Cabo subterrâneo é caro

Custo até quatro vezes maior que o modelo tradicional inviabiliza expansão do sistema na Capital

Avenida Farrapos, na Capital, é uma das vias que já recebeu o novo sistema de cabeamento Crédito: ANTÔNIO SOBRAL

Um dos sonhos dos moradores de Porto Alegre é a redução no uso de fios de energia elétrica suspensos nos postes. No entanto, a sua troca por cabos subterrâneos é cara e a sua expansão não está nos planos da prefeitura. Atualmente, 6 mil dos 80,5 mil pontos de iluminação pública da Capital possuem esta modalidade de transmissão, que tem se tornado um dos alvos principais de ladrões de cabos elétricos. No restante, o sistema é compartilhado com a CEEE. O secretário municipal de Obras e Viação, Cássio Trogildo, afirmou que seria dispendioso demais fazer uma substituição dos 74 mil pontos de iluminação pública em que são utilizados postes de transmissão da companhia de energia estatal.

“Temos boa parte das avenidas iluminadas através de cabeamento subterrâneo, como na Farrapos, na Assis Brasil, na Cavalhada, mas, somente no ano passado, sofremos com o roubo de 5 quilômetros de fiação”, enfatizou Trogildo. As ações dos ladrões se devem ao fato de que, durante o dia, essas linhas de transmissão não ficam energizadas, o que facilitava o furto. “Tivemos de concretar essas entradas, o que impede o roubo, mas obrigará a uma substituição completa em caso de um problema maior na rede”, argumentou o secretário. Ele lembrou que apenas a área de iluminação pública fica a cargo da Smov.

Segundo Trogildo, os custos de implantação do serviço por cabos subterrâneos pode custar até quatro vezes mais do que o processo comum, através de fios e postes de concreto. “Por isso, a prefeitura só tem investido no cabeamento de iluminação subterrânea naquelas regiões da cidade em que não há a cobertura total da companhia estadual”, explicou. A CEEE, por sua vez, está implantando a primeira linha de transmissão subterrânea do Estado, mas para atender ao sistema de alta tensão. Está sendo concluída a implantação de um cabo de 230 KV em trecho localizado entre a Câmara Municipal de Porto Alegre e a Praça Júlio Mesquita, nas imediações da Usina do Gasômetro. Quando estiver concluída, a linha de transmissão subterrânea terá 11,3 quilômetros de comprimento, interligando as subestações Porto Alegre 9 (Humaitá) e Porto Alegre 4 (Praia de Belas).

Além de beneficiar 1,5 milhão de pessoas, o empreendimento, orçado em R$ 71,8 milhões, atende às demandas da Copa do Mundo de 2014, eliminando riscos de apagões nos estádios Beira-Rio e na Arena. A linha de transmissão subterrânea igualmente cruzará pela área portuária, como forma de auxiliar no processo de revitalização do Cais do Porto.

Correio do Povo

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Esta matéria é de 28/janeiro/2011. Mas fiz questão de postar por ser uma grande preocupação dos que sonham ver a cidade sem dezenas de fios enfeiando as ruas. Enviado pelo leitor Frederico Cabral.



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7 respostas

  1. Ta louco, se com toda aquela cambada de gente e a rua grande nas madrugadas o transito na CB ja é um caos, imagina tirar mais um espaço das ruas..
    sahushusahuahushushu

    Basta tirar os postes velhos, aterrar a fiação…

    Por bancos num lugar cheio de bebados e mendigos não ia dar certo, em 5 minutos ja iam acabar com eles.

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  2. Nesta rua a João Alfredo, nota-se depois da intervenção com verbas do Ministério de Minas e Energia e da Tintas Coral, tem TRÊS tipos de diferentes postes e a PMPOA foi incapaz de retirar os q não estão em uso.
    Além, do que, indica, o Frederico, de enterrarem o grande emaranhado de fiação.
    Tenho a opinião que além dessa última ação que deveria ser realizada imediatamente neste local, também deveriam fazer uma expansão das calçadas nesta rua ( com bancos decentes de madeira com ferro), com diminuição da pista de carros, que teria somente uma…com incentivo a construção de alguns edificios garagens.
    Isso acarretaria em menos poluição, faria que os automóveis-maniacos interagissem mais com as pessoas e se oportunizassem a fazer o que não fazem no dia-a-dia, caminhar um pouco nas ruas…humanizando o local.

    Por falar em iluminação ou falta, no dia 18 para 19 estava a rua gal vittorino, em toda sua extensão sem iluminação pública…o q ocorreu?? Sem contar, as luminarias da Rua da Praia que geralmente, ou em grande parte, estão apagadas…

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  3. mesmo que uma ou outra avenida ou trecho do centro tenha cabeamento subterrâneo, poderiam ampliar o uso desse sistema pro centro inteiro, e aos poucos expandir para outros bairros. lugares (teoricamente) turísticos deveriam ser assim também, na Cidade Baixa, por exemplo.

    na João Alfredo, por exemplo, agora com as casas pintadas e nova iluminação (embora a escolha de luz fria tenha sido péssima), poderia ficar bem mais charmosa se retirassem essa quantidade enorme de cabos:

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  4. Não, em diversas cidades é subterrânea mesmo, como nos condomínios privados de luxo brasileiros, em Rosário e Córdoba é quase toda a cidade assim.

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  5. a fiação na argentina nao fica passando de edificio em edificio pelos topos?

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  6. A Argentina têm, poderíamos ter também, até porque protege dos roubos de fios de cobre.

    Será que é tão caro assim? E evitar os furtos de cobre já não compensaria?

    Agora, metrô sim é caro. Escavar os subterrâneos de uma cidade não sai barato, por isso um monorail ou aeromóvel seria uma solução para ser aplicada à TODAS as regiões da cidade.

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  7. Custa 4 vezes mais mas tem 10 vezes menos manutenção… só que pra eles vale mais a pena mais licitações pra roubar mais do que resolver de fato o problema…

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