequar a frota à demanda. “Já readaptamos três linhas, e fazemos remanejamento quando alguma diminui o número de passageiros”, afirmou.

Correio do Povo



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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11 respostas

  1. Toni, tudo bem que todos os ônibus deveriam ter um nível melhor de conforto, e condições técnicas para isso são dominados até por empresas de capital 100% gaúcho como Agrale e Marcopolo. Mas isso não justifica querer o fim das lotações.

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