Inutilizado pela ação da ferrugem desde 2009, mirante na orla do Guaíba segue interditado

Obra de José Resende integra o conjunto de esculturas doadas pela Bienal do Mercosul para a Capital Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS

Instalada em 2005 e interditada em outubro de 2009, a obra Olhos Atentos, de José Resende, é o retrato da desatenção do poder público com alguns pontos turísticos da Capital. Localizada na orla do Guaíba, nas proximidades da Usina do Gasômetro, a estrutura se assemelha a um mirante, mas foi inutilizada pela ação da ferrugem.

A obra integra o conjunto de esculturas doadas pela Bienal do Mercosul à Capital. Com a deterioração natural do tempo, a tela que forma o assoalho ruiu, formando um buraco no piso, que oferecia risco àqueles que tentavam ver o Guaíba mais de perto.

Ainda assim, alguns dos visitantes não respeitam a sinalização e caminham sobre a estrutura para conseguir o melhor ângulo para a foto de recordação.

— As pessoas querem ir lá em cima, passam a tela e vão. A gente tá sempre avisando: “cuidado, tem um buraco ali no meio” — relata José Carlos Pereira da Silva, 56 anos, que trabalha em uma banca de lanches ao lado da obra.

O vendedor Marcelo Costa Guimarães, 39 anos, confirma o desrespeito à interdição da plataforma. Durante suas corridas, que começam por volta das 6h, já presenciou jovens reunidos em cima da estrutura:

— Apesar de estar interditado, já vi de madrugada bastante gente reunida em cima do mirante. Isso é um perigo — afirma.

Silva conta ainda que, diariamente, presencia turistas frustrados com a interdição do mirante.

— Se restaurar este monumento, vai vir uma multidão. É a principal coisa do Gasômetro, as pessoas descem do ônibus e vêm direto aqui — relata Silva.

A assessoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) informou que, em razão da greve dos municipários, o departamento técnico do setor de Monumentos está fechado. Por isso, não há uma resposta imediata para o problema.

Zero Hora



Categorias:Descaso

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22 respostas

  1. Não dá para saber o que é pior: chamar aquilo de obra de arte, de ponto turístico ou ver a medonha estrutura enferrujando… Dá um orgulho ser provinciano né??

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  2. Beleza bruta:

    Só falta dilapidá-la.

    Tão simples e ao mesmo tempo tão bela, não há nada ali, mas a mãe-natureza e seu pôr-do-sol ainda não desistiram da cidade.

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  3. Ele…

    combina com o seu harmonicamente com o seu entorno…

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